Calendário estratégico da organizadora não só gera empregos e negócios localmente como ajuda a definir foco, mudanças e investimentos em alguns dos principais setores industriais em nível nacional
Bionergia, segurança, elétrica e eletrônica, automação industrial, AVAC-R, hospitalidade e automotivo. O calendário de eventos da RX, uma das maiores organizadoras do mundo, movimenta alguns dos principais setores no segundo semestre, trazendo impactos tanto para a economia de São Paulo, quanto do próprio país.
É certo que os eventos B2B mobilizam redes gigantes localmente. Mais gente circulando reflete em hospedagem, alimentação, transporte e serviços específicos como luz, som, audiovisual, segurança, fora a atração de investimentos. Tanto que, no primeiro semestre do ano passado, o impacto gerado foi de R$ 4,4 bilhões, segundo dados da UBRAFE / SPTuris.
Claudio Della Nina, Diretor-Geral LATAM da RX, lembra, entretanto, que as feiras de negócio reverberam na economia de forma muito além dos pavilhões. “O ciclo do B2B nunca se encerra com o encontro. O que acontece nos centros de exposições, na verdade, é o ápice, a reunião de diferentes elementos estratégicos para gerar contratos, parcerias e, principalmente, mudanças”, diz.
Esse poder de transformação é importante. É nos eventos B2B que marcas e especialistas se debruçam sobre dores de mercado, compondo um cenário 360 graus onde problemas e oportunidades são expostos e debatidos, mas também encontram respostas diretas em soluções, tecnologias e inovações nos estandes.
É o caso da Fenasucro & Agrocana. A feira, exclusivamente voltada para a cadeia de bioenergia, aconteceu de 12 a 15 de agosto em Sertãozinho (SP). A edição foi um sucesso ao conectar inovações como hidrogênio verde, biogás e biometano com a estreia do centro de conferências Fenabio.
Estes elementos funcionam como drive do que vem a seguir, apontando revoluções. Falar de hidrogênio verde e de biogás, por exemplo, é tratar de energia limpa dentro das propriedades, com novas fontes de entrada e cadeias de valor. Resíduos antes considerados passivos ambientais passam a gerar receita e fazendas podem vender excedente de energia elétrica ou biometano, entre muitas outras possibilidades.
“Isso muda o jogo em muitos níveis, da descarbonização à circularidade e aproveitamento total de recursos. As feiras e seus congressos contribuem de forma direta e fundamental para a uniformidade e celeridade desses movimentos. As tecnologias mais avançadas e benéficas pouco ajudam se desconectadas das dores de mercado e do que acontece no mundo”, completa Della Nina.
Segundo semestre reunindo pilares econômicos
A grande concentração de feiras da RX no segundo semestre será em setembro. Este é o mês em que acontecem ISC Brasil (2 a 4); Febrava e FIEE (9 a 12); Equipotel (16 a 19). Segurança, refrigeração, elétrica – eletrônica – automação industrial – e hospitalidade (ligada ao turismo), todos na capital. Setores que, juntos, de acordo com dados de mercado e de associações setoriais, faturaram mais de R$ 492 bilhões. Já em novembro, será a vez do retorno do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.
“Além de todo o poder de atração de público e de geração de negócios é preciso destacar um outro aspecto relevante. A realização dos eventos no segundo semestre é estratégica para acompanhar períodos importantes desses setores, como a entressafra, no agro; a preparação para a alta temporada, na hospitalidade; e o ciclo de compras da indústria de AVAC-R, onde as feiras da RX entram como uma grande vitrine”, finaliza o Diretor.
