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    Gestão de endpoints ganha peso na cibersegurança

    DinoBy Dino14 de setembro de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Por muitos anos, o investimento em segurança esteve concentrado no perímetro da rede, com firewall, proteção de e-mail e controle de acesso, lógica que não acompanhou a transformação do ambiente corporativo, hoje marcado por equipamentos que acessam sistemas de diferentes localidades.

    A exploração de vulnerabilidades não corrigidas assumiu a liderança entre os vetores de acesso inicial e apareceu em 31% das violações analisadas, superando pela primeira vez o uso de credenciais roubadas, aponta o Data Breach Investigations Report 2026, estudo anual da Verizon. O prazo mediano para corrigir uma falha crítica subiu de 32 para 43 dias, e apenas 26% dessas falhas foram integralmente remediadas em 2025.

    De acordo com Luiz Henrique Silveira, COO da ARX CYBER, empresa especializada em cibersegurança, infraestrutura e nuvem, durante muito tempo, as empresas concentraram seus investimentos de segurança no perímetro. O problema, menciona, é que o ambiente corporativo mudou.

    A gestão de endpoints, que reúne o inventário, a atualização e o monitoramento contínuo de notebooks, celulares corporativos e estações de trabalho, tem se tornado um pilar cada vez mais citado nas estratégias de cibersegurança das empresas. "Cada dispositivo conectado à rede corporativa funciona como uma extensão do ambiente digital da organização e, quando fica fora de controle, pode se transformar em porta de entrada para ataques", contextualiza.

    Conforme o COO da ARX CYBER, a gestão de endpoints, porém, costuma ficar em segundo plano porque inventário, atualização e configuração dos dispositivos ainda são vistos por muitas organizações como rotina operacional de TI, não como parte da estratégia de cibersegurança. Sem uma visão integrada desses ativos, equipamentos desatualizados podem permanecer meses no ambiente corporativo sem que o risco seja percebido.

    Sinais de que a empresa perdeu o controle dos dispositivos

    Um dos indícios mais comuns, segundo Silveira, é a divergência entre as fontes de informação da empresa: o Active Directory aponta uma quantidade de computadores, o antivírus mostra outra, e o inventário de TI apresenta um terceiro número, sem que nenhuma área saiba dizer com segurança quais equipamentos estão ativos, atualizados e protegidos.

    Também é comum a existência de máquinas sem comunicação com as ferramentas de segurança há semanas, sistemas operacionais fora de suporte e usuários com privilégio administrativo sem justificativa, explica o executivo. "Um relatório pode mostrar 95% de cobertura, mas os 5% restantes podem representar exatamente os ativos mais vulneráveis da organização", pontua.

    Impacto na operação e na produtividade

    A ausência de visibilidade sobre patches, inventário e permissões de acesso não compromete apenas a segurança, mas também a rotina das equipes. Sem esse controle, a empresa passa a atuar de forma reativa: uma vulnerabilidade conhecida pode permanecer aberta por falta de identificação dos equipamentos que precisam de atualização, enquanto permissões concedidas de forma temporária tendem a se tornar permanentes.

    O reflexo aparece na produtividade, já que máquinas desatualizadas geram incompatibilidades, falhas em aplicações e mais chamados ao suporte técnico. Em uma auditoria ou incidente, a falta de dados confiáveis sobre uso, atualizações e acessos autorizados aumenta o tempo de investigação, avalia o executivo. Globalmente, o tempo médio para identificar e conter uma violação de dados subiu para 247 dias e interrompeu cinco anos de melhora, indica o Cost of a Data Breach 2026, levantamento global do Ponemon Institute publicado pela IBM.

    Exemplos do dia a dia

    Silveira cita como exemplo o notebook de um colaborador remoto que passa meses sem atualizações por não se comunicar corretamente com as ferramentas corporativas. Caso o equipamento tenha uma vulnerabilidade explorável, "ele pode se transformar em um ponto inicial para roubo de credenciais, instalação de malware ou acesso aos dados da organização", afirma.

    Outro cenário frequente envolve exceções de segurança criadas para resolver um problema pontual e nunca revisadas depois. "Em uma auditoria, a empresa pode até possuir políticas bem definidas, mas, se não conseguir demonstrar tecnicamente que essas políticas estão sendo aplicadas nos dispositivos, existe uma diferença importante entre ter um controle documentado e realmente possuir um controle efetivo", diz o especialista.

    Caminhos para uma gestão mais madura

    O primeiro passo para estruturar uma gestão de endpoints mais consistente, frisa o COO da ARX CYBER, é estabelecer uma fonte confiável de inventário, que permita saber quais dispositivos existem, quem responde por cada ativo, qual sistema operacional está instalado e quais ferramentas de segurança funcionam de fato. A partir dessa visibilidade, torna-se possível criar políticas mínimas de configuração, atualização, proteção e privilégio de acesso.

    "Na ARX CYBER, temos observado que os melhores resultados surgem quando a gestão de endpoints deixa de ser tratada apenas como uma tarefa operacional e passa a fazer parte da estratégia de segurança e governança da empresa", revela Silveira.

    "Isso envolve acompanhar dispositivos sem comunicação, falhas de atualização e exceções de acesso, criando indicadores capazes de comprovar, em auditorias, que os controles definidos estão sendo aplicados", complementa.

    À medida que o ambiente corporativo fica mais distribuído, com equipes remotas e dispositivos móveis no dia a dia de trabalho, observa-se que tratar cada endpoint como parte da governança de segurança tende a deixar de ser diferencial para se tornar prática básica de continuidade dos negócios.

    Para mais informações, basta acessar: https://arxcyber.com.br/

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