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    Home»Notícias Corporativas»Saúde e viagem: como evitar os imprevistos
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    Saúde e viagem: como evitar os imprevistos

    DinoBy Dino13 de julho de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Viajar é sinônimo de descanso, lazer ou novas experiências, mas também exige planejamento quando o assunto é saúde. Mudanças na alimentação, no clima, no fuso horário e na rotina podem favorecer desde pequenos desconfortos até situações que comprometam toda a viagem. Por isso, além de documentos e passagens, uma boa preparação inclui organizar medicamentos de uso contínuo, verificar a necessidade de vacinas e montar um kit básico de primeiros cuidados.

    Não interrompa a medicação de uso contínuo

    Segundo o médico Lucas Moser, "quem faz tratamento para hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, hipotireoidismo, asma ou qualquer outra condição crônica deve manter a medicação exatamente conforme orientação médica, mesmo durante férias ou viagens de negócios".

    "O ideal é levar quantidade suficiente para todo o período da viagem, acrescida de alguns dias extras, caso ocorram atrasos no retorno. Os medicamentos devem permanecer na embalagem original, acompanhados da receita médica, principalmente em viagens internacionais", explica Dr. Lucas Moser.

    Também é recomendável transportar os remédios na bagagem de mão, evitando transtornos caso a mala despachada seja extraviada. Para medicamentos injetáveis, controlados ou que necessitem de refrigeração, vale consultar previamente as regras da companhia aérea e do país de destino.

    Vacinas: cada destino tem exigências específicas

    Antes de embarcar, é importante verificar se o destino exige ou recomenda vacinas específicas. Alguns países solicitam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), especialmente para a vacina contra a febre amarela. Além dessa, dependendo da região visitada, podem ser recomendadas imunizações contra hepatites A e B, febre tifoide, meningite, encefalite japonesa, raiva ou poliomielite.

    As recomendações variam conforme o país, a duração da viagem, as atividades programadas e o estado de saúde do viajante. As informações oficiais podem ser consultadas nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e na Food and Drug Administration (FDA), além das autoridades sanitárias locais.

    Outro ponto importante é manter em dia as vacinas de rotina, como influenza e COVID-19, especialmente para pessoas idosas, gestantes e indivíduos com doenças crônicas.

    Um kit básico pode evitar muita dor de cabeça

    Embora não substitua avaliação médica quando necessária, um pequeno kit de medicamentos pode ajudar a controlar problemas comuns durante viagens.

    O CDC fornece uma lista de itens de saúde que podem ser úteis em viagem. Alguns deles, são:

    • analgésicos e antitérmicos para dor e febre;
    • medicamentos para dor muscular;
    • remédios para enjoo;
    • antialérgicos e antiácidos;
    • solução para reidratação oral;
    • medicamento para enjoo e diarréia;
    • curativos, gaze, antisséptico e esparadrapo;
    • repelente, protetor solar, álcool em gel;
    • Termômetro digital, pinça.

    "Também é comum ocorrerem alterações intestinais durante viagens. Mudanças na alimentação, menor ingestão de água e longos períodos sentado podem favorecer a prisão de ventre. Já alimentos diferentes, água contaminada ou infecções podem provocar diarreia e desconforto gastrointestinal", explica o Dr. Lucas Moser, alertando sempre que, mesmo em viagem, não se deve dispensar a orientação médica.

    Segundo o médico, nesses casos, manter boa hidratação também é fundamental. Medicamentos para constipação, antidiarreicos ou para azia e má digestão podem fazer parte do kit, desde que utilizados conforme orientação de um profissional de saúde.

    Durante o voo, alguns cuidados fazem diferença

    Viagens longas de avião também exigem atenção. O ambiente da cabine apresenta baixa umidade, favorecendo ressecamento das vias respiratórias e desidratação.

    "É recomendável beber água regularmente e evitar excesso de bebidas alcoólicas e cafeína durante o voo. Pra quem regularmente sofre com enjoos, oriento conversar previamente com seu médico sobre o uso de medicamentos específicos antes do embarque", declara Dr. Lucas Moser.

    Já para passageiros com risco aumentado para trombose — como gestantes, idosos, pessoas obesas ou com histórico da doença — o médico indica movimentar as pernas periodicamente, caminhar pelo corredor quando possível e seguir as orientações médicas, que podem incluir o uso de meias de compressão.

    Quem utiliza medicamentos em horários fixos deve considerar eventuais mudanças de fuso horário. Em viagens internacionais, vale conversar com o médico antes da partida para ajustar corretamente os horários das doses.

    Quando procurar atendimento médico

    Nem todo mal-estar pode ser tratado apenas com medicamentos levados na bagagem. "Febre persistente, falta de ar, dores intensas, sinais de desidratação, vômitos contínuos, diarreia com sangue ou qualquer sintoma que se agrave exigem avaliação médica imediata", afirma o médico Lucas Moser.

    Outro cuidado importante é contratar um seguro-viagem que inclua cobertura para despesas médicas, especialmente em viagens internacionais, onde os custos de atendimento podem ser bastante elevados.

    Planejamento é o melhor remédio

    Preparar a mala com atenção à saúde reduz riscos e proporciona mais tranquilidade durante a viagem. Manter os tratamentos em dia, verificar as vacinas necessárias, transportar corretamente os medicamentos e montar um kit básico para situações comuns são medidas simples que podem evitar contratempos e permitir que o viajante aproveite melhor cada destino.

    Com organização e prevenção, as chances de que a única preocupação seja escolher o próximo passeio aumentam significativamente.

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