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    Home»Notícias Corporativas»Alta na conta de luz faz brasileiros procurarem alternativas
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    Alta na conta de luz faz brasileiros procurarem alternativas

    DinoBy Dino7 de abril de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    A primeira edição do boletim InfoTarifas de 2026, publicada no dia 17 de março, estipulou um reajuste de 8% na conta de luz. O valor projetado fica acima das estimativas dos índices de inflação para o período, como o IGP-M (3,1%) e o IPCA (3,9%). Os chamados "encargos setoriais", usados para financiar políticas públicas e custos do setor elétrico, são os que mais impactaram a alta.

    Os fatores analisados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para elaborar o balanço foram: distribuição, encargos setoriais, transmissão, energia e questões financeiras. Abaixo, é possível ver quanto cada fator influenciou no aumento de 8%:

    • Questões financeiras: 3,8%
    • Energia: 1,6%
    • Encargos setoriais: 1,4% 
    • Transmissão: 0,9% 
    • Distribuição: 0,2% 

    Mesmo com as questões financeiras representando o maior percentual, a ANEEL explica, por meio do InfoTarifas, que o principal fator que acarretou o aumento do custo foi a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), utilizada para benefícios sociais e subsídios a cooperativas, definidos pelo Congresso Nacional. 

    Segundo o boletim, a "CDE proposta para 2026 terá impacto tarifário projetado de 4,6%. A rubrica de custo do encargo setorial é responsável pelo maior impacto na projeção dos efeitos médios para 2026", aponta.

    Para Filipe Ferraz, diretor de Gestão de Engenharia da Solare Energie, o anúncio do aumento da conta de luz já provocou o efeito de brasileiros buscarem alternativas de economia. E afirma que, diante do cenário atual, a procura pela energia solar já aumentou neste ano.

    Mas, afinal, por que a CDE ficou mais cara?

    O valor a ser pago pela CDE, em 2026, é 7% maior do que o destinado em 2025 e totaliza R$ 52,7 bilhões. Esse montante foi divulgado pelo governo federal em dezembro de 2025, ao anunciar uma consulta pública para que a sociedade avaliasse os impactos desse repasse para a população. A consulta terminou em janeiro deste ano.

    O valor da CDE é definido a partir de estimativas de gastos para o ano vigente — mas não apenas desses custos. Também entram nesse cálculo despesas do ano anterior, os chamados "componentes financeiros", que surgiram como imprevistos e agora precisam ser pagos. De acordo com o balanço da agência, "os componentes financeiros de 2026 e os retirados de 2025 têm, de forma agregada, impacto de 3,8% no efeito tarifário médio do Brasil", detalha. 

    Há previsão de melhora?

    No relatório da ANEEL, foi apontado um ponto positivo que terá impacto futuro: o estado de Roraima passará a estar ligado ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso significa que não haverá mais uso de termelétricas para suprir a energia elétrica do estado.

    De acordo com o balanço, "a interligação implicou em redução dos custos com compra de energia, uma vez que possibilitou que a Roraima Energia participasse diretamente da comercialização de energia no SIN, mais barata quando comparada ao custo da energia reconhecido na tarifa referente aos contratos de energia do sistema isolado. Ainda há espaço futuro para maior redução desses contratos do sistema isolado, o que implicaria em maior benefício tarifário".

    Como o brasileiro pode economizar?

    Segundo João Souza, analista de Expansão da Solare Energie, muitos brasileiros já optam pelo consumo de energia solar por meio da geração distribuída. O modelo, sintetiza ele, oferece ao consumidor uma redução de até 25% no valor da conta de luz, sem a necessidade de instalação física de placas solares.

    De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o setor de energia solar cresce rapidamente e pode ultrapassar o uso do carvão até 2027. "A capacidade cumulativa de energia solar fotovoltaica quase triplica em nossa previsão, crescendo em quase 1.500 GW ao longo do período, superando o gás natural em 2026 e o carvão em 2027", informa.

    No Brasil, a energia fotovoltaica é a terceira maior fonte geradora, segundo divulgação de 2025 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Além disso, conquistou o segundo lugar em capacidade instalada no país, impulsionada pela expansão das usinas solares. 

    Filipe Ferraz, diretor de Gestão de Energia da Solare Energie, ressalta que "as usinas solares estão crescendo rapidamente no país, o que contribui para alavancar a posição do Brasil no cenário global, além de melhorar, claro, a vida dos brasileiros ao oferecer uma oportunidade de economia", diz.

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