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    Home»Notícias Corporativas»Campanha nacional aborda sintomas e diagnóstico dos gliomas
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    Campanha nacional aborda sintomas e diagnóstico dos gliomas

    DinoBy Dino7 de julho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Os tumores do sistema nervoso central atingem, no Brasil, mais de 12 mil pessoas por ano, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028. Entre eles estão os gliomas, considerados o tipo de tumor cerebral maligno primário mais comum em adultos. Para ampliar a conscientização sobre o tema, a Servier do Brasil lança a campanha “Isso é um Glioma”, iniciativa voltada à disseminação de informações médicas e científicas sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença.

    A ação reúne conteúdos em redes sociais e uma página informativa sobre gliomas. A proposta é abordar a jornada de pacientes com tumores cerebrais a partir de informações sobre sinais de alerta, diagnóstico preciso e acompanhamento médico. Também fazem parte da campanha médicos, representantes de associações de pacientes e pessoas que convivem ou conviveram com a doença.

    Um dos conteúdos da iniciativa, a websérie “Pela nossa cabeça”, conduzida pelo jornalista Fábio Turci, traz relatos de pacientes e conversas com especialistas sobre diagnóstico e tratamento. A campanha também inclui um videocast, em parceria com o Instituto Vencer o Câncer, apresentado pela jornalista Fernanda D’Ávila, com participação da enfermeira navegadora Daniele Teche e da oncologista clínica Camilla Yamada.

    Os gliomas têm origem nas células gliais, que circundam as células nervosas. De acordo com uma revisão publicada na revista científica Neuro-Oncology, esses tumores representam cerca de 80% dos tumores malignos primários do sistema nervoso central. Embora o INCA não apresente uma estimativa específica para gliomas, a aplicação dessa proporção ao total estimado de tumores do sistema nervoso central no país corresponderia a aproximadamente 9,6 mil novos casos de gliomas por ano no Brasil.

    O oncologista e cofundador do Instituto Vencer o Câncer, Fernando Maluf, explica que os gliomas de baixo grau têm impacto relevante especialmente entre adultos jovens. “Trata-se de um grupo de tumores que tem mobilizado a comunidade científica, com pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tratamentos mais precisos e capazes de controlar a doença por mais tempo, preservando a qualidade de vida dos pacientes”, afirma.

    Entre os sintomas mais comuns da doença estão alterações na função mental, convulsões, dificuldades de fala, problemas de coordenação motora ou equilíbrio, dor de cabeça intensa e recorrente, náuseas e vômitos. As manifestações podem variar conforme o tipo, o tamanho e a localização do tumor. Segundo o National Comprehensive Cancer Network (NCCN), o diagnóstico pode envolver exames de imagem, avaliação clínica e análise do tecido tumoral, quando há indicação médica.

    Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou a classificação dos tumores do sistema nervoso central. Desde então, além da análise microscópica, a classificação dos gliomas passou a considerar características moleculares do tumor, como alterações no gene IDH. Essas informações ajudam a diferenciar subtipos da doença e podem contribuir para a definição da conduta terapêutica.

    Após o diagnóstico, a cirurgia costuma ser uma das primeiras etapas do tratamento, com o objetivo de remover o máximo possível do tumor, a depender da localização e extensão. De acordo com diretrizes da European Association of Neuro-Oncology (EANO), a estratégia terapêutica pode incluir radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo e acompanhamento contínuo, conforme as características do tumor e as condições clínicas do paciente.

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