A empresa de tecnologia para gestão de restaurantes, Consumer, incorporou uma inteligência artificial (IA) generativa com integração oficial ao ChatGPT à sua plataforma de gestão para o setor de food service, voltada ao processamento de pedidos de delivery via WhatsApp e à ampliação da automação das etapas operacionais do atendimento.
A ferramenta atua como assistente operacional, com capacidade de compreender sotaques, expressões e gírias regionais de diferentes partes do Brasil, operar em linguagem natural com o cliente e permitir interferência humana sempre que necessário. Além disso, interpreta os pedidos a partir do cardápio cadastrado e os encaminha diretamente ao fluxo de produção da cozinha.
Letícia Gama, analista de Marketing da Consumer, explica que a tecnologia compreende as mensagens em áudio, transcreve-as internamente, ao mesmo tempo que compreende a transcrição, e, por fim, elabora a melhor resposta para o cliente. "O consumidor pode entrar em contato com o estabelecimento de forma direta, usando o WhatsApp, e já começar enviando áudios. Ela o responde dentro de segundos".
A analista da Consumer revela que a motivação da empresa para desenvolver uma IA capaz de interpretar áudios e regionalismos brasileiros surgiu do conhecimento de que o WhatsApp é o maior meio de comunicação online individual do Brasil. "Ao ver o bot de WhatsApp em ação em muitos estabelecimentos e tomar ciência de que brasileiros, principalmente os mais velhos, preferem a função de enviar áudios para se comunicar com estabelecimentos, essa necessidade ganhou nossa atenção".
De acordo com Gama, após obter a tecnologia avançada o suficiente para resolver a questão, e a OpenAI lançar a conexão do ChatGPT capaz de entender e transcrever áudios com fidelidade, a empresa identificou a capacidade de incorporar isso no bot já treinado. "Assim foi possível tornar a ferramenta ainda mais automatizada e, acima de tudo, capaz de comunicar de forma extremamente similar ao humano".
Conforme detalha a analista de Marketing, o desafio central da integração da Consumer foi direcionar o modelo do ChatGPT, que já possuía uma compreensão avançada das variações linguísticas do português brasileiro, especificamente para o cenário de atendimento de delivery, possibilitando que o bot auxiliasse o cliente com a mesma eficácia e precisão de um atendente humano e eliminando erros no processo.
"A tecnologia mantém um atendimento humanizado mesmo com a automação do processo, porque é a automação que viabiliza a humanização. Ao delegar tarefas repetitivas e passíveis de erro à IA, a operação ganha tempo e segurança. Isso permite que a equipe do restaurante foque no que realmente importa: oferecer um atendimento atencioso, cuidadoso e focado na experiência do cliente", afirma Gama.
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indica que 26% dos bares e restaurantes já utilizam o ChatGPT para automatizar o atendimento ao público, respondendo perguntas frequentes e direcionando clientes para canais adequados. O levantamento aponta ainda que 17% dos estabelecimentos utilizam IA na criação ou reformulação de cardápios, precificação de pratos e sugestão de novas combinações.
Consumer e a inovação no food service
Para a especialista, essa inovação consolida a Consumer como uma marca de vanguarda e parceira estratégica dos restaurantes, e consequentemente posiciona a marca à frente da concorrência. "Como pioneiros em trazer tecnologias globais (como a OpenAI) para resolver dores reais do dia a dia brasileiro — como o gargalo dos áudios —, provamos que oferecemos soluções de crescimento, além de apenas software".
Segundo a analista, a Consumer enxerga a IA como o pilar central do setor brasileiro de food service, que deixou de ser um diferencial para virar uma necessidade operacional básica. Para ela, futuramente a tecnologia ultrapassará o atendimento, atuando na análise de dados para prever movimento, otimizar estoques e personalizar ofertas.
Outros dados revelados pelo mesmo estudo da Abrasel mostram que 28% dos bares e restaurantes brasileiros já utilizaram IA em algum momento. Entre os estabelecimentos que já adotam a tecnologia, 40% recorrem a ela em atividades de marketing, como a criação de peças para redes sociais e o desenvolvimento de campanhas personalizadas. Além disso, 13% utilizam chatbots, assistentes virtuais e simulações interativas voltadas ao treinamento de funcionários.
"A IA tem o papel de democratizar a tecnologia, permitindo que pequenos negócios operem com a mesma eficiência de grandes redes", conclui a especialista.
Para mais informações, basta acessar: consumer.com.br/
