Na decomposição, a habitação (shelter) subiu 0,1% e respondeu por cerca de dois terços da alta mensal do índice cheio, enquanto energia caiu 1,5%, puxada pela gasolina (-2,9%), ainda que gás natural e eletricidade tenham subido no mês. Alimentos avançaram 0,1%, com destaque para alimentação fora do domicílio (+0,3%). No núcleo, os itens de saúde, tarifas aéreas, comunicação, educação e recreação subiram, enquanto seguros de veículos recuaram.
O resultado, em linha com o esperado tanto no índice cheio quanto no núcleo, reforça o quadro de desinflação gradual, mas ainda distante da meta de 2%. A queda do índice cheio partiu principalmente da energia, enquanto boa parte dos itens do núcleo, sobretudo em serviços, ainda subiu no mês. Isso é consistente com a leitura atual do mercado, que já não espera mais alta de juros em setembro e projeta esse movimento para outubro, já que o dado não traz motivo para alterar essa precificação em nenhuma das duas direções.
