Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Medicina integrativa amplia debate sobre Cannabis Medicinal
    • Escrituras de cessão de precatórios crescem em São Paulo
    • Fim da escala 6×1 pressiona o atendimento em hospitais
    • Crédito fica mais acessível, mas CFO aponta o custo oculto
    • Kwai supera 54 bilhões de views sobre vida cotidiana
    • Sigma Lithium capta R$ 675 milhões para crescer em Minas
    • Mobilidade na Grande SP enfrenta entraves à inovação
    • B-Beauty leva diversidade dos fios para a rotina capilar
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Últimas»Black Friday não termina no clique: os pontos de fricção que transformam desconto em perda de confiança
    Últimas

    Black Friday não termina no clique: os pontos de fricção que transformam desconto em perda de confiança

    Cientista de comportamento da Brand & Stories explica, com base na neurociência, por que o preço não compensa uma jornada que frustra a expectativa do cliente
    JoaoBy Joao5 de novembro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    Com a Black Friday prevista para 27 de novembro, a cobertura costuma se concentrar nas previsões de vendas e nos descontos. Mas, para quem compra, a experiência não termina no clique. Na edição de 2025, os problemas de entrega lideraram as reclamações registradas no monitoramento do Reclame AQUI, um sinal de que o desgaste da confiança acontece depois do pagamento, e não só no preço. Para o neurocientista Natanael Sena, Cientista de Comportamento e Experiência Humana da Brand & Stories, é nessa jornada que a confiança do cliente se ganha ou se perde.

    “Campanha é promessa, e o cérebro não guarda promessas: guarda o que aconteceu depois delas”, afirma. Ele cita como exemplo a consumidora que vê o anúncio de uma TV com 40% de desconto, entra no site e encontra outro preço no carrinho. “Nesse segundo, a campanha inteira virou prova contra a marca”, completa.

    Quando a promessa se rompe

    Segundo Natanael, a neurociência ajuda a explicar o efeito. Desde os estudos do pesquisador Wolfram Schultz sobre dopamina, sabe-se que o cérebro reage menos ao prêmio em si e mais à diferença entre o que esperava e o que recebeu, o chamado erro de predição. Quanto maior a expectativa criada pelo anúncio, maior a frustração quando a entrega não acompanha. Segundo o especialista, a satisfação do consumidor está diretamente ligada à relação entre o que foi prometido e o que foi efetivamente entregue, conceito desenvolvido pelo pesquisador Richard Oliver.

    Onde a confiança se perde

    Natanael compara a jornada a uma corrente: o desconto é o elo mais brilhante, mas a confiança se rompe no elo mais fraco. Na navegação, a fricção é o preço maquiado. No pagamento, o cupom que não funciona, o frete que encarece a compra e o cadastro longo demais. Ele cita o Baymard Institute, que monitora o checkout do e-commerce há mais de uma década e indica que cerca de 70% dos carrinhos são abandonados, com custos extras inesperados entre os principais motivos. Depois do pagamento, vêm o prazo descumprido, o suporte que não resolve e a troca burocrática.

    Os dados brasileiros confirmam onde mais dói. Em levantamento preliminar do Reclame AQUI, referente aos dias 26 e 27 de novembro de 2025, os atrasos na entrega responderam por 25,29% das reclamações da Black Friday, seguidos por produto não recebido, com 12,62%, e propaganda enganosa, com 9,33%. “A fricção que mais destrói a confiança não está no clique. Está depois dele, quando o cliente já pagou e só tem a palavra da marca”, avalia.

    O que ainda dá para fazer até 27 de novembro

    Natanael reconhece que já não dá para reconstruir a operação, mas é possível proteger a confiança. Ele sugere cinco movimentos. O primeiro é congelar e auditar a precificação, com histórico de 30 dias público e sem a chamada “metade do dobro”, porque a transparência é o antídoto mais barato contra a reclamação mais cara. O segundo é prometer menos prazo do que a logística consegue cumprir, já que chegar antes do combinado gera um erro de predição positivo, que o cérebro recompensa. O terceiro é simplificar o checkout, com menos campos, frete visível desde a primeira tela e cupom que funcione.

    O quarto movimento é montar um esquadrão de recuperação, com autonomia real para resolver no primeiro contato, com atendimento humano e sem burocracia para troca. O quinto é escolher conscientemente o fim da jornada, com um e-mail honesto, um acompanhamento de entrega claro e uma mensagem depois que o produto chegou, porque é esse fim que a memória vai guardar.

    “A Black Friday não é um teste de preço. É um teste de palavra. E palavra cumprida é a única promoção que fideliza”, conclui o especialista.

    Black Friday 2026 Brand & Stories Comércio Eletrônico confiança do cliente Experiência do Consumidor fidelização de clientes Natanael Sena neurociência do consumo reclamações na Black Friday Reclame AQUI
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    Positivo analisa como AI PCs começam a mudar os critérios de escolha e renovação de notebooks

    5 de novembro de 2026

    Segunda temporada de ‘Cidade de Deus: A Luta Não Para’ estreia em 8 de novembro; Relembre a primeira temporada

    5 de novembro de 2026

    Estreias de novembro na HBO Max

    5 de novembro de 2026

    Yamaha mostra Ténéré 4 Concept, nova linha de modelos crossover RW e scooters elétricas em Milão

    5 de novembro de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.