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    Painel debate caminhos práticos e pioneirismo para o etanol atingir intensidade de carbono neutra ou negativa

    Líderes da Cocal, FS, MREPL e Embrapa apresentam avanços em economia circular, captura geológica de carbono e inovações industriais que redefinem a pegada ambiental do setor sucroenergético.
    JoaoBy Joao28 de outubro de 2026Updated:28 de outubro de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Divulgação / DATAGRO
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    A busca por matrizes energéticas cada vez mais limpas e eficientes foi o foco do painel “Etanol rumo à intensidade de carbono neutra ou negativa”. Moderado por Miguel Ivan Lacerda de Oliveira, Chefe Geral da Embrapa, o encontro reuniu especialistas e executivos para debater as inovações tecnológicas e os marcos regulatórios que estão transformando a indústria de bioenergia no Brasil e no mundo.

    Representando o modelo de otimização no campo, Abel Uchoa, Diretor Presidente da Cocal, apresenta os resultados da gestão de 257 mil hectares e o processamento de 16 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Uchoa destaca que a transição já é uma realidade prática, inclusive na renovação de frotas agrícolas. “O nosso conceito de economia circular abrange desde o açúcar e o etanol até o biogás, biometano, energia elétrica, biofertilizantes e créditos de descarbonização. Quando desenhamos a nossa planta de biogás, projetamos uma estrutura aberta, capaz de impulsionar novos negócios e fechar praticamente toda a cadeia produtiva, aproveitando todo o potencial da biomassa da cana”, afirma Uchoa.

    No segmento de etanol de milho, a FS apresentou o seu avanço histórico com o projeto BECCS (Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono). Daniel Lopes, Vice-Presidente Executivo de Sustentabilidade e Desenvolvimento de Negócios da companhia, detalha o trabalho de dois anos e meio que culminou em um investimento de US$ 90 milhões para estocagem geológica no Mato Grosso.

    “É um projeto inovador, onde vivemos as dores e as delícias de sermos pioneiros. Tivemos um trabalho muito robusto na área regulatória, atuando como projeto-piloto junto à ANP no escopo do Combustível do Futuro”, explica Lopes. “Hoje, com os requisitos geológicos totalmente validados, temos a capacidade de estocar 420 mil toneladas de carbono ao ano, o que nos permitirá comercializar 650 milhões de litros de etanol certificado com pegada negativa. É um modelo altamente escalável para o Brasil.”

    A descarbonização também passa por inovações na infraestrutura térmica das usinas, conforme pontuou Makarand Chitale, Diretor da Mist Ressonance Engineering Pvt Ltd (MREPL). A empresa indiana evidencia sua Tecnologia de Criação de Névoa e os Condensadores de Vácuo de Entrada Comum (MTCEC), que substituem as tradicionais torres de resfriamento. “Nossos produtos fornecem às usinas soluções práticas para reduzir o consumo de energia elétrica e a demanda térmica. O sistema proporciona uma geração de vácuo mais rápida, otimizando o ciclo de fervura e traduzindo-se em economia real de vapor. Esse impacto é quantificável em toneladas de CO2 equivalente, criando uma base transparente e verificável para os benefícios ambientais e econômicos da adoção da tecnologia”, enfatiza Chitale.

    O painel foi concluído com a análise científica e regulatória de Marilia Folegatti, Pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente. Ela reforça que o RenovaBio já prevê bonificações de até 20% para emissões negativas e citou alternativas além da captura na fermentação (BECCS), como a adoção do biocarvão (biochar), que atua como condicionador de solo e mantém o carbono estável por mais de um século.

    Folegatti enfatizou ainda o potencial da mudança direta do uso da terra (dLUC). “A expansão agrícola sobre pastagens severamente degradadas nos dá a condição de chegar a uma emissão negativa. Com essa métrica, 62% dos municípios canavieiros teriam a possibilidade de reverter suas emissões”, revela a pesquisadora. “O que falta para consolidar o carbono negativo é o reconhecimento do dLUC, além do empilhamento de instrumentos que integrem o RenovaBio, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e os mercados voluntários com integridade.”

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    Data: 26 e 27 de outubro de 2026

    Local: Grand Hyatt Hotel – Avenida das Nações Unidas, 13.301, São Paulo (SP)

    Mais informações: https://datagroexperience.com/eventos/conferencia-internacional-datagro-2026/

    Bioenergia Captura e armazenamento de carbono Conferência Internacional DATAGRO Descarbonização Economia Circular Embrapa Etanol Etanol de milho RenovaBio sustentabilidade
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