Vacinação previne a meningite bacteriana
De acordo com números divulgados pela Secretaria de Saúde Paulista, entre janeiro e junho deste ano, o estado registrou 2.484 casos de meningite, um aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2022, que contabilizou 1.869. Neste primeiro semestre de 2023, foram 177 mortes ocasionadas pela doença. Segundo o infectologista Munir Akar, a ocorrência da meningite é comum em crianças menores de cinco anos e adolescentes, mas pessoas em quaisquer idades são suscetíveis.
A meningite é a inflamação das membranas que envolvem o cérebro, chamadas meninges, sendo causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas. No entanto, as meningites virais e bacterianas ganham atenção das autoridades da saúde pública, pois podem ocasionar surtos. A viral é transmitida por contato próximo, como apertar as mãos de pessoa infectada; tocar objetos ou superfícies com a presença do vírus e, na sequência, tocar os olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos; trocar fraldas de pessoa infectada, beber água ou comer alimentos crus que contenham o vírus. Já a bacteriana é transmitida através das vias respiratórias, gotículas e secreções do nariz e da garganta.
A meningite bacteriana é mais grave. Os sintomas são febre, dor de cabeça e rigidez de nuca, além de mal-estar, náusea, vômito, sensibilidade à luz e confusão mental. A piora da doença pode levar a convulsões, delírio, tremores e coma. O início da meningite viral é similar ao da bacteriana. Há também falta de apetite, irritabilidade, sonolência ou dificuldade para acordar.

Com pouca adesão vacinal, São Paulo estendeu a campanha até 31 de julho. Munir Akar comenta que a cobertura está baixa para todas as vacinas. “As principais causas são a falsa sensação de segurança, as fakes news que circulam nas redes sociais, desacreditando a importância da vacinação, motivos religiosos e políticos”, destaca. O infectologista diz que é fundamental a vacinação contra o meningococo e o pneumococo (meningite bacteriana), preferencialmente, nos primeiros meses de vida. “Essas vacinas podem ser feitas em qualquer idade para quem não foi vacinado na infância. São seguras, praticamente sem efeitos colaterais e que previnem essas doenças”, alerta.
