Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Abimaq defende produtividade antes da redução de jornada
    • Pagamento internacional cresce com infraestrutura para PMEs
    • WR Construtora lidera mercado imobiliário do Leste de Minas
    • Cuidar em casa exige mais do que presença
    • Direção da feira Construir Aí no 6o. Leilão Neymar Jr.
    • Dia do Bancário: novos desafios nas relações de trabalho
    • ICP-Brasil: 25 anos de confiança no Brasil digital
    • Fluid Feeder é Top 10 no Ranking Exame NEEx 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Notícias Corporativas»Neurodivergência exige responsabilidade e informação
    Notícias Corporativas

    Neurodivergência exige responsabilidade e informação

    DinoBy Dino28 de agosto de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    O aumento dos diagnósticos de neurodivergência trouxe mais informação, visibilidade e acesso à avaliação especializada. Mas também criou uma nova preocupação: diante de tantos conteúdos sobre autismo, TDAH e outros transtornos do neurodesenvolvimento nas redes sociais, como diferenciar um sinal que merece investigação de um comportamento comum da infância?

    Para a psicóloga Fernanda Martins (foto), pós-graduada em Neuropsicologia e especialista em intervenção precoce com crianças autistas, o cuidado começa justamente por não transformar uma característica isolada em diagnóstico. "É muito importante diferenciar informação de identificação. Ter uma característica associada ao autismo, TDAH, enfim, outra condição, não significa automaticamente ter aquele diagnóstico", alerta.

    O debate ganha dimensão diante do crescimento da identificação do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dados do Censo Demográfico do IBGE apontam 2,4 milhões de brasileiros com diagnóstico autodeclarado de autismo, o equivalente a 1,2% da população. Nos Estados Unidos, levantamento do CDC mostra que a prevalência identificada também cresceu significativamente, chegando a uma em cada 36 crianças. Mais do que indicar uma simples "explosão" de casos, os números refletem mudanças na forma como a sociedade reconhece sinais, busca avaliação e compreende o espectro.

    O ponto central não seria simplesmente "por que aumentaram os diagnósticos?", mas o que mudou na maneira de diagnosticar e quais são os riscos de um diagnóstico precipitado. Segundo Fernanda, a atualização dos critérios diagnósticos e a ampliação do conhecimento sobre o autismo contribuíram para que mais pessoas fossem identificadas. Ela lembra que o DSM-5, em 2013, unificou diferentes classificações dentro do Transtorno do Espectro Autista, ampliando a compreensão da condição.

    Ao mesmo tempo, a popularização do tema exige cautela. "Todo mundo pode ter dificuldade de atenção, ser mais sensível ao som, gostar de rotina, comportamento repetitivo. Mas o diagnóstico considera um conjunto de características", explica a psicóloga. Ela também alerta para o crescimento do autodiagnóstico a partir de conteúdos publicados nas redes sociais e defende que o diagnóstico seja construído a partir da história e do funcionamento de cada pessoa, considerando os impactos na escola, no trabalho, nas relações e na autonomia.

     Diagnóstico não é rótulo

     O cuidado é especialmente importante na infância. Dificuldades de comportamento, atenção, sono, alimentação ou interação podem fazer parte de diferentes fases do desenvolvimento e, isoladamente, não significam necessariamente uma condição neurodivergente. Por isso, a avaliação precisa considerar o conjunto de sinais, o histórico da criança e seu funcionamento cotidiano.

    Fernanda destaca ainda a importância de uma avaliação especializada. O diagnóstico médico pode contar com o apoio da neuropsicologia, por meio de entrevistas e aplicação de testes que ajudam a esclarecer o quadro quando existem dúvidas. "Quanto mais precoce, melhor é o desenvolvimento da criança, melhor vai ser a intervenção, melhor vai ser o resultado", afirma.

    Mais do que combater diagnósticos, a proposta é evitar dois extremos: nem banalizar a neurodivergência, nem ignorar sinais que precisam ser investigados. Como resume a especialista, a condição não deve ser romantizada como um "superpoder", mas também não pode ser tratada como incapacidade. "Existem potencialidades e dificuldades. Elas variam muito entre as pessoas. Então não romantizar e nem patologizar", finaliza.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    Abimaq defende produtividade antes da redução de jornada

    28 de agosto de 2026

    Pagamento internacional cresce com infraestrutura para PMEs

    28 de agosto de 2026

    WR Construtora lidera mercado imobiliário do Leste de Minas

    28 de agosto de 2026

    Cuidar em casa exige mais do que presença

    28 de agosto de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.