Entre os dias 7 e 10 de outubro de 2026, a Educação Católica mostrou a capacidade de construir respostas aos desafios contemporâneos no XIII Integra Nacional. O encontro promovido pela FTD em Curitiba no Museu Oscar Niemeyer, teve o tema “Desenhando Novos Mapas de Esperança – Educar para a Cultura do Encontro e da Interioridade”.
O encontro reuniu gestores educacionais, histórias e diferentes pontos de vista em torno de fortalecer a educação confessional e construir novos caminhos para uma educação comprometida com a transformação de realidades em temas fundamentais para a missão da Igreja na educação no Brasil: Pacto Educativo Global; identidade e missão das instituições; sustentabilidade institucional; gestão e governança; formação integral e o compromisso com uma educação capaz de responder às urgências do nosso tempo.
Identidade e Missão da Educação Católica
A Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), esteve presente no painel “Identidade e Missão a serviço da permanência da Educação Católica”, a diretora-presidente da ANEC Irmã Iraní Rupolo e o Padre Charles Lamartine, 2º diretor-presidente, refletiram sobre a necessidade de preservar e atualizar a identidade institucional diante das transformações sociais, culturais e educacionais.
“A permanência das instituições ao longo do tempo está diretamente ligada à capacidade de manter viva a missão, interpretar os sinais dos tempos e renovar práticas sem perder o que dá sentido à presença da Igreja na educação”, destacou a diretora.
Para as instituições associadas à ANEC, essa reflexão é um convite a combinar identidade, inovação e compromisso social. Em um contexto de mudanças aceleradas, a Educação Católica é relevante justamente porque pode oferecer uma formação que combina excelência acadêmica com humanização, espiritualidade, ética e corresponsabilidade.
Juventude e novos desafios educacionais
A programação também contou com a apresentação da Pesquisa Nacional de Evangelização da Juventude no Brasil 2025 pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O levantamento trouxe estatísticas de 11.498 jovens entre 12 e 29 anos, de diferentes regiões do país, entre abril e junho de 2025.
Nos dados apresentados pela CNBB, 64% dos jovens ouvidos afirmaram que a espiritualidade os ajuda a enfrentar problemas no dia a dia, enquanto 55,8% disseram que a presença pastoral os fortalece. Conhecer a juventude é uma condição necessária para que a Educação Católica construa relações mais significativas com seus estudantes e forme propostas ligadas às questões e necessidades do presente.
Um dos eixos estruturantes do encontro debateu sobre como educar hoje requer articulação, responsabilidade e visão de futuro. As discussões sobre o Pacto Educativo Global, ODS e OEIs (Educação para o desenvolvimento integral) reforçaram a necessidade de superar modelos fragmentados e promover processos educativos que considerem todas as dimensões da pessoa humana.
Cooperação Internacional
A dimensão internacional foi ampliada pelo diálogo com os representantes do Discatério para a Cultura e Educação do Vaticano. As ações da ANEC, que permitem aprofundar a articulação entre os desafios da educação no Brasil e os compromissos internacionais assumidos em torno do Pacto Educativo Global, foram compartilhadas por Walberson Martins, coordenador do Setor de Animação Pastoral e Meily Cassemiro, Gerente da Câmara de Educação Básica da ANEC.
O diálogo reforçou que a educação é uma responsabilidade compartilhada e nenhuma instituição educativa transforma a realidade sozinha. Redes, cooperação entre organizações, escuta ativa e integração de diferentes saberes são caminhos que não podem ser ignorados para responder à complexidade do mundo atual.
Ao reunir diferentes vozes em torno de temas estratégicos, a FTD mostrou no que o futuro da Educação Católica está na capacidade de integrar missão e inovação, identidade e diálogo, excelência e cuidado, gestão e compromisso social. A participação da ANEC reafirma seu compromisso com uma proposta educacional aberta ao mundo, que possa atualizar corajosamente sua identidade e promover a formação integral como um caminho para a transformação pessoal, comunitária e social, de modo a construir uma sociedade mais humana, fraterna e sustentável.
