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    Home»Notícias Corporativas»Educar com limites ajuda a criança a crescer
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    Educar com limites ajuda a criança a crescer

    DinoBy Dino20 de outubro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Choro intenso, gritos, resistência a regras e crises diante de uma negativa fazem parte de situações desafiadoras da parentalidade. Nessas horas, frases como "ela faz isso para me provocar", "é só birra" ou "já expliquei mil vezes" podem surgir na tentativa de compreender o comportamento infantil. Mas será que a questão é tão simples assim?

    "Para compreender as reações das crianças, é importante considerar que o cérebro está em pleno desenvolvimento durante a infância e a adolescência. Isso significa que habilidades como controlar impulsos, avaliar consequências, tomar decisões e regular emoções ainda estão sendo construídas", explica Fernanda Martins, psicóloga à frente do Espaço Rodrigo Brivio & GêDois. Para ela, nesse processo, a participação dos adultos é fundamental.

    Segundo ela, três estruturas cerebrais ajudam a explicar parte dessas reações: a amígdala, o hipocampo e o córtex pré-frontal. "Embora tenham funções diferentes e atuem de forma integrada, elas contribuem para compreender como as crianças reagem às frustrações, recuperam experiências anteriores e aprendem a lidar com os próprios sentimentos", diz.

    A amígdala participa do processamento de emoções e da identificação de situações potencialmente ameaçadoras. Diante de uma frustração, de uma mudança inesperada ou de uma negativa, a criança pode apresentar uma reação emocional intensa. O sentimento surge antes que ela consiga organizar uma resposta mais ponderada. Por isso, nem sempre consegue explicar o que está sentindo ou interromper uma reação por conta própria.

    Já o córtex pré-frontal está relacionado a funções executivas, como planejamento, controle dos impulsos, atenção, flexibilidade cognitiva e avaliação de consequências. Essas capacidades amadurecem gradualmente, ao longo da infância e da adolescência. Assim, embora uma criança possa compreender uma regra em determinado momento, nem sempre conseguirá aplicá-la quando estiver tomada pela emoção.

    O hipocampo, por sua vez, tem papel importante na formação e na recuperação de memórias, ajudando a relacionar experiências anteriores ao contexto presente. Uma criança que se machucou ao brincar em um balanço, por exemplo, pode demonstrar medo ou resistência ao retornar ao parquinho. O comportamento, que inicialmente pode parecer birra, também pode estar relacionado à lembrança da experiência dolorosa e à expectativa de que algo semelhante aconteça novamente.

    Segundo Fernanda, é justamente nesse contexto que os limites assumem um papel essencial na educação infantil. "Eles ajudam a criança a compreender o que é permitido, o que não é seguro e quais comportamentos são esperados, oferecendo referências para a convivência e para a construção gradual da autorregulação", destaca.

    Quando uma criança recebe a informação de que o tempo de uso do tablet terminou, por exemplo, pode reagir com choro, gritos ou irritação. "Se, diante dessa reação, o adulto devolve repetidamente o aparelho para interromper a crise, a criança pode aprender, por meio dessa experiência, que protestar intensamente é uma estratégia eficaz para prolongar o uso. Isso não significa que ela esteja necessariamente agindo de maneira calculada, mas que as consequências de um comportamento influenciam a possibilidade de ele se repetir", ensina.

    Por outro lado, quando o adulto mantém o limite com tranquilidade e consistência, oferece à criança a oportunidade de aprender a lidar com a frustração. Esperar, aceitar que uma atividade terminou, pedir ajuda e encontrar alternativas são habilidades que se desenvolvem gradualmente, com orientação e prática.

    Para a especialista, dizer não também é uma forma de cuidado. "O limite não precisa ser imposto com ameaças ou punições desproporcionais, mas deve ser claro, compreensível e adequado à idade da criança. Acolher o sentimento não significa ceder à exigência: é possível reconhecer a raiva ou a tristeza e, ao mesmo tempo, manter a regra estabelecida", conclui.

    Como estabelecer limites de maneira efetiva em sete lições:

    Seja claro e consistente: estabeleça regras objetivas e procure mantê-las, evitando que mudem conforme a intensidade do choro ou da insistência.

    Reconheça o sentimento: diga, por exemplo, "Eu sei que você queria continuar brincando e entendo que esteja chateado, mas agora precisamos ir embora".

    Mantenha a firmeza sem agressividade: fale de maneira direta, com tom de voz tranquilo e sem humilhar ou ameaçar.

    Antecipe mudanças: avise quando uma atividade estiver chegando ao fim e, quando possível, prepare a criança para alterações na rotina.

    Ofereça alternativas possíveis: em vez de simplesmente encerrar uma situação, permita escolhas compatíveis com o limite, como decidir qual brinquedo guardar primeiro.

    Considere a idade e o contexto: cansaço, fome, medo, sobrecarga sensorial e dificuldades para expressar sentimentos podem intensificar as reações. Nem todo comportamento desafiador é uma tentativa de conseguir algo.

    Valorize o progresso: reconheça quando a criança consegue esperar, pedir ajuda, aceitar uma orientação ou se recuperar de uma frustração, mesmo que ainda precise de apoio.

    Serviço – Rodrigo Brivio & GêDois Curitiba

    Endereço: Rua Jacarezinho, 485, Mercês

    Informações: (41) 99630-8202

    Instagram: @rodrigobriviocuritiba | Site: https://rodrigobrivio.com.br/

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