Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Vendas na era da IA: por que o humano ainda decide tudo
    • A Sociedade Brasileira de Genética Médica completa 40 anos
    • Orquestra Chinesa de Shanghai apresenta “Cores da China”
    • Alta do INCC acende alerta para cobrança abusiva em imóveis
    • Instituto Senders fortalece proteção social em Camboriú
    • Crimes cibernéticos aumentam 28% no Brasil e geram alertas
    • Pr. Pedro Medina reúne público com Pr. Paul Enenche em SP
    • 32º Estetika discute as novas demandas da saúde estética
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Notícias Corporativas»Jornalista de SC fará travessia nadando costas
    Notícias Corporativas

    Jornalista de SC fará travessia nadando costas

    DinoBy Dino10 de julho de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    Uma travessia de mar já exige preparo físico e resistência. Mas a jornalista e nadadora de águas abertas Juliana Germann decidiu tornar esse desafio ainda mais simbólico. No dia 11 de outubro de 2026, ela percorrerá aproximadamente 3,3 quilômetros entre ida e volta até a Ilha do Campeche, em Florianópolis, nadando todo o percurso exclusivamente no estilo costas. A proposta integra o desafio "Mar de Plástico: Até quando vamos virar as costas?", criado para chamar a atenção para a crescente poluição plástica dos oceanos.

    A iniciativa ganha ainda mais significado em julho, mês do movimento mundial Julho Sem Plástico (Plastic Free July), que incentiva milhões de pessoas a reduzirem o consumo de plástico descartável e refletirem sobre o impacto desse material no meio ambiente. A ideia é transformar o próprio corpo em uma metáfora da forma como a sociedade ainda ignora uma das maiores crises ambientais do planeta.

    "Virar as costas para o mar é exatamente o que temos feito. A legislação brasileira ainda é insuficiente para enfrentar a dimensão da poluição plástica e toneladas de resíduos continuam chegando aos mares oceanos todos os dias", afirma a jornalista Juliana Germann.

    Ex-atleta de alto rendimento, Juliana conquistou mais de 700 medalhas ao longo da carreira. Após quase três décadas longe da rotina intensa de treinamentos, voltou a nadar diariamente para se preparar para o desafio. Toda a preparação física está sendo realizada na academia Marcelo Amin.

    "Eu e o Marcelo treinamos juntos durante anos e conheço a competência dele. Ele entende os desafios de conciliar uma rotina profissional intensa com os treinamentos. Estou muito feliz com esse retorno às piscinas, principalmente porque a mensagem é muito maior do que qualquer cansaço que eu possa sentir", pontua Germann.

    A preocupação da jornalista Juliana Germann com a poluição plástica surgiu durante as travessias em águas abertas, ao se deparar com lixo acumulado nas praias e até mesmo no mar. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mais de 11 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos, volume que pode quase triplicar até 2040 caso o modelo atual de produção e descarte seja mantido.

    "Os nossos mares estão se tornando verdadeiros lixões a céu aberto e mais de 80% do lixo encontrado nos oceanos é composto por plástico. Infelizmente, vejo essa realidade de perto durante os treinos e as travessias. O problema deixou de ser apenas uma estatística. Ele está diante dos nossos olhos", alerta Germann.

    No Brasil, o cenário também preocupa. Segundo estimativas de organizações internacionais voltadas à conservação dos oceanos, o país está entre os maiores responsáveis pelo descarte de resíduos plásticos no ambiente marinho. Grande parte desse material corresponde a produtos descartáveis de uso único, como embalagens, sacolas e copos.

    "Por isso movimentos como o Julho Sem Plástico são tão importantes. Eles despertam uma reflexão sobre hábitos de consumo, que deveria fazer parte da nossa rotina durante o ano inteiro."

    Em Santa Catarina, o alerta também é urgente. Florianópolis concentra uma das áreas com maior presença de microplásticos do país. Estudo realizado pela ONG Sea Shepherd Brasil, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), identificou a Praia do Pântano do Sul entre os pontos mais contaminados, demonstrando que a crise global também está presente no litoral catarinense.

    "Durante anos abordei o tema nas redações, mas sem o devido interesse, até entender que precisava comunicar de outra forma. Esse desafio nasce justamente para chamar atenção e mostrar que não podemos continuar virando as costas para os oceanos", garante Juliana Germann.

    A travessia feita de forma individual contará com o acompanhamento da equipe do Treino Travessias, coordenada pelos nadadores Regina Feldmann e Maurício Cangiani, referências na natação em águas abertas. "Sem eles o desafio não seria possível. No mar é preciso ter o acompanhamento de pessoas de extrema confiança e sou fã absoluta do trabalho desenvolvido pelo Treino Travessias", comenta Germann.

    O desafio também tem o apoio da marca esportiva Hammerhead, do nutricionista Marcos Castiel e da Agência Impulse Estratégico. "São profissionais incríveis e que acreditam no propósito do desafio. Sou muito grata a todos que estão me ajudando a alcançar o meu objetivo", agradece a nadadora.

    Até o desafio, Juliana vai compartilhar a rotina de preparação e conteúdos sobre a poluição plástica dos oceanos no perfil recém-criado no Instagram (@desafiomaardeplastico). Mais do que completar uma travessia esportiva, o objetivo é transformar o esporte em um convite à reflexão sobre a relação da sociedade com os mares.

    "Se cada pessoa refletir sobre seus hábitos de consumo, cobrar políticas públicas mais efetivas e compreender que o oceano começa nas nossas escolhas diárias, o desafio já terá cumprido parte da sua missão. Os nossos mares e oceanos estão sufocando com a poluição plástica e não podemos mais virar as costas", finaliza Juliana Germann.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    Vendas na era da IA: por que o humano ainda decide tudo

    10 de julho de 2026

    A Sociedade Brasileira de Genética Médica completa 40 anos

    10 de julho de 2026

    Orquestra Chinesa de Shanghai apresenta “Cores da China”

    10 de julho de 2026

    Alta do INCC acende alerta para cobrança abusiva em imóveis

    10 de julho de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.