Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Summit sobre gestão de contratos reúne líderes e autoridades
    • Automobilismo se torna plataforma de relacionamento B2B
    • Tiago Costa alerta: vender mais não significa ter lucro
    • Emirados Árabes Unidos e Minas Gerais aprofundam parceria
    • Hub de Conexões da Casacor Ribeirão é executado em 5 dias
    • NEXP 2026 discute IA, automação e eficiência em São Paulo
    • Memorável Jornada Sinhá prepara edição histórica de 35 anos
    • Padre Júlio Lancellotti ganha exposição em homenagem a sua trajetória na Lacerdine Galeria
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Comunicação»Padre Júlio Lancellotti ganha exposição em homenagem a sua trajetória na Lacerdine Galeria
    Comunicação

    Padre Júlio Lancellotti ganha exposição em homenagem a sua trajetória na Lacerdine Galeria

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio14 de setembro de 2026Nenhum comentário11 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Exposição mostra pe. Júlio Lancellotti em registram encontros de empatia e dignidade. Créditos: Daniel Camargo Kfouri, Tr3ze, Victor Angelo e Fernando Jensen.
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    “A Alfabetização do Olhar – um ato de amor e responsabilidade” reúne mais de 100 fotografias, além de prêmios recebidos pelo sacerdote. A programação inclui, ainda, rodas de conversa sobre direitos humanos, a partir de 18 de setembro

     

    A Lacerdine Galeria de Arte (Avenida Angélica, 2578/SP) recebe, de 18 de setembro a 18 de novembro de 2026, a exposição “A Alfabetização do Olhar – um ato de amor e responsabilidade”, uma homenagem ao Padre Júlio Lancellotti e à atuação da Pastoral do Povo da Rua no acolhimento, na convivência e na defesa dos direitos das pessoas em situação de rua em São Paulo.

    Com curadoria de Geraldo Lacerdine – artista plástico expressionista contemporâneo e fundador da Lacerdine Galeria -, a mostra reúne mais de 100 fotografias de Daniel Camargo Kfouri, Fernando Jensen, Tr3ze e Victor Angelo Caldini, além de textos, instalações e vídeos. No mezzanino da galeria, serão apresentados cerca de 50 prêmios e reconhecimentos recebidos por Padre Júlio ao longo de sua trajetória.

    A exposição parte de uma ideia central: a necessidade de aprender a olhar para pessoas e situações que frequentemente são ignoradas pela sociedade. A chamada “alfabetização do olhar” proposta pela curadoria busca deslocar o espectador de uma observação superficial para uma percepção que considere histórias, dores, relações, direitos e subjetividades.

    Segundo Lacerdine, a exposição nasceu da percepção de que o trabalho desenvolvido pelo Padre Júlio e pela Pastoral do Povo da Rua tem a necessidade de ser apresentado também por meio de uma experiência artística e documental. “O objetivo é levar ao conhecimento de todos um trabalho tão afetivo e tão importante para uma população tão necessitada e tão carente”, afirma.

    Para o curador, as fotografias não devem ser vistas apenas como registros da população em situação de rua. A mostra também procura apresentar a maneira como Padre Júlio estabelece sua relação com essas pessoas. “O público vai encontrar, além das fotos muito profundas e impactantes, as falas do Padre Júlio de como ele aborda e como concebe o tratamento e a relação com essas pessoas. Isso é muito importante porque é uma maneira diferente de observar tanto as pessoas em situação de rua quanto como vê essas pessoas e como ele as trata ao longo do seu trabalho.”

    A iniciativa partiu da Lacerdine Galeria e de pessoas próximas à missão desenvolvida pelo sacerdote, como Marcio Rachkorsky, advogado especialista em condomínios, comentarista do SP1 da Rede Globo, entre outros. A proposta foi construir uma exposição que apresentasse não apenas as dificuldades enfrentadas pela população em situação de rua, mas também a dimensão afetiva e a urgência presentes na atuação do Padre Júlio.

    “Fiquei contente com a notícia da montagem da exposição. Meu coração não se volta para o meu próprio nome, mas para as presenças que encontro todos os dias nas calçadas, sob os viadutos e nos olhares daqueles que a sociedade insiste em tornar invisíveis. Esta homenagem é sobre tuto para o povo que sofre. E está inserida no contexto do nosso trabalho com o povo da rua, é um lembrete fundamental: não há como separar o amor ao Cristo do amor aos mais pobres.”, declara padre Júlio Lancellotti.

     

    A convivência como princípio

    Um dos eixos conceituais da exposição é a diferença entre assistência pontual e convivência. Mostrar como o trabalho do padre Júlio está relacionado à construção de vínculos e ao reconhecimento da pessoa em situação de rua como sujeito de direitos. Para ele não basta falar sobre os pobres ou ajudá-los à distância. É necessário estar com eles, conviver, conhecer seus nomes e histórias. A misericórdia não é apresentada como pena ou como uma ação exclusivamente assistencialista, mas como aproximação e reconhecimento.

    A exposição também aborda a dimensão de conflito e resistência associada à defesa dos direitos das pessoas em situação de rua. Para o curador, assumir essa causa significa compartilhar, de alguma maneira, as consequências enfrentadas por aqueles que são defendidos.

    Lacerdine recorda uma conversa com o Padre Júlio que marcou a concepção da mostra. Segundo ele, o sacerdote afirmou que “assumir a causa dos mais pobres é assumir no nosso próprio corpo as mesmas dores que essa população sofre dia a dia”. Para o curador, essa perspectiva ajuda a compreender também as perseguições e privações enfrentadas pelo sacerdote ao longo de sua atuação pública.

      

    Fotografia como instrumento de reflexão

    A exposição reúne trabalhos de quatro fotógrafos que, a partir de diferentes trajetórias, registram pessoas, situações e relações ligadas à população em situação de rua. As imagens são apresentadas em diálogo com frases e reflexões do Padre Júlio, buscando construir uma narrativa que vá além do registro documental. A fotografia é utilizada como ferramenta para discutir dignidade, preconceito, desigualdade, direitos humanos e responsabilidade coletiva.

    A relevância cultural da mostra está justamente na tentativa de colocar essas questões no espaço da arte e do debate público. A proposta é utilizar fotografia, textos e outras

    linguagens para provocar uma reflexão sobre os mecanismos de exclusão presentes na sociedade contemporânea e sobre as formas de convivência com aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade.

     

    Cerca de 50 prêmios e reconhecimentos

    No mezzanino da Lacerdine Galeria de Arte estarão expostos cerca de 50 prêmios e reconhecimentos de Padre Júlio Lancellotti ao longo de sua trajetória. Entre eles estão:

    • CNN Brasil – Prêmio Notáveis (2022);
    • Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) – Prêmio Nacional de Direitos Humanos, categoria Personalidade (2003);
    • Ministério da Justiça – Medalha da Ordem do Mérito (2023);
    • Veja São Paulo – Prêmio Comer & Beber, categoria Causa Social (2022);
    • Câmara dos Deputados – Medalha Mérito Legislativo (2023);
    • Universidade de São Paulo (USP) – Prêmio USP de Direitos Humanos, categoria Individual;
    • Rede Rua e Prefeitura de São Paulo – Estação Cidadania.

     

    Programação

    Além da exposição, a programação inclui encontros e atividades abertas ao público:

    18 de setembro de 2026, às 20h
    Vernissage e abertura oficial da exposição para jornalistas e convidados.

    24 de setembro de 2026

    10h- Apresentação da exposição a um grupo de pessoas atendidas por projetos ligados ao Padre Júlio Lancellotti e à Pastoral do Povo da Rua.
    19h- Roda de conversa “A alfabetização do olhar”, com Padre Júlio Lancellotti e convidados

     8 de outubro de 2026, às 19h
    Roda de conversa “Por que o mundo gerou tantos excluídos?”
    com Padre Júlio Lancellotti e convidados

    22 de outubro de 2026, às 19h
    Roda de conversa “Religiosidade das ruas – um ato de coragem, resiliência e respeito”, com Padre Júlio Lancellotti e convidados. Entre os nomes sugeridos estão Monja Coen e um representante de religiões de matriz africana.

    5 de novembro de 2026, às 19h
    Roda de conversa “Por que o ser humano exclui?” com Padre Júlio Lancellotti e convidados

    18 de novembro de 2026
    Encerramento da exposição com sarau de música e poesia.

     

    Sobre Padre Júlio Lancellotti — Nascido em São Paulo, em 27 de dezembro de 1948, Padre Júlio Lancellotti construiu sua trajetória religiosa e social dedicada ao atendimento e à defesa de pessoas em situação de vulnerabilidade. Em 1968, iniciou o noviciado agostiniano. Formou-se em Pedagogia em 1975 e, até 1979, atuou simultaneamente como professor e atendente de enfermagem. Em 1980, iniciou o curso de Teologia e, em 1985, foi ordenado sacerdote por Dom Luciano Mendes de Almeida. No mesmo ano, assumiu a Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, em São Paulo, que se tornou uma das bases de sua atuação pastoral. Sua trajetória está especialmente ligada a três frentes da Igreja Católica voltadas à população em situação de vulnerabilidade: a Pastoral do Menor, dedicada ao acolhimento e à proteção de crianças e adolescentes em situação de risco; a Pastoral Carcerária, voltada às pessoas privadas de liberdade; e a Pastoral do Povo da Rua, em que sua atuação ganhou grande projeção pela assistência direta, defesa de direitos e visibilidade da população em situação de rua. Ao longo de sua trajetória, Padre Júlio tornou-se também uma voz pública no debate sobre desigualdade social, direitos humanos, políticas públicas e chamada “arquitetura hostil” contra pessoas em situação de rua.

    Entre as frases que sintetizam sua visão estão: “A caridade não pode ser uma esmola, tem que ser um projeto de justiça” e “O lugar do padre é onde o povo está”.

    Sobre os fotógrafos

    Daniel Camargo Kfouri – Fotógrafo, filmmaker e editor de vídeo, possui mais de 25 anos de atuação em veículos de comunicação e marcas no Brasil e no exterior. Trabalhou para Editora Abril, Folha de S.Paulo, France Presse, The New York Times e Nike, onde acompanhou durante uma década a Seleção Brasileira e o Corinthians. Seu trabalho recebeu premiações nacionais e internacionais, incluindo reconhecimento no World Press Photo, POY Latam, Prix Canon de Saint-Tropez e Prêmio Militão Augusto de Azevedo. Também foi responsável pela direção dos filmes da exposição “Amazônia – Sebastião Salgado”.

    Fernando Jensen – Fotógrafo documental, desenvolve seu trabalho principalmente em torno de temas sociais, direitos humanos e narrativas pouco visibilizadas no contexto urbano. Seus projetos autorais são construídos a partir da escuta e da convivência com as pessoas retratadas, articulando fotografia, texto e depoimento como elementos de uma mesma narrativa.

    Victor Angelo Caldini – Iniciou sua trajetória na fotografia em 2020, durante a pandemia, registrando voluntariamente o trabalho de coletivos e organizações não governamentais. Foi nesse período que conheceu o Padre Júlio e passou a acompanhar sua convivência com a população em situação de rua. A partir dessa experiência, passou a utilizar a fotografia para registrar histórias de dignidade, resistência e humanidade. Seu trabalho já foi publicado e exibido em jornais, revistas, livros, filmes e festivais. Suas fotografias já circularam por países como Suíça, Áustria e Estados Unidos. Atualmente, é fotógrafo oficial da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo, atua como coordenador de comunicação e também como voluntário ao lado do Padre Júlio Lancellotti.

    Tr3ze – Nascido no Rio de Janeiro e formado em Engenharia de Software, iniciou sua trajetória na fotografia em 2025, durante uma viagem de mochila pelo Brasil. A experiência começou como uma busca por conhecer o próprio país e se transformou em um projeto de aproximação com histórias e personagens brasileiros. Interessado pela fotografia e pelas palavras, desenvolve um trabalho voltado a narrativas populares e originais, especialmente histórias relacionadas à resistência diante do tempo e dos preconceitos. Utiliza a fotografia como meio para construir uma visão otimista e humana do Brasil.

    Sobre o curador Geraldo Lacerdine – artista brasileiro nascido em 1977, em Minas Gerais, concebe a arte como uma força de transformação social. Seu trabalho aborda questões relacionadas à exclusão, ao preconceito, à discriminação e à exploração cultural e intelectual. Formado em Filosofia, com especializações em filosofia da arte, teatro, gestão educacional e psicanálise, define sua produção como expressionismo contemporâneo. Sua obra se desenvolve em diferentes vertentes, entre elas as poéticas relacionadas à literatura, as obras figurativas e a produção de temática sacra. Dedica-se à arte há mais de 25 anos e começou a pintar ainda na infância, por volta dos sete anos de idade. Lacerdine é ex-padre da Ordem dos Jesuítas e atuou durante anos como diretor de comunicação da ANEAS – Rede Jesuíta de Educação e na direção do Colégio São Luís, em São Paulo. Para ele, a arte deve ser capaz de  criar espaços de reflexão e diálogo sobre questões concretas da sociedade. A curadoria de “A Alfabetização do Olhar” parte dessa perspectiva ao aproximar fotografia, memória, documentação e debate social.

    Sobre a Lacerdine Galeria de Arte – Inaugurada em fevereiro de 2025, atua como espaço dedicado à arte contemporânea, ao diálogo entre diferentes linguagens e à inclusão. Recebe exposições, eventos performáticos, cinema e encontros artísticos, buscando aproximar diferentes públicos da produção cultural. A galeria foi concebida como um lugar de encontro entre artistas, curadores, críticos, pesquisadores e público, com uma programação que procura colocar a arte em diálogo com questões sociais e contemporâneas. O espaço abriga o Café FalasArtes, ampliando sua proposta de convivência e encontro em torno da produção artística e cultural.

    Instagram: @lacerdine | @cafefalasartes

     

    Serviço

    Exposição: A Alfabetização do Olhar – um ato de amor e responsabilidade
    Homenagem: Padre Júlio Lancellotti
    Curadoria: Geraldo Lacerdine
    Período: 18 de setembro a 18 de novembro de 2026
    Local: Lacerdine Galeria de Arte
    Endereço: Avenida Angélica, 2578, Higienópolis, São Paulo – SP
    Visitação: segunda a sábado, das 10h às 18h
    Abertura oficial: 18 de setembro de 2026, às 20h
    Artistas/fotógrafos: Daniel Camargo Kfouri, Fernando Jensen, Tr3ze e Victor Angelo Caldini

    Entrada gratuita

    Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/abertura-exposicao-a-alfabetizacao-do-olhar-um-ato-de-amor-e-responsabilidade/3575077

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    IA agentica: Empresas começam a transferir tarefas e processos inteiros para inteligência artificial

    14 de setembro de 2026

    Thiara Palmieri lança “Comunicadamente”, livro que une neurociência, comunicação e experiências de vida

    14 de setembro de 2026

    ConvergeLab Open Health Summit reúne no Rio especialistas para discutir novos modelos de inovação em ambientes regulados

    14 de setembro de 2026

    Projeto “Sou DaBelle” transforma consumidores em empreendedores com lojas virtuais próprias e oportunidade de renda extra

    14 de setembro de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.