Para milhões de brasileiros que vivem em pequenas cidades interioranas, cuidar da saúde comumente significa enfrentar longos deslocamentos para conseguir uma consulta médica ou realizar um exame. É justamente nesse cenário que a expansão de clínicas de saúde acessível vem mudando a dinâmica do cuidado e aproximando serviços médicos de regiões onde o atendimento ainda é um desafio.
De acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE, a concentração de médicos e hospitais nas capitais e grandes centros urbanos faz com que os brasileiros precisem percorrer, em média, 72 km para receber atendimentos de baixa e média complexidade, como consultas com clínicos gerais, exames de rotina e tratamentos odontológicos. No caso de procedimentos de alta complexidade, a distância aumenta para 155 km.
Para Beatriz Brisotti, CEO do AmorSaúde, a interiorização da saúde representa uma mudança importante na forma como a população acessa o cuidado. “Quando o atendimento está mais perto de casa, o acesso à saúde deixa de depender apenas da disponibilidade de tempo ou da possibilidade de se deslocar para outra cidade. A proximidade permite que as pessoas procurem atendimento antes, façam exames preventivos e acompanhem sua saúde de forma contínua”, afirma.
Segundo a CEO, esse movimento acompanha a estratégia de expansão do AmorSaúde, que hoje conta com mais de 500 clínicas em funcionamento e concentra parte de sua estratégia de crescimento em municípios com menos de 70 mil habitantes, levando consultas médicas, odontologia e exames para localidades onde a oferta desses serviços ainda encontra limitações. Em 2026, 20 clínicas já foram inauguradas e outras 42 têm abertura programada.
Diagnóstico precoce
Ao reduzir a distância necessária para a realização de exames e oferecer serviços médicos a preços acessíveis, as clínicas localizadas no interior contribuem para o diagnóstico precoce de doenças e ajudam a evitar casos mais graves de certas enfermidades.
“Muitas pessoas deixavam de procurar atendimento porque precisavam viajar ou reorganizar toda a rotina da família para conseguir uma consulta. Quando esse cuidado passa a existir na própria cidade, a prevenção se torna muito mais viável, cabe no orçamento, e o diagnóstico pode acontecer mais cedo”, explica Beatriz.
De acordo com Beatriz, é justamente esse impacto cotidiano que orienta a estratégia de expansão do AmorSaúde. “Cada nova clínica representa mais do que uma unidade inaugurada. Ela possibilita que as pessoas possam contar com uma alternativa de cuidado perto de casa. É assim que conseguimos contribuir para ampliar o acesso à saúde de forma concreta”, ressalta.
Clínicas atraem médicos para o interior
Além da dificuldade enfrentada pelos pacientes, cidades menores também convivem com o desafio de atrair profissionais de saúde para atuar fora dos grandes centros. Atualmente, os 48 municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes concentram 57,8% dos médicos do país, segundo a Demografia Médica no Brasil.
A CEO destaca que, em alguns locais, a falta de infraestrutura ainda desencoraja médicos a atuarem no interior, o que torna o acesso à saúde ainda mais difícil e mantém uma demanda reprimida. “Ao fornecer uma unidade com instalações adequadas, pronta para atender, as clínicas particulares facilitam a atuação profissional em cidades fora dos grandes centros. Nós fazemos essa ligação, conectando a população que mais precisa a profissionais que buscam meios de atuar”, sintetiza.
Novos modelos de negócio facilitam expansão no interior
Para acelerar a expansão da rede e ampliar a presença em cidades de pequeno e médio portes, o AmorSaúde lançou um novo formato de operação pensado para viabilizar a presença da marca em municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes.
Com uma estrutura física mais enxuta, processos mais digitalizados e menor complexidade operacional, o modelo permite adaptar a operação às características econômicas e demográficas de cada região, ampliando a capacidade de expansão da rede sem comprometer a sustentabilidade do negócio.
“Existem muitas cidades brasileiras que apresentam uma demanda importante por serviços de saúde, mas que exigem um modelo de operação diferente”, afirma Beatriz.
O AmorSaúde já identificou 116 oportunidades para a implantação do novo modelo em diferentes regiões do país. Um dos principais diferenciais do modelo está na maior utilização da tecnologia ao longo da jornada do paciente e na simplificação dos processos de gestão da unidade. A estrutura também estabelece uma nova dinâmica entre franqueadora e franqueado: enquanto o AmorSaúde amplia sua atuação na geração de demanda, inteligência comercial, tecnologia e suporte à operação, o franqueado concentra seus esforços na gestão da unidade, na qualidade do atendimento e na experiência do paciente.
A telemedicina complementa a oferta de cuidado, mas não substitui o atendimento presencial. O objetivo é combinar tecnologia, eficiência operacional e presença física para tornar sustentável a chegada do AmorSaúde a mercados que, até então, não comportavam o modelo tradicional de clínica.
