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    Home»Notícias Corporativas»Hospitalidade segura vira diferencial para as mulheres
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    Hospitalidade segura vira diferencial para as mulheres

    DinoBy Dino21 de agosto de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    O Instituto Livre de Assédio divulgou que a segurança passou a ser considerada elemento estratégico na experiência de hotéis, bares, restaurantes, eventos e destinos turísticos. O movimento ocorre em meio ao aumento da participação feminina nas decisões de viagem e ao lançamento de políticas públicas voltadas à proteção da mulher viajante.

    De acordo com a Forbes, as mulheres respondem por cerca de 80% das decisões relacionadas a viagens. No Brasil, o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, publicado pelo Ministério do Turismo em 2026, indica que 62,1% das mulheres já cancelaram viagens por motivos de segurança e que 60,6% das que viajam sozinhas relataram ter vivenciado situações de insegurança.

    Esses indicadores explicam por que a segurança turística deixou de ser uma preocupação individual e passou a integrar a agenda estratégica de toda a cadeia de hospitalidade. Em 2026, o Ministério do Turismo lançou o Programa de Segurança Turística, que visa desenvolver e disseminar protocolos de segurança para o setor, com foco especial na proteção da mulher viajante. O programa está alinhado à Lei Federal nº 14.786/2023, conhecida como Lei "Não é Não", que estabelece protocolos de prevenção ao constrangimento e à violência contra a mulher em estabelecimentos e eventos.

    Para o setor privado, a tendência é integrar os protocolos de segurança a processos de treinamento, gestão de pessoas, experiência do cliente, governança, comunicação e gestão de riscos, deixando de tratá‑los como documentos isolados. O Instituto Livre de Assédio, especializado em prevenção ao assédio e em hospitalidade segura desde 2017, desenvolve protocolos, treinamentos e programas de governança para empresas, governos, hotéis, bares, restaurantes, eventos e destinos.

    Um caso ilustrativo ocorreu em uma rede hoteleira de Brasília, na qual a implementação de políticas estruturadas de prevenção ao assédio e a capacitação de profissionais reduziram o turnover mensal nas áreas operacionais de 24% para 8%. O resultado demonstra que políticas de prevenção podem melhorar a cultura organizacional, a retenção de talentos e a qualidade do serviço.

    A discussão também se estende à competitividade dos destinos turísticos. Em parceria com a Embratur, o Instituto Livre de Assédio realizou o webinar nacional "Como a Segurança e o Acolhimento valorizam o destino Brasil", direcionado a guias de turismo e profissionais da hospitalidade. A iniciativa abordou a prevenção e a resposta ao assédio contra mulheres viajantes, além da importância da preparação dos profissionais de linha de frente.

    Pesquisas da Travel Guard revelam que 67% das mulheres viajantes de negócios consideram a segurança da localização um fator decisivo na escolha do hotel, e 72% apontam assédio sexual e agressão como principais preocupações relacionadas à segurança durante viagens. Segundo Ana Addobbati, presidente do Instituto Livre de Assédio, "um destino seguro não é aquele em que nada acontece, mas sim aquele que possui estruturas preparadas para prevenir riscos, identificar situações de violência, acolher quem precisa de ajuda e responder de maneira adequada".

    Para o Instituto, a evolução do setor indica a necessidade de um novo conceito de hospitalidade, que vá além do acolhimento e inclua a proteção, a prevenção e o apoio ao cliente. Isso implica preparar equipes, estabelecer protocolos claros, definir canais de apoio, treinar profissionais para reconhecer riscos, integrar a segurança à experiência do cliente e criar mecanismos de governança e monitoramento. Assim, a segurança deixa de ser um atributo opcional e passa a integrar a proposta de valor da hospitalidade, ao lado de conforto, qualidade, sustentabilidade, acessibilidade e experiência.

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