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    Home»Notícias Corporativas»Nova centralidade urbana surge em Nova Lima (MG)
    Notícias Corporativas

    Nova centralidade urbana surge em Nova Lima (MG)

    DinoBy Dino23 de setembro de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    A antiga rua das Acácias, hoje avenida Rei Pelé, no Vale do Sereno, em Nova Lima, vive uma mudança do perfil urbano. Novos aportes em empreendimentos residenciais, corporativos, comerciais e de saúde transformam o entorno em uma centralidade entre Nova Lima e Belo Horizonte. O local, antes visto apenas como um trecho de passagem, ganha vida própria e alta conveniência diária.

    As melhorias no trânsito buscam reorganizar o fluxo de veículos no vetor sul. Entre as intervenções previstas e em execução na região estão a ampliação do trevo do BH Shopping, as obras dos viadutos Ferradura e Bellagio-Copasa, a abertura da avenida Dr. Flávio Pentagna Guimarães (ligação entre o Jardim da Torre e o Ville de Montagne) e a nova ligação viária Vale do Rio Doce – BR. O objetivo principal é diminuir gargalos e reduzir distâncias rumo a pontos de apoio da região, a exemplo dos hospitais Mater Dei e Biocor, do Serena Mall e do futuro Hospital Unimed.

    A chegada de empresas, operações como Porsche e Bodytech e comércios no nível da rua estimulam a realização de atividades a pé na própria via. A avenida abriga novos empreendimentos comerciais e corporativos, e o ritmo de abertura de operações atrai profissionais para o entorno, investidores em busca de renda e futuros moradores com exigência de conveniência diária.

    O projeto Mirá e os novos vizinhos

    Desenvolvido pela Somattos e Pentagna, o Mirá Vale do Sereno fica no centro da avenida Rei Pelé. O uso misto inclui 73 apartamentos (48 m² a 84 m²) e 22 lojas comerciais (37 m² a 465 m²), com 40% das unidades vendidas no pré-lançamento.

    Ao lado do Mirá, um novo empreendimento corporativo e comercial reúne grandes operações, incluindo Porsche e lajes de aproximadamente 1.000 m². Outro destaque é o projeto do Grupo JAB, que aumenta a oferta de escritórios, comércio e serviços na via.

    De acordo com Gabriel Pentagna, CEO da Pentagna Incorporadora, os novos empreendimentos e as melhorias viárias abrem oportunidade estratégica para quem busca morar ou investir na região.

    "Quem conhece o Vale do Sereno hoje talvez ainda não enxergue a dimensão da transformação planejada para esse ponto. São mais de R$ 700 milhões em empreendimentos ao redor, além de grandes obras viárias criadas para melhorar a conexão com Belo Horizonte. Quem compra o imóvel durante a fase de obras garante a entrada antes de tudo ficar pronto. É por esse motivo que enxergamos um potencial de valorização muito expressivo para o Mirá nos próximos anos", afirma.

    Na parte residencial, o Mirá oferece estrutura de lazer e serviços completa com itens de alto padrão voltados ao dia a dia do morador, com piscina climatizada de raia de 25 metros, prainha, quadra de beach tennis, sauna com banheira de gelo, sala de massagem e academia. O edifício dispõe ainda de minimercado, lavanderia compartilhada, espaço delivery refrigerado e vaga com carregador para carros elétricos.

    Torre Catharina: integração e praça aberta

    Outro vetor de transformação dessa nova centralidade é o Torre Catharina, empreendimento de uso misto lançado pelo Grupo EPO. Projetado pelo arquiteto Gustavo Penna e conectado à avenida Rei Pelé, o projeto se destaca por inovar na ocupação urbana ao dispensar os tradicionais muros e oferecer na base uma ampla praça aberta ao público, integrada a um open mall.

    Com 150 apartamentos residenciais, cujas unidades se esgotaram em tempo recorde de 48 horas no pré-lançamento, o edifício harmoniza a arquitetura moderna com o paisagismo assinado pelo escritório Natureza Urbana, criando um respiro verde e novas áreas de convivência na região.

    Guilherme Santos, diretor de Incorporação do Grupo EPO, aponta que a iniciativa busca gerar pertencimento e comodidade para quem transita pelo eixo. "O nosso objetivo é que as pessoas tenham um local onde possam se encontrar, levar os filhos para brincar, passear com os pets ou até mesmo descansar durante o horário de almoço, observando a paisagem", destaca.

    Além do forte apelo comunitário e de lazer, que inclui piscina coberta e descoberta, quadra de beach tennis e o mirante Espaço Vista na cobertura, o empreendimento otimiza a mobilidade dos moradores ao disponibilizar acessos estratégicos e independentes tanto pela Alameda Oscar Niemeyer quanto pela Avenida Rei Pelé.

    Urbanismo e mobilidade

    Segundo o arquiteto Alexandre Nagazawa, diretor da Bloc Arquitetura Imobiliária, a evolução da antiga rua das Acácias, atual avenida Rei Pelé, representa uma oportunidade de aproximar moradia, comércio, serviços e lazer, princípio das "cidades de 15 minutos".

    "Precisamos projetar para quem caminha e vive no bairro. Fachadas ativas, com portas e vitrines próximas à calçada, conectam os edifícios à rua. Calçadas contínuas, acessíveis e arborizadas, travessias seguras e integração com o transporte coletivo tornam os percursos convidativos e ajudam a reduzir a dependência do automóvel. A prioridade deve ser a vida das pessoas, e não a circulação dos carros", afirma.

    Empreendimentos de uso misto, como o Mirá e o Torre Catharina, podem contribuir para essa mudança ao favorecer deslocamentos curtos, fortalecer o comércio local e estimular a presença de pessoas em diferentes horários.

    "Regenerar a cidade é também qualificar a vida entre os edifícios. Cada projeto deve contribuir para quem mora, trabalha ou simplesmente passa pelo bairro, com térreos abertos e espaços acolhedores para sentar, conversar e permanecer, inclusive sem consumir. Uma cidade viva acolhe pessoas de diferentes idades e condições, estimula encontros e constrói pertencimento. É nessa relação entre arquitetura e espaço público que a qualidade urbana se traduz em qualidade de vida", afirma Nagazawa.

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