Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Sou Energy amplia portfólio e leva novidades à Intersolar
    • Omie lança cartão corporativo e FIDC focados em PMEs
    • GBS abre inscrições para os Prêmios da Longevidade
    • ELEVA 2026 reúne profissionais do setor elétrico em SP
    • China redefine papel no comércio internacional
    • Grupo Ultra consolida modelo multiatividades
    • 12B SPORTS e VR46 Racing Team Levam Sung Kang para o Mundo da MotoGP
    • Fenasan 2026 bate recorde com 479 expositores
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Notícias Corporativas»China redefine papel no comércio internacional
    Notícias Corporativas

    China redefine papel no comércio internacional

    DinoBy Dino19 de agosto de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    A China tem se consolidado como um dos principais polos de inovação global, deixando para trás a imagem de país voltado apenas à produção em escala. O movimento, que vem sendo chamado de transição do "Made in China" para o "Created in China", reflete uma estratégia nacional de fortalecimento de marcas próprias e desenvolvimento tecnológico. Dados divulgados pela Gazeta Mercantil mostram que, em 2010, apenas 4% das 500 marcas mais valiosas do mundo eram chinesas. Em 2025, esse número saltou para 14%, evidenciando que o país não é mais reconhecido apenas como a fábrica do mundo, mas também como centro de design, inovação e narrativa de marca. Segundo o relatório Kantar BrandZ 2025, o valor total das 100 marcas chinesas mais valiosas cresceu 25% em um único ano, alcançando US$ 1,2 trilhão.

    Para Rodrigo Lopes, CEO da assessoria de importação Global RPX, a mudança não ocorreu por acaso. "Em 2015, o governo lançou o programa Made in China 2025 com um objetivo muito claro: transformar produtos chineses em marcas chinesas, velocidade em qualidade e fabricação em criação", afirma. "Não foi uma tendência espontânea, foi um plano estruturado, com metas, investimento público e política industrial. E, quando a China decide executar um plano assim, ela executa com uma velocidade que o mundo ocidental ainda não aprendeu a acompanhar", acrescenta.

    Segundo o executivo, a transição ocorreu de forma gradual, primeiro dominando a produção em escala e aprendendo a fabricar praticamente qualquer produto, depois investindo em design, tecnologia e pesquisa. "Hoje é difícil negar o impacto. A Shein lança entre 2.000 e 10.000 produtos por dia, enquanto a Zara lança 4.500 por ano. A BYD superou a Tesla em vendas de carros elétricos. A DJI controla entre 70% e 80% do mercado global de drones. Essas empresas não competem em preço; elas definem o que o mundo vai comprar. Isso é uma virada completa de chave", avalia Lopes.

    O avanço tecnológico também tem sido determinante. Universidades como Tsinghua figuram entre as melhores do mundo em engenharia e ciências exatas, formando milhares de pesquisadores e engenheiros anualmente. "Existe um preconceito de que a China só replica o que outros países criam, e isso já foi verdade em algum momento, mas não é mais o que define o país hoje".

    "A BYD, por exemplo, desenvolveu baterias com custo de US$ 44 a 56 por kWh, contra uma média global de US$ 115. Isso é tecnologia própria, patente própria, pesquisa própria. A empresa tem mais de 48 mil patentes registradas", destaca o executivo.

    Outras empresas também reforçam esse movimento. A Xiaomi anunciou US$ 7 bilhões em pesquisa e desenvolvimento para os próximos cinco anos, incluindo o desenvolvimento de chips de 3 nanômetros para competir diretamente com players conhecidos. "Hoje eles desenvolvem, patenteiam e exportam tecnologia própria para o mundo", frisa Lopes.

    Essa mudança impacta diretamente o comércio internacional e a relação com fornecedores chineses. "O fornecedor chinês é muito transparente. Ele entrega qualidade a partir do valor que você está disposto a pagar. Se você o espremer no preço, ele vai produzir dentro daquilo que o valor permite e vai te dizer isso abertamente. Não tem mágica, tem uma equação honesta de custo e qualidade. O importador que entende isso sai na frente, porque para de negociar só preço e começa a negociar valor, prazo e desenvolvimento de produto", ressalta.

    Canton Fair leva tendências ao mercado global

    Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas e compartilhados pela Exame mostram que o comércio exterior da China registrou recorde de 43,85 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 5,9 trilhões) em 2024, crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Esse avanço mostra um mercado cada vez mais sofisticado e estruturado, exigindo que a relação comercial acompanhe esse nível.

    Nesse contexto, a Canton Fair, maior feira multissetorial do mundo realizada em Guangzhou, na China, ganha ainda mais relevância. O evento reúne mais de 35 mil expositores de 218 países, cobrindo setores que vão de eletrônicos a têxtil, de maquinário a cosméticos.

    "É lá que acontece grande parte dos lançamentos globais de tecnologia e patentes. Na última edição, 63% dos produtos apresentados já incorporavam novas tecnologias e 48% traziam atualizações funcionais. Você está literalmente vendo o futuro do mercado acontecer na sua frente", analisa Lopes.

    Para o CEO da Global RPX, a feira é apenas o início do processo. "Estar na Canton Fair abre uma janela enorme de possibilidades, mas transformar isso em negócio real exige muito mais do que caminhar pelos pavilhões. É preciso análise de mercado, identificação e desenvolvimento de fornecedores, processo de importação e criação de marca própria. A feira é onde tudo começa, e ter alguém que conhece o terreno e sabe onde estão as oportunidades reais faz toda a diferença", conclui.

    Para saber mais, basta acessar: https://www.globalrpx.com

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    Sou Energy amplia portfólio e leva novidades à Intersolar

    19 de agosto de 2026

    Omie lança cartão corporativo e FIDC focados em PMEs

    19 de agosto de 2026

    GBS abre inscrições para os Prêmios da Longevidade

    19 de agosto de 2026

    ELEVA 2026 reúne profissionais do setor elétrico em SP

    19 de agosto de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.