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    Home»Notícias Corporativas»Médicos adotam estratégias para organizar suas finanças
    Notícias Corporativas

    Médicos adotam estratégias para organizar suas finanças

    DinoBy Dino23 de outubro de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    À medida que médicos e outros profissionais de saúde ampliam suas atividades e assumem diferentes fontes de renda, a organização financeira passa a desempenhar um papel tão estratégico quanto a atuação técnica. Nesse contexto, manter uma separação clara entre as movimentações da pessoa física (PF) e da pessoa jurídica (PJ) é uma prática fundamental para fortalecer a gestão do negócio, facilitar o acesso a crédito e contribuir para a construção de um patrimônio sólido e sustentável ao longo do tempo.

    Como fazer para evitar essa desorganização? Quais os erros mais recorrentes e como sair deles? Rosane Vieira de Carvalho, Gerente de Planejamento e Análise Financeira do Sicoob Credicom, traz explicações sobre os principais erros e dicas de como e por que evitá-los.

    O erro raiz, e a origem de muitos outros, é usar a mesma conta (ou contas diferentes, mas sem critério) para receber como PF e PJ e para pagar despesas pessoais e profissionais indistintamente. "Isso rompe a autonomia patrimonial que justifica a existência da pessoa jurídica", afirma Carvalho.

    É preciso evitar os riscos de desconstrução de personalidade jurídica, quando prejuízos na clínica ou sociedade podem afetar o patrimônio pessoal, e a desconstrução inversa, quando dívida pessoal, pensão alimentícia ou divórcio litigioso podem atingir a PJ.

    "Grande parte do crédito e expansão do negócio costuma ser realizada com utilização de garantias do patrimônio do médico. Por isso, a identificação de vulnerabilidade do patrimônio da pessoa física ou jurídica afeta negativamente a possibilidade de prosperidade dos negócios", afirma Carvalho.

    Para evitar confusão patrimonial, alguns conhecimentos e iniciativas importantes são:

    Entender se é lucro ou apenas saldo na conta

    O saldo positivo em conta, à primeira vista, pode parecer lucro, mas uma gestão cuidadosa reconhece que, sobre esse saldo, ainda precisam ser descontados pagamento de impostos do mês corrente, 13º e férias da equipe, depreciação de equipamentos e inadimplência de convênios. É preciso planejar a vida com base num fluxo de caixa consistente e não ilusório.

    Saber a hora de ter profissional contábil especializado

    A relevância de um profissional contábil está mais na estrutura de faturamento do que no porte do negócio. Diferentes fontes de recebimento (cooperativa médica, convênios, plantões, atendimento particular); estabelecimento de parceria e/ou sociedade, contratação de funcionários CLT e tomada de financiamento para equipamento ou imóvel para fins profissionais, já são indicativos suficientes.

    Uma contabilidade profissional, além de auxiliar na apuração real do lucro do trabalho, ajuda a mitigar a exposição a riscos de autuação fiscal, por omissão de receitas ou dedução indevida de despesas, erros no recolhimento do INSS e escolha do melhor regime de tributação.

    Escolher o regime de tributação adequado e acompanhar se é hora de adaptar

    Hoje, há três principais regimes para calcular o imposto devido pela pessoa jurídica. O Simples Nacional, para faturamento até R$ 4,8 milhões/ano, o Lucro Presumido até R$ 78 milhões/ano, e o Lucro Real acima desse teto. O que funciona melhor depende da relação entre folha de pagamento, receita e margem de lucro.

    Com a reforma tributária, a criação da tributação mínima anual das altas rendas (IRPFM) de 10%, que considera as tributações diretas na PF e indiretas na PJ, juntamente com as alterações vindas pelo IBS/CBS, faz-se necessário o aconselhamento e uma reavaliação constante por um profissional especializado.

    É importante que os profissionais da saúde, que tradicionalmente investem na sua formação técnica, passem a investir também em educação financeira e de gestão da vida profissional, tratar seu trabalho como negócio e não apenas como ofício.

    Para isso, conversas detalhadas com instituições financeiras e profissionais especializados na organização patrimonial podem ser divisores de água. É importante ter ciente que a organização financeira impacta diretamente a sustentabilidade e o crescimento da carreira e do patrimônio.

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