Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Empresa paranaense conquista licença exclusiva do Senninha e prepara coleção escolar para 2027
    • Cepêra compra o controle da Karambi Alimentos, dona da marca Colonial, e acelera expansão na Região Sudeste
    • MAHLE destaca a importância da manutenção preventiva do ar-condicionado para preservar a qualidade do ar na cabine
    • Retorno de marca tradicional, tendências e oportunidades de negócios marcam primeiros dias do ONDM Brasil
    • XConf Americas 2026 reúne especialistas para debater o futuro da engenharia de software e da inteligência artificial
    • Paçoquita aposta em brasilidade com o lançamento de lata colecionável em edição limitada
    • Com Croc Choco, NISSIN abre espaço na categoria de chocolates ao combinar crocância e praticidade
    • Um comando, menos de 12 horas: empresa brasileira já invade companhias inteiras com IA
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Notícias Corporativas»Só 18% dos brasileiros têm seguro de vida, revela pesquisa
    Notícias Corporativas

    Só 18% dos brasileiros têm seguro de vida, revela pesquisa

    DinoBy Dino21 de outubro de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    Apenas 18% dos brasileiros adultos têm seguro de vida, de acordo com a quarta edição da pesquisa FenaPrevi/Datafolha, apresentada em 16 de setembro de 2026 pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), em São Paulo. O estudo ouviu 1.908 pessoas em julho e aponta um descompasso entre percepção de risco e atitude: 70% temem a morte de um familiar, mas somente 22% adotaram alguma medida de proteção. Além disso, apenas 12% dos entrevistados sabem o significado de "prêmio" no mercado de seguros.

    Para André de Brito Iziquiel, Head of Sales & Business Development, os números retratam um mercado em transição. "Ao longo de mais de duas décadas no setor, acompanhei o seguro de vida deixar de ser apresentado apenas como uma indenização em caso de morte para ganhar espaço no planejamento financeiro e patrimonial das famílias", afirma. Segundo ele, o setor se comunicou por muito tempo em "segurês", com termos como prêmio, sinistro e subscrição, linguagem que mais afastava do que aproximava o cliente.

    Na MetLife Brasil, onde chegou a Superintendente Comercial, o executivo estruturou a distribuição de seguros em parceiros como XP, BTG Pactual e Banco Safra. Em um dos períodos de sua gestão, o negócio sob sua responsabilidade passou de aproximadamente R$ 12 milhões para R$ 130 milhões em vendas, e a participação de mercado subiu de cerca de 11% para 37%. Também criou a campanha GET IT, que já premiou mais de 500 pessoas com viagens. Palestrante no Expert XP e no Summit BTG, hoje atua com soluções internacionais de seguros e planejamento patrimonial.

    Da indenização ao planejamento

    O executivo localiza a virada na última década, quando bancos, plataformas de investimentos, escritórios de assessoria e corretores especializados passaram a incluir a proteção nas conversas de planejamento. Estimativas reunidas pela consultoria WTW indicam que, em determinados segmentos de vida, o canal bancário responde por mais de 60% da distribuição no Brasil.

    "A pergunta deixou de ser ‘quanto custa’ e passou a ser ‘qual papel essa proteção cumpre no meu planejamento’: proteção de renda, manutenção do padrão de vida, educação dos filhos e liquidez para a sucessão", diz.

    O comportamento de compra também muda. "Na minha experiência, o brasileiro contrata seguro de automóvel movido pelo receio de roubo, mas esse mesmo apelo emocional não funciona para o seguro de vida. A decisão acontece quando o cliente entende o seguro de forma racional, dentro de um planejamento", explica.

    Esse consumidor, acrescenta, costuma chegar à primeira reunião depois de pesquisar o tema em ferramentas de inteligência artificial. A distribuição, prossegue ele, ampliou o alcance de uma prática antes restrita a private banks e multi family offices. "A mensagem é simples: não existe crescimento e perpetuidade de patrimônio sem proteção".

    Liquidez para o inventário

    Na sucessão, o seguro passa a cobrir os custos de transmissão do patrimônio. Iziquiel cita um caso recorrente em sua trajetória: o empresário com bens concentrados em imóveis e participação societária que falece sem liquidez para o inventário. Em São Paulo, o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) tem alíquota de 4%, e a tabela de honorários da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo (OAB-SP), indica de 6% a 10% do patrimônio, sem contar custas e emolumentos. "Sem planejamento, a família pode ser obrigada a vender bens às pressas e com desconto", alerta.

    A participação do sócio falecido também tende a gerar conflito quando o contrato social não traz regras claras. "Por isso, o seguro de vida também é usado para garantir os recursos com que os sócios remanescentes compram as cotas do sócio falecido, pagando à família o valor da participação. Essa estrutura precisa estar amarrada no acordo de sócios", detalha.

    Pela Lei 15.040/2024, o capital segurado pago por morte não é considerado herança e não passa pelo inventário; o titular indica livremente os beneficiários, e a legislação do Imposto de Renda isenta o valor recebido. "É aí que o seguro de vida se torna um dos recursos de liquidez mais rápidos para a família", avalia.

    O tema ganha peso com a Emenda Constitucional 132/2023, que tornou o ITCMD obrigatoriamente progressivo, e com a Lei Complementar 227/2026, que regulamentou a regra sob o teto de 8% fixado pelo Senado. Estados de alíquota única, como São Paulo, precisarão adaptar suas leis.

    Referência americana e cuidados na contratação

    Nos Estados Unidos, gestão de riscos e planejamento de seguros é um dos oito domínios da certificação CFP, sigla de Certified Financial Planner. "O principal aprendizado do modelo americano é tratar a proteção como parte estruturada do planejamento financeiro, e não como um produto à parte", assinala Iziquiel. No Brasil, avalia, "o que ainda trava esse avanço é, em grande parte, informação".

    O executivo ressalta que a cobertura deve ser construída sob medida, a partir de avaliação financeira e patrimonial completa, com atenção à solidez da seguradora e ao histórico de pagamento de indenizações. Para patrimônio no exterior, uma apólice internacional em moeda forte pode fazer sentido, desde que conforme a legislação brasileira e as normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep). "Não é possível fazer comparações simplistas com os produtos brasileiros: as diferenças regulatórias, tributárias, contratuais e de jurisdição precisam ser consideradas", pondera.

    A expectativa do especialista é de um mercado transformado pela tecnologia, com subscrição apoiada em dados e inteligência artificial, sempre condicionada ao consentimento do titular e, no Brasil, à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nos produtos, ele projeta contratação mais simples e serviços usados durante a vigência. "Afinal, ninguém cancela aquilo que usa".

    Autor de artigos sobre o tema na Revista Apólice e no portal Sonho Seguro, Iziquiel resume a transição ao afirmar que "o seguro de vida deixou de ser uma conversa sobre morte para se tornar uma conversa sobre planejamento, proteção e continuidade".

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    YYForce Revela “Workforce OS”, Nova Arquitetura de Robótica Impulsionada por IA Física da NVIDIA

    22 de outubro de 2026

    Andersen Global amplia seus serviços jurídicos na Argentina por meio de colaboração com a MHR

    21 de outubro de 2026

    The Estée Lauder Companies Inc. transmitirá online apresentações do evento “Capital Markets Experience: China Ecosystem Immersion” no dia 4 de novembro de 2026

    21 de outubro de 2026

    LTM lança BlueVerse™ ValueMesh™ para ajudar empresas a escalar a IA em transformações baseadas em Oracle

    21 de outubro de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.