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    Home»Notícias Corporativas»Dia do Aposentado mostra força da previdência complementar
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    Dia do Aposentado mostra força da previdência complementar

    DinoBy Dino23 de janeiro de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    O Dia do Aposentado, celebrado em 24 de janeiro, é uma oportunidade para refletir sobre a estrutura previdenciária brasileira e os resultados concretos dos sistemas de proteção social construídos ao longo das últimas décadas. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à avaliação da sustentabilidade e da capacidade do país de garantir segurança financeira à população aposentada.

    A aposentadoria representa a fase em que as contribuições feitas ao longo da vida laboral se convertem em renda mensal continuada. Para que esse mecanismo funcione de forma eficiente, são necessárias estruturas sólidas, gestão técnica qualificada e regras atuariais consistentes, especialmente em um cenário de envelhecimento acelerado da população.

    Um aspecto ainda pouco conhecido do sistema previdenciário brasileiro é a predominância das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) na gestão dos benefícios complementares. De acordo com o Relatório Gerencial de Previdência Complementar, essas entidades são responsáveis por mais de 90% dos benefícios pagos no país.

    Na leitura mais recente do relatório, com dados do terceiro trimestre de 2025, o sistema acumulou cerca de R$ 103 bilhões em pagamentos de benefícios, atendendo aproximadamente 950 mil aposentados e beneficiários. Desse total, 95% foram pagos por entidades fechadas. Atualmente, o sistema administra mais de R$ 1,37 trilhão em ativos, distribuídos em 1.129 planos de benefícios.

    "As entidades fechadas foram estruturadas para complementar a aposentadoria pública, oferecendo uma renda adicional e maior previsibilidade financeira ao trabalhador no longo prazo. Trata-se de um modelo baseado em governança, gestão responsável e foco exclusivo no interesse do participante", afirma Devanir Silva, diretor-presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

    As EFPC se diferenciam das entidades abertas por não terem finalidade lucrativa, adotarem governança com participação de patrocinadores e participantes e estarem sujeitas à supervisão específica da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Além da aposentadoria programada, os planos também oferecem cobertura para invalidez e pensão por morte, ampliando a rede de proteção financeira dos participantes e seus dependentes.

    O tema ganha relevância diante da transição demográfica brasileira. Projeções indicam que o número de beneficiários de aposentadoria, pensão por morte ou Benefício de Prestação Continuada (BPC)  deve crescer de 31,4 milhões em 2022 para 66,4 milhões em 2060. Ao mesmo tempo, a expectativa de vida chegou a 76,6 anos em 2024, com pessoas de 60 anos vivendo, em média, mais 22,6 anos.

    "Esse cenário amplia o tempo de permanência na aposentadoria e reforça a importância de sistemas previdenciários robustos e sustentáveis. A previdência complementar tem papel estratégico na manutenção do padrão de vida após o fim da vida laboral", destaca Silva.

    Pesquisas recentes também apontam fragilidades no planejamento previdenciário da população. Levantamentos indicam que 60% dos brasileiros iniciam o planejamento apenas cinco anos antes da aposentadoria, enquanto 37% dos aposentados afirmam não ter realizado qualquer planejamento financeiro prévio. Como consequência, 64% consideram o valor do benefício insuficiente, 53% continuam trabalhando para complementar a renda e 60% já recorreram a crédito para despesas essenciais.

    Para o presidente da Abrapp, os dados reforçam a necessidade de ampliar a educação previdenciária. "Planejar a aposentadoria com antecedência é fundamental para reduzir riscos e garantir mais segurança no futuro. O Dia do Aposentado é também um convite à reflexão sobre escolhas feitas ao longo da vida ativa", avalia.

    O fortalecimento da previdência complementar fechada, aliado à governança qualificada, à regulação adequada e à educação previdenciária, é apontado como um dos pilares para garantir segurança financeira em um país que envelhece rapidamente e onde o tempo médio de aposentadoria tende a se estender.

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