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    Home»Notícias Corporativas»Startup Somos 50+ conecta empresas à economia da longevidade
    Notícias Corporativas

    Startup Somos 50+ conecta empresas à economia da longevidade

    DinoBy Dino31 de agosto de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    A revolução da longevidade está redesenhando a força de trabalho, o empreendedorismo, o consumo e a agenda ESG das empresas, e a executiva Cláudia Danienne resolveu transformar essa constatação em negócio. Aos 55 anos, com formação executiva em Harvard Business School, MIT, INSEAD, Disney Institute, FDC e quase três décadas de experiência em Gente & Gestão, ela lançou a Somos 50+, um hub que conecta empresas e pessoas à economia da longevidade.

    Segundo dados da Organização das Nações Unidas ONU, uma em cada seis pessoas no mundo terá 60 anos ou mais até 2030, e esse grupo deve chegar a 2,1 bilhões até 2050, com projeções de que o público 50+ movimente cerca de US$ 45 trilhões, refletindo o potencial da chamada silver economy.

    Atenta a esses números, Cláudia poderia estar no ponto da carreira em que muitos profissionais começam a desacelerar. Ela fez o oposto: acelerou numa direção nova, sem abandonar as anteriores. "Minha trajetória sempre esteve voltada para o humano e o resultado efetivo. Gente & Gestão, na prática. Mas em algum momento percebi que todo esse repertório poderia servir a um propósito maior", diz.

    Esse propósito ganhou nome em 2026: Somos 50+, uma startup que se posiciona como um ecossistema de longevidade ativa, conectando empresas, profissionais e o público 50+ em torno de conhecimento, experiências e negócios. Além de Cláudia, a empreitada conta com Paula Vivacqua, psicóloga clínica com vasta experiência em comportamento humano e parceira de longa data e no projeto.

     

    O insight que virou negócio

    Antes de lançar a Somos 50+, Cláudia passou um ano analisando e estudando o comportamento, as necessidades e o potencial econômico da chamada “geração prateada”. O que encontrou a surpreendeu e a incomodou. "Temos 54 milhões de brasileiros com mais de 50 anos. Esse grupo concentra a maior fatia da renda nacional, apresenta alta fidelidade às marcas e está cada vez mais conectado digitalmente. Mesmo assim, a maioria das empresas ainda opera como se esse público não existisse, ou existisse apenas como ‘questão demográfica’, e não como um público com potencial e protagonismo.

    Os números que ela analisou ao longo da pesquisa são contundentes: o Brasil tem hoje 8,6 milhões de trabalhadores com 60 anos ou mais (recorde histórico), a população idosa cresceu 57% entre 2010 e 2022, e a economia prateada no país deve movimentar R$ 3,8 trilhões nos próximos 20 anos. 

    "O descompasso entre a realidade demográfica e a estratégia das empresas é gritante. E custoso. Perde-se capital intelectual, perde-se inovação, perde-se mercado", afirma Cláudia.

    Ela pontua que, durante décadas, aprendemos a organizar a vida profissional como uma sequência previsível: formação, crescimento, consolidação e aposentadoria. "Essa narrativa moldou empresas, carreiras, políticas de sucessão, modelos de liderança e até a forma como muitas pessoas passaram a interpretar o próprio valor ao longo do tempo. Tornou-se quase um mantra, em termos de modelo mental, para muitos de nós", ressalta a fundadora da Somos 50+.

    Porém, na visão de Cláudia, a longevidade rompeu esse roteiro. "Ainda de forma gradual, mas cada vez mais evidente, ela começa a ocupar seu devido protagonismo no mercado. É nesse contexto que podemos refletir sobre Second Act: a segunda carreira dos 50+ não como plano B, mas como uma nova etapa de contribuição, escolha e repertório com propósito".

     

    Da psicologia à sala do conselho

    Formada em Psicologia, Cláudia construiu uma carreira atípica para uma psicóloga. Em vez do consultório, foi para o mundo dos negócios, onde atua há 28 anos. Antes de ser empresária foi executiva de grandes empresas onde liderou dezenas de projetos de fusão e aquisição, abertura de capital. Como empresária, esta trajetória segue com dezenas de programas de desenvolvimento organizacional para lideranças e boards, além de programas de mentoria e palestras.

    As especializações executivas em Harvard, MIT, INSEAD e Disney Institute deram a ela uma visão que mescla o olhar humano com a estratégia de negócios, combinação que se tornou sua marca registrada. Hoje, além de empresária, é empreendedora, acumulando também há anos a responsabilidade de ser chairperson do Comitê de Pessoas da Amcham Brasil no Rio de Janeiro e de atuar como sócia-fundadora da Degoothi Consulting.

    "Diariamente, ajudo empresas a pensarem em cultura, performance, liderança e futuro do trabalho. A Somos 50+ é a aplicação prática de tudo, de forma nichada, colaborando para um dos maiores desafios e aproveitar uma das maiores oportunidades do nosso tempo: a longevidade, área em que muitos ainda não entendem ou não valorizam este mercado."

     

    Empreender depois dos 50 sem deixar a carreira

    Se o mercado já impõe barreiras para profissionais maduros, empreender depois dos 50 poderia ser ainda mais desafiador. Cláudia luta para ser um exemplo nesta agenda. "Empreender na maturidade não é recomeçar do zero. É reorganizar décadas de experiência para construir algo com mais consciência, mais repertório e mais intencionalidade. É uma expansão em um mundo de oportunidades."

    Ela mesma não trocou a trajetória que já tinha: somou a ela um novo negócio. A Somos 50+ nasce com estrutura de startup, mas com ambição de ecossistema. São oito pilares de atuação, que vão da reinvenção profissional e saúde integral a inclusão digital e trocas intergeracionais, que organizam conteúdos, eventos, mentorias e experiências para empresas e para o público final.

    "Para o mundo corporativo, longevidade significa repensar gestão de pessoas, design de produtos, linguagem de marca e canais de relacionamento. Não é pauta só de RH, mas também de negócio, inovação, ESG, marketing. A empresa que entender isso primeiro terá vantagem competitiva real. A longevidade é um tema de sustentabilidade do negócio: influencia planejamento financeiro, produtividade, retenção de talentos, reputação e desenvolvimento de novos mercados. As empresas que entenderem isso primeiro terão vantagem competitiva. E podemos ser essa ponte entre a nova realidade demográfica e as estratégias de um negócio vencedor", conclui Cláudia Danienne.

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