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    Home»boticario»Crescimento de startups de beleza mostra que tecnologia passou de diferencial para infraestrutura
    boticario

    Crescimento de startups de beleza mostra que tecnologia passou de diferencial para infraestrutura

    Mercado global de beauty techs deve atingir US$ 172,99 bi até 2023, puxado por inteligência artificial, realidade aumentada, dispositivos conectados e soluções de personalização; inovação será um dos pilares da in-cosmetics Latin America 2026
    JoaoBy Joao15 de julho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    A in-cosmetics Latin America, evento 100% focado em matérias-primas para cosméticos, acelera para a próxima edição em setembro, no Expo Center Norte, que terá, mais uma vez, a inovação como um dos pilares da programação. O tema está diretamente ligado à explosão das beauty techs, startups de tecnologia na indústria da beleza, como tendência global. No centro das discussões, segundo Ana Beatriz Elia, head da incoslatam, está como a tecnologia deixou de ser diferencial para se tornar parte fundamental da infraestrutura de empresas do setor.

    Segundo dados do estudo da Liga Ventures e do Grupo Boticário, o Brasil já conta com 218 beautytechs ativas, que atuam desde o desenvolvimento de cosméticos inteligentes até soluções de personalização e novos ingredientes. O número faz parte de um universo em crescimento exponencial. Pesquisa da Grand View Research aponta que esse tipo de startup deve crescer quase 18% ao ano até 2030, ano em que deve ser alcançado o valor de US$ 172,99 bi mundialmente devido, principalmente, à inteligência artificial, realidade aumentada, dispositivos conectados e soluções de personalização.

    Para a executiva à frente do evento, esse crescimento traz duas reflexões importantes e que impactam nas decisões de mercado.

    “A primeira é que o crescimento deixa claro que há tanto potencial nas startups do setor que esse tipo de negócio continua atraindo investimentos. A segunda é que, com o surgimento de novas ferramentas, IA generativa vem se tornando um dos principais canais de descoberta de produtos”, explica.

    A análise é amparada por dados da S&P Global, que mostram que aportes de private equity e venture capital em empresas de beleza e cuidados pessoais somaram US$ 2,03 bi globalmente em 2025. Já um levantamento da finlandesa Revieve, mais de 25% dos consumidores norte-americanos já utilizam IA generativa para encontrar produtos, um indicativo de como o funil de compra de cosméticos está migrando dos buscadores tradicionais para esse tipo de interface.

    Papel e espaço das indie brands

    Entre os agentes que se conectam a esse movimento estão as indie beauty brands. Com estruturas mais ágeis e maior capacidade de experimentação, essas marcas conseguem testar tendências, ingredientes e conceitos com rapidez, contribuindo para acelerar a adoção de novidades pelo mercado.

    Segundo a NielsenIQ (NIQ), as indie beauty brands já representam 32% das vendas de beleza e cuidados pessoais e cresceram 22,3% no último ano, enquanto os grandes conglomerados avançaram 6,1%. O desempenho reforça a relevância dessas empresas em um setor cada vez mais aberto à inovação e à personalização.

    “A indústria da beleza passa por uma evolução constante, impulsionada por novas tecnologias, ingredientes e processos. A in-cosmetics Latin America acompanha esse movimento ao reunir empresas que estão na origem dessas transformações e marcas que ajudam a traduzir essas inovações para o consumidor final”, conclui Ana Beatriz Elia.

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