A implementação da BNCC Computação coloca as redes de ensino diante do desafio de incorporar a tecnologia ao cotidiano escolar de forma estruturada. Para o Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação, unidade de negócios da Positivo Tecnologia voltada à educação, esse movimento envolve currículo, prática pedagógica e formação de professores.
“A implementação da BNCC Computação representa uma oportunidade para as escolas avançarem de uma visão centrada na tecnologia para uma abordagem em que os recursos digitais estejam efetivamente a serviço da aprendizagem. A inteligência artificial ampliou as possibilidades do ensino, mas também os desafios dentro da sala de aula”, afirma Alex Paiva, head de produtos do Educacional.
Em 15 de setembro terminou o prazo, prorrogado pelo Ministério da Educação, para que estados, municípios e Distrito Federal registrassem no Simec as informações necessárias à verificação das condicionalidades do VAAR (Valor Aluno Ano por Resultados). No ciclo 2026/2027, entre as exigências está a comprovação de referenciais curriculares alinhados à BNCC e ao Complemento à BNCC da Computação. “Encerrada essa etapa, o desafio passa a ser transformar a adequação curricular em práticas efetivas no cotidiano escolar”, pontua Paiva.
IA amplia a importância da formação docente
Segundo a TIC Educação 2025, 53% dos gestores escolares afirmam que suas instituições utilizam inteligência artificial em atividades de gestão. Entretanto, apenas 22% possuem orientações formais para o uso de IA no ensino, na aprendizagem e na gestão. Na robótica, somente 23% contam com equipamentos e materiais para aulas da área.
Os dados apontam para a necessidade de preparar as escolas não apenas para adotar novos recursos, mas para incorporá-los às estratégias pedagógicas. Nesse cenário, o professor ganha ainda mais importância como mediador, orientando os estudantes a contextualizar informações, avaliar resultados e utilizar ferramentas de IA de forma responsável.
“A formação não pode se limitar ao funcionamento de uma ferramenta. O professor precisa compreender quando e como utilizar a tecnologia para favorecer a aprendizagem, além de desenvolver nos alunos a capacidade de questionar e avaliar o que ela produz”, explica Paiva.
Conteúdos digitais, robótica e inteligência artificial podem atuar de forma complementar quando inseridos em uma proposta pedagógica contínua. Nesse contexto, o Educacional destaca o Nexis, ecossistema que apoia as redes na estruturação de projetos de educação tecnológica, conectando currículo, conteúdos, ferramentas digitais e formação docente. Instituições de diferentes regiões já adotaram a solução e se preparam para o ano letivo de 2027.
“A escola não precisa preparar o aluno para uma tecnologia específica, porque as ferramentas continuarão mudando. O mais importante é desenvolver a capacidade de compreender a tecnologia, avaliar seus resultados e utilizá-la para criar soluções”, conclui Paiva.
Mais informações sobre o Educacional e suas soluções podem ser obtidas no site oficial da marca.
