Noite enevoada, lápides e um monstro ensanguentado em uma imagem digna de filme de terror. É assim que os brasileiros imaginam o Halloween com inteligência artificial, segundo levantamento da Adobe baseado em milhões de prompts anonimizados do Adobe Firefly, sua família de modelos de IA generativa, em 15 países. E o sangue não está ali por acaso: nos pedidos nacionais, ele aparece 65% acima da média, o maior índice entre todos.
O tom das criações reforça a preferência por um Halloween mais sombrio. “Cinematográfico”, “misterioso” e “aterrorizante” formam o top 3 dos termos que mais se destacam no Brasil em relação aos demais países, com frequências, respectivamente, 80%, 72% e 65% acima da média. O contraste está também no que os brasileiros usam menos: termos associados a um Halloween mais leve ficam abaixo da média dos países analisados, com 19% menos menções a “lúdico” e 17% menos a “fofo”.
A ambientação ajuda a completar esse imaginário. “Sombra” aparece 53% a mais nos prompts, e “neblina”, 44% a mais, aproximando a estética criada por aqui mais dos filmes de terror do que de uma representação leve e fantasiosa.
Interesse cresce conforme a data se aproxima
Os Estados Unidos, berço da festa, são onde o Halloween tem mais presença nos prompts. O Brasil está à frente de países como Coreia do Sul e Índia e mostra que a data tem espaço para crescer por aqui.
O movimento começa em julho, acelera em meados de agosto e dispara nas semanas que antecedem o dia 31. Na semana do Halloween, a presença do tema nos prompts chega a quase 40 vezes a média registrada entre janeiro e julho.
Fantasias, cores e elementos favoritos
Bruxa, fantasma e vampiro são as fantasias mais pedidas pelos usuários, mas é o monstro que diferencia o Brasil: o termo aparece 92% acima da média dos países analisados. O palhaço também ganha espaço por aqui, com presença 42% maior, sinal de que ele ainda assusta. Já espantalhos e diabos têm menos apelo, com frequências, respectivamente, 56% e 44% abaixo da média.
Abóboras, morcegos e teias de aranha formam o top 3 dos elementos mais recorrentes nas criações nacionais. O diferencial, porém, está nas referências mais sombrias: lápides superam a média dos países analisados em 47% e cemitérios, em 22%. Já gatos e casas mal-assombradas ficam 43% abaixo da média por aqui, um dado que, ao menos no caso dos felinos, sugere que os brasileiros preferem deixá-los longe das histórias de terror.
Na paleta, preto e laranja seguem como base das criações, mas roxo e vermelho ganham mais espaço: nos prompts brasileiros, a presença do roxo fica 22% acima da média dos países analisados e a do vermelho, 20%. A preferência por tons mais intensos reforça a estética de terror, marcada também pelo já mencionado sangue, que aparece 65% acima da média, o maior índice entre todos.
“Os prompts funcionam como um retrato de como cada país imagina suas festas. No Brasil, os dados revelam um Halloween particular: mais sombrio, cinematográfico e intenso, mas também marcado pela criatividade. É curioso perceber que figuras clássicas do terror continuam presentes e que monstros e palhaços ainda ocupam um lugar importante naquilo que nos assusta. É uma data em que todos podem explorar a criatividade e transformar medos, fantasias e referências em criações próprias”, afirma Vivian Kupermann, Gerente Sênior de Marketing para a América Latina na Adobe.
Em fevereiro, a história é outra
Se o Halloween ganhou sotaque brasileiro, a principal festa de fantasias do país continua sendo o Carnaval. Ao longo do ano, os prompts de Carnaval são cerca de 3,5 vezes mais frequentes, proporção que se mantém mesmo na semana de pico de cada festa. Nas fantasias, a diferença chega a cerca de cinco vezes.

As duas datas também pedem imagens opostas. As fantasias de Halloween são noturnas e sombrias, em preto, laranja e roxo, com o chapéu de bruxa como acessório mais marcante. Já as de Carnaval são vibrantes e solares, com azul, amarelo, verde, rosa e dourado, e mostram a festa na rua, com dança, acessórios como plumas, máscaras, paetês e confete.
Crie sua própria fantasia com IA
Para quem quiser entrar no clima sem precisar de uma fantasia de verdade, o Adobe Firefly oferece uma experiência gratuita que usa inteligência artificial para transformar uma foto pessoal e experimentar diferentes personagens. A ferramenta faz parte das Quick Actions do Firefly e permite criar diferentes versões da imagem em poucos passos. Para experimentar, basta acessar o Halloween Costume Try-On.
Metodologia
A análise considera milhões de prompts anonimizados e agregados do Adobe Firefly em 15 países: Estados Unidos, Reino Unido, México, Colômbia, Canadá, França, Espanha, Japão, Alemanha, Itália, Austrália, Argentina, Brasil, Coreia do Sul e Índia. Para permitir a comparação, os prompts foram traduzidos para o inglês. A frequência de cada termo corresponde à sua participação no total de prompts do país, e as comparações usam como referência a média simples dos 15 países. Os prompts sobre tendências gerais, símbolos, tom e cores abrangem o período de janeiro de 2025 a setembro de 2026, enquanto os prompts sobre fantasias abrangem o período de janeiro de 2024 a setembro de 2026.
