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    Home»Notícias Corporativas»Empreendedores avaliam custos para aumentar lucratividade
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    Empreendedores avaliam custos para aumentar lucratividade

    DinoBy Dino12 de agosto de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Ao planejar um empreendimento, o primeiro passo é realizar um plano de negócios, considerando desde os simples detalhes de despesas até as mais variadas e possíveis dificuldades. Após considerar todas as variáveis, analisada sua viabilidade financeira.

    Em qualquer empreendimento, é fundamental analisar os custos envolvidos na operação, sejam fixos ou variáveis. Ambos são passíveis de controle e, muitas vezes, vêm a reboque do tipo de decisão do investimento inicial adotado.

    "A diferença principal está na relação de receitas e despesas", aponta Luiz Antonio Barbagallo, economista da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). "Os custos fixos ocorrem em qualquer atividade, como aluguel, salários, impostos. Já os custos variáveis mudam proporcionalmente à quantidade produzida, como matéria-prima, comissões, horas trabalhadas", completa.

    Independentemente do segmento de atuação, os chamados variáveis podem ser reduzidos por meio de medidas operacionais. Em uma indústria, por exemplo, é possível reduzi-los desde as compras das matérias-primas até nas aplicações técnicas adequadas à utilização, sem prejuízo da qualidade final do produto.

    No caso dos fixos, também há possibilidades de redução, como nos aluguéis, que podem ser reduzidos negociando contratos, trocando de local ou até mesmo decidindo por investir em imóveis próprios.

    Ao trazer esses conceitos para o empreendedor, o proprietário de um veículo que tem por objetivo prestar serviços de transporte por aplicativos também precisa elaborar estudo de viabilidade de seu negócio.

    Analogamente a uma empresa que decide pelo investimento em imóvel próprio, o motorista que adquire um veículo por financiamento tem nos juros cobrados uma situação semelhante a quem tem custos com locação.

    Contratando um financiamento, o motorista — não proprietário — fica comprometido com juros fixos mensais do financiamento de 36 até 60 meses, podendo, em alguns casos, chegar até 72 meses.

    "Trata-se de um cenário no qual a rentabilidade fica prejudicada pelo custo fixo financeiro mensal, com possibilidade de perda de ganho por hora em até 45%, quando comparado àquele que possui veículo próprio", explica Barbagallo.

    Na opção de compra do bem pelo sistema de consórcios, haverá significativa redução de custos financeiros mensais e, consequentemente, no custo final. "Um grupo de consórcio destinado à aquisição de veículos leves, que tem, em média, taxa de administração de 15,5%, possibilitará ao empreendedor tomar a decisão de investimento com menor custo fixo", diz o economista da ABAC.

    Ao exemplificar, Barbagallo destaca que "o empreendedor, ao adquirir um veículo no valor de R$ 70.000, contratando um financiamento com taxa de mercado de 1,85% ao mês, em 72 meses, pagará parcela mensal de R$ 1.767,15". Ao completar sua simulação, assinala ainda que "haverá desembolso, só de juros, na primeira parcela, de R$ 1.295; na segunda, será de R$ 1.286,27; e assim por diante até a última. Seis anos depois, no final, haverá dispendido R$ 127.234,70, sendo R$ 57.234,70 em gastos com juros, portanto aproximadamente 45% mais".

    Quando há opção por uma cota de consórcio, com taxa média de administração de 15,5%, o valor final desembolsado durante o contrato será de aproximadamente R$ 80.850. Barbagallo esclarece que "a parcela mensal, em plano de 72 meses, será de R$ 1.122,92, sendo R$ 972,22 de amortização do principal e de R$ 150,70 de taxa de administração. Isto corresponde a uma taxa mensal de 0,2153%, contra 1,85% de juros mensal no financiamento".

    Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da ABAC, resume que "optar pelo consórcio para planejar qualquer empreendimento é, sem dúvida, uma decisão que impactará positivamente os objetivos pessoais ou empresariais com reflexos diretos nos resultados mensais". A grande procura pelo mecanismo, registrada pelo total de 13 milhões de participantes alcançado em maio, "comprova que o Sistema de Consórcios é uma solução inteligente para investir em ativos geradores de renda", complementa Rossi.

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