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    AVANÇO TECNOLÓGICO TORNA-SE O PRINCIPAL FATOR DE IMPACTO PARA OS NEGÓCIOS, SEGUNDO MONITOR GLOBAL DE LIDERANÇA DA RUSSELL REYNOLDS ASSOCIATES

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio7 de agosto de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    No Brasil, tecnologia alcança pela primeira vez o mesmo patamar da média mundial com 63% das citações; incerteza geopolítica e com o crescimento econômico e talentos completam o ranking

    O avanço tecnológico é hoje o principal fator de impacto à saúde organizacional em escala mundial, mostra a Russell Reynolds Associates no Monitor Global de Liderança. A pesquisa da consultoria que é referência em busca e desenvolvimento de lideranças mostra que 63% dos gestores consideram esse fator como a força organizacional determinante para os negócios, superando o indicador de incertezas com o crescimento econômico, que liderava o ranking desde 2023 e caiu para 57%. No Brasil, a atenção com as mudanças tecnológicas alcançou, pela primeira vez na série histórica, o mesmo patamar da média global. Incertezas geopolíticas, disponibilidade de talentos e a transformação na força de trabalho diante da tecnologia completam o ranking dos cinco fatores mais citados pelas lideranças mundiais.

    “O fato de a tecnologia ter alcançado, pela primeira vez, o mesmo peso no Brasil e no mundo mostra que as empresas brasileiras não estão mais só observando essa transformação de fora, mas vivendo-a na mesma velocidade das organizações globais. O desafio agora é transformar essa urgência em capacidade real de execução, porque a percepção de prioridade avançou muito mais rápido do que a confiança das lideranças em suas próprias equipes para entregar essas mudanças”, analisa Flávia Leão, sócia-diretora da Russell Reynolds e Country Manager da empresa no Brasil.

    Apesar de a tecnologia ter alcançado o mesmo nível de prioridade no Brasil e no mundo, a confiança das lideranças na capacidade de implementar essas mudanças ainda permanece limitada. Globalmente, esse índice subiu de 44% para 51%, em relação ao segundo semestre de 2025, e, no Brasil, a evolução foi maior, de 31% para 42%. Os números mostram avanço na percepção de preparo das empresas, mas menos da metade dos gestores demonstra confiança na capacidade de executar essa transformação.

    O crescimento econômico incerto é uma preocupação maior no Brasil do que na análise global, sendo citado por 60% das lideranças no país, mas 42% dos executivos brasileiros afirmam confiar na preparação de suas empresas para enfrentar esse cenário, percentual ligeiramente superior à média global, de 40%. Incertezas geopolíticas registram um salto na pesquisa, especialmente no Brasil. Enquanto 54% das lideranças globais citaram o indicador, registrando uma alta de 11 pontos percentuais, no país o crescimento foi de 25 pontos, alcançando 48% das citações.

    A preocupação com talentos recuou entre os gestores globais, mas a pesquisa identifica alerta com a próxima geração de líderes. O fator disponibilidade de talentos caiu para 43%, o menor patamar já registrado pelo Monitor Global, enquanto no Brasil o recuo foi maior, para 38%. Mas a confiança dos líderes brasileiros para lidar com atração, retenção e desenvolvimento de talentos também caiu para apenas 20%, o menor nível já registrado no país e bem abaixo da média global. Quase dois terços dos executivos dizem estar abertos a uma mudança de emprego e, entre os líderes mais jovens, 86% querem assumir mais responsabilidades nos próximos dois ou três anos, enquanto 67% almejam chegar ao C-level. Em oposição, apenas 29% acreditam que as empresas onde atuam hoje vão atender a essas expectativas, o que ajuda a explicar por que 32% desse grupo relata desengajamento crescente no trabalho, o dobro do percentual registrado entre os CEOs, de 14%.

    Quinto indicador mais citado pelas lideranças globais, a transformação da força de trabalho retornou ao ranking: 37% das lideranças destacaram o fator à medida em que as organizações concentram cada vez mais a atenção em como a adoção da IA, aprendizado de máquina, robótica, big data, IoT e tecnologias correlatas e as expectativas em evolução dos profissionais estão remodelando as estruturas organizacionais e as necessidades de talentos.

    O Monitor Global de Liderança entrevistou mais de 3 mil gestores de 46 países. O levantamento abrangeu membros do alto escalão, executivos seniores, conselheiros e representantes da próxima geração de lideranças de empresas que atuam nos setores de Consumo, Serviços Financeiros, Saúde, Tecnologia, Recursos Industriais e Naturais e Serviços Profissionais e Comerciais. Para conhecer o estudo na íntegra, acesse: https://www.russellreynolds.com/en/insights/reports-surveys/global-leadership-monitor

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