Brasileiros têm aumentado a ingestão dos industrializados
O consumo da alimentação ultraprocessada tem crescido no Brasil. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um estudo em que foi verificado um aumento de 5,5% desses alimentos. Eles são produzidos com ingredientes industrializados, como gorduras, óleos, sal, açúcar, proteínas de soja, substâncias que são sintetizadas e fontes orgânicas (petróleo e carvão). Uma das características é apresentar o maior prazo de validade, alteração no aroma, sabor e cor. Podem ser encontrados nos refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, macarrão instantâneo, salsichas entre outros. Já um estudo realizado no Reino Unido, publicado na Revista eClinicalMedicine, com cerca de 200 mil participantes, avaliou a incidência e morte por diversos tipos da doença, inclusive raros. A pesquisa também mostrou que o consumo excessivo de ultraprocessados aumenta o risco de câncer de ovário em 30%. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados pela redução dos principais fatores de risco – dentre eles o consumo de ultraprocessados. O tratamento nos primeiros estágios da doença também é bastante importante: 30% dos casos podem ser curados se detectados e tratados adequadamente no início da doença.

Geralmente, quem tem o hábito de consumir os industrializados são adolescentes, mulheres, moradores de área urbana, pessoas com boa renda e escolaridade. Em entrevista ao Programa R7 Record , a oncologista Lucíola Pontes comentou que o consumo de ultraprocessados aumentou não só a incidência de câncer, em torno de 2%, como também a mortalidade pela doença. “Essa classe de alimentos tem um baixíssimo teor nutricional, mas um alto teor calórico de gorduras, açúcares e corantes. São considerados carcinogênicos, ou seja, eles têm a capacidade de transformar uma célula normal em uma célula cancerígena”, alerta.
