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    Home»Notícias Corporativas»Saúde feminina é foco de novo estudo no Dia da Mulher
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    Saúde feminina é foco de novo estudo no Dia da Mulher

    DinoBy Dino6 de março de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    A saúde digital feminina tem ampliado sua relevância no mercado global, movimentando US$ 3,82 bilhões em 2025, segundo o estudo Building a Healthier Tomorrow: Women’s Digital Health Grows. O conceito refere-se ao uso de tecnologias como aplicativos, plataformas de telemedicina, dispositivos wearables e ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) para monitorar, gerenciar e aprimorar a saúde da mulher em áreas como saúde reprodutiva, maternidade e bem-estar. A Towards Healthcare, responsável pela pesquisa, ainda aponta a importância dessas tecnologias na ampliação do acesso das mulheres a informações relevantes à sua própria saúde.

    O levantamento aponta que o crescimento do último ano faz parte de uma série histórica, prevendo uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 20,54% até 2034, impulsionado pela maior demanda por soluções focadas em necessidades específicas do público feminino. O avanço é sustentado principalmente pelo crescimento dos aplicativos e plataformas digitais de monitoramento de ciclos menstruais, fertilidade, gestação e menopausa.

    Este último ainda é um tema cercado por tabus entre as brasileiras. De acordo com a Mayo Clinic, cerca de 80% das mulheres que apresentam sintomas de menopausa não procuram atendimento médico para tratá-los. Entre as justificativas mais citadas estão a falta de tempo e a falta de informação sobre tratamentos eficazes. Ao mesmo tempo, 34% das entrevistadas classificaram seus sintomas como de intensidade moderada a muito alta, evidenciando o impacto significativo na qualidade de vida.

    Pesquisas indicam ainda que 51,4% das mulheres brasileiras apresentam Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), condição associada à queda dos níveis de estrogênio. Entre os principais sintomas estão diminuição da libido, coceira e irritação na vagina e na vulva, espasmos da musculatura do assoalho pélvico e secura vaginal. Esta última, bastante recorrente, pode tornar o sexo com penetração, o uso de roupas mais ajustadas, como calça jeans, a prática de atividades como andar de bicicleta e até o uso de papel higiênico experiências desconfortáveis, impactando diretamente o bem-estar e a autoestima feminina.

    A enfermeira estomaterapeuta Gisele Azevedo, mestre e doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), explica que o ressecamento vaginal está diretamente relacionado à perda de elasticidade e integridade da mucosa, consequência comum da queda hormonal. Para esse quadro, a especialista indica o tratamento com óleo de coco. Segundo ela, além do acompanhamento clínico, algumas estratégias complementares podem auxiliar no conforto da região íntima, como o uso de óleo de coco extravirgem como lubrificante.

    De acordo com a especialista, o óleo de coco prensado a frio é composto por cerca de 90% de triglicerídeos de cadeia média (TCM), além de polifenóis, tocoferol, tocotrienol, fitoesteróis e monoglicerídeos, substâncias associadas à hidratação, regeneração celular e ação antimicrobiana. "Quando há uma mucosa ressecada, com tecidos fragilizados e menor elasticidade, o cuidado hidratante adequado pode contribuir para reduzir microlesões, ardor e desconforto", afirma Azevedo.

    Gisele ressalta, contudo, que o uso deve ser feito com orientação profissional e com algumas ressalvas. O óleo não é compatível com preservativos de látex ou silicone e a profissional recomenda que as mulheres "testem a sensibilidade da sua pele ao produto antes de utilizá-lo nas partes íntimas". Outro detalhe importante, apontado pela enfermeira, é que o óleo de coco extravirgem só pode ser para fins ginecológicos se seu pH corresponder ao da região genital, ou seja, entre 3,8 e 4,5.

    No Brasil, empresas como a Copra produzem óleo de coco extravirgem com essas características. O produto da marca recebeu o selo Testado e Aprovado da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), após análises realizadas conforme normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que avaliaram critérios de qualidade e segurança.

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