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    Home»Notícias Corporativas»Brasileiros valorizam resolução de problemas no trabalho
    Notícias Corporativas

    Brasileiros valorizam resolução de problemas no trabalho

    DinoBy Dino26 de agosto de 2025Nenhum comentário5 Mins Read
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    A resolução de problemas é a habilidade mais valorizada dos trabalhadores brasileiros no mercado de trabalho, de acordo com a nova pesquisa “Idiomas e Habilidades”, realizada pela Pearson com a Opinion Box. Apontada como prioridade por 63% dos respondentes brasileiros, a capacidade se solucionar problemas é seguida pelas habilidades de comunicação verbal, trabalho em equipe e inteligência emocional, as três apontadas em segundo lugar por 62%. Na sequência, a tomada de decisão e educação financeira foram citadas por 61% como skills importantes. A segunda edição do estudo entrevistou mais de sete mil pessoas no Brasil de 18 a 60 anos, em todas as regiões do país, entre fevereiro e abril deste ano.

    As skills menos citadas indicam um gap histórico de desenvolvimento de raciocínio lógico e habilidades STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) no país, ou seja, habilidades ligadas às carreiras nas áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. São elas: análise de dados (45%) e habilidades em inteligência artificial, listadas apenas para 38% dos participantes.

    “A resolução de problemas como a habilidade mais valorizada pelos profissionais brasileiros reforça uma tendência clara do mercado: o mundo do trabalho exige talentos capazes de agir com autonomia, pensamento crítico e foco em soluções. Ao lado de competências como comunicação, inteligência emocional e tomada de decisão, essa demanda mostra que as chamadas soft skills seguem fundamentais para navegar em um ambiente de trabalho cada vez mais complexo e dinâmico”, afirma Cinthia Nespoli, CEO da Pearson no Brasil.

    Habilidades interpessoais

    Quando o foco está no desenvolvimento de habilidades interpessoais, a preferência por formações on-line se destaca — citadas por 54% dos respondentes. A interação em redes sociais (33%), cursos presenciais (32%) e a participação em eventos e palestras (também com 32%) aparecem logo depois, refletindo o desejo de combinar a conveniência do digital com troca de experiências. Estratégias como trabalho voluntário (14%), mentoria e coaching (13%) e liderança comunitária (8%) ainda são pouco exploradas como ferramentas de aprimoramento.

    “A preferência por cursos on-line como principal forma de desenvolvimento reforça que flexibilidade e acesso continuam sendo fatores decisivos na qualificação profissional”, completa a CEO da Pearson no Brasil, Cinthia Nespoli.

    A pesquisa também investigou os meios mais populares de informação e atualização profissional. O Instagram lidera com ampla margem e popularidade no Brasil, sendo utilizado por praticamente 7 em cada 10 entrevistados (66%) para se manterem informados, seguido por blogs, sites de notícias (46%) e televisão (42%). Mais abaixo, foram apontados livros (26%), jornais e revistas impressas ou digitais (24%) como meios de atualização. Plataformas como TikTok (20%), LinkedIn (19%) e X, antigo Twitter (14%) ainda têm adesão menor, apesar do crescimento de conteúdo voltado à carreira nessas redes.

    Lacuna na importância e uso do inglês no trabalho

    O estudo também revela um descompasso importante no domínio do idioma inglês. Embora 73% dos brasileiros considerem o inglês essencial para o mercado de trabalho, apenas 25% afirmam utilizá-lo no ambiente profissional. Além disso, 28% se sentem pouco confiantes em relação às próprias habilidades no idioma. Ainda assim, mais da metade (57%) acredita que aprender uma nova língua ajuda a melhorar a comunicação de forma geral, o que indica que o aprendizado de idiomas continua sendo visto como um diferencial competitivo.

    “Aprender inglês deixou de ser apenas uma vantagem e passou a ser uma estratégia para manter a relevância profissional em um mercado veloz e altamente impactado pela inteligência artificial. A fluência no idioma amplia o desenvolvimento pessoal, fortalece a autoconfiança e abre portas para oportunidades globais. Relatórios de instituições como Banco Mundial e OCDE mostram que países com maiores níveis de proficiência em inglês apresentam indicadores econômicos mais robustos e maior competitividade internacional”, ressalta Cinthia Nespoli, CEO da Pearson no Brasil.

    A pesquisa mostrou ainda que 48% dos brasileiros estão constantemente em desenvolvimento para buscar novas habilidades e melhorar suas qualificações no idioma inglês; e 45% afirmam que as habilidades interpessoais impactam positivamente o processo de aprendizagem de um novo idioma.

    Na hora de buscar qualificação no idioma inglês, os brasileiros também priorizam a praticidade: os cursos on-line são a principal escolha para 63% dos entrevistados. Em seguida, aparecem os vídeos, e-books e podcasts gratuitos (41%), além de eventos e palestras na área de atuação (29%) e cursos presenciais (28%). Graduação e pós-graduação somam 24%, enquanto o ensino acadêmico mais avançado, como mestrado e doutorado, aparece com apenas 8% das preferências.

    Sobre a pesquisa

    Realizada com 7.088 pessoas no Brasil e 2.034 no México, a pesquisa “Idiomas e Habilidades” abrangeu todas as regiões brasileiras e os principais centros urbanos mexicanos. A amostra considerou participantes de 18 a mais de 60 anos, das classes sociais AB, C e DE, e refletiu diferentes perfis por gênero, ocupação e setor de atividade. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

    Ranking das habilidades, segundo os brasileiros

    • 1. Resolução de problemas (63%);
    • 2. Comunicação verbal, trabalho em equipe e inteligência emocional (62%);
    • 3. Tomada de decisão e educação financeira (61%);
    • 4. Pensamento estratégico, organização e atendimento ao cliente (58%);
    • 5. Capacidade de usar tecnologias digitais (56%);
    • 6. Colaboração (55%);
    • 7. Resiliência (55%);
    • 8. Comunicação escrita, habilidades tecnológicas e liderança (54%);
    • 9. Habilidades de apresentação (50%);
    • 10. Análise de dados (45%);
    • 11. Persuasão (43%);
    • 12. Habilidades em IA (38%).

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