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    Home»diversidade»Brasil ocupa penúltima posição em ranking de ‘participação feminina nos conselhos de administração’ entre 28 países; confira
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    Brasil ocupa penúltima posição em ranking de ‘participação feminina nos conselhos de administração’ entre 28 países; confira

    Levantamento internacional aponta que o país mantém baixa representatividade feminina em cargos de decisão corporativa, ficando à frente apenas da Coreia do Sul.
    JoaoBy Joao15 de julho de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    A liderança feminina no mundo ‘business’ tem ditado transformações internacionais no mercado de trabalho. Hoje, a maioria das empresas em todo o mundo têm duas ou mais mulheres no conselho de administração e correspondem a quase 30% dos cargos no conselho, segundo dados da Governance QualityScore.

    Trilhar o caminho da Business Woman, no entanto, não é fácil. Muitas delas acabam desencorajadas, principalmente em mercados asiáticos como Taiwan, Índia, China e Coreia do Sul, onde menos de 20% dos conselhos são compostos por mulheres, de acordo com o relatório “Global Trends in Women’s Corporate Leadership 2026” da ISS-Corporate.

    Entre os mercados emergentes, o Brasil aparece acima da Coreia do Sul, mas ainda ocupa a penúltima posição do “ranking de participação feminina em conselhos de administração” de 28 países. Com a média de uma mulher por conselho (1,4), os ambientes executivos se transformaram em obstáculos para a força de trabalho feminina local.

    É nesse cenário que algumas das Business Women e personalidades se destacam na luta e na articulação feminina dentro do ecossistema de negócios. Mulher, mãe e empresária à frente de movimentos criativos há mais de duas décadas, Liu Berman explica que o olhar feminino é capaz de conectar diferentes gerações, frentes, comunidades e governanças das três instâncias em torno de um propósito comum.

    “Os dados mostram o atraso do mercado brasileiro e o quanto as empresas perdem em competitividade internacional ao ignorar esse potencial. A liderança feminina traz uma dinâmica essencial para a eficiência dos negócios e para a abertura de novas frentes financeiras, em contato com mercados consolidados como Espanha, França e Itália, que apresentam os maiores indicadores de cargos de diretoria ocupados por mulheres, ainda segundo a QualityScore. Isso significa que movimentar a economia exige capacidade de articulação e descentralização para transformar o ecossistema corporativo em um ambiente mais rentável, competitivo, e ao mesmo tempo, social e sustentável”, ressalta Berman.

    ‘Case de sucesso’ que inspira e potencializa mais de 200 mulheres no Brasil

    De um empreendimento de sucesso, o ‘Coreto Criativo’, até a jornada como speaker da COP30 e figura em destaque da economia circular, popular e criativa em 4 das 5 regiões do Brasil, Liu hoje é Presidente do Instituto Reinventando Futuros e uma das fundadoras do Instituto Elas na Economia Circular, sendo responsável pela assinatura de mais de 100 projetos e potencializando 200 mulheres nas frentes cultural, social e sustentável.

    “Há uma geração de profissionais qualificadas, empreendedoras e líderes que ainda encontram barreiras para chegar aos centros de decisão. A transformação desse cenário depende da mudança cultural, mas também de iniciativas – como dizemos, ‘solidárias, populares e criativas’. Pensamos muito no corporativo e esquecemos que há múltiplas frentes onde podemos atuar em conjunto. É pensar que a cultura, o social e os projetos ambientais também são fonte de renda sustentável, geração de oportunidades e desenvolvimento econômico. As mulheres ocupam esses espaços com maestria, fortalecendo redes, movimentando territórios e ampliando o impacto das transformações que queremos ver acontecer”, afirma.

    A empresária tem ampliado seus esforços para consolidar não somente a liderança, mas a formação de um conselho administrativo conduzido exclusivamente por mulheres. Somente no Instituto, Liu atua com uma equipe de lideranças composta por Fabíola Vasconcelos, vice-presidente e Curadoria de Impacto; Priscilla Arantes, Diretora de Projetos e Comunicação e Milena Negrão, Diretora de Programas de Educação; todas integrantes de uma estrutura de liderança 100% feminina. Especialista em Territórios Criativos e Sustentáveis, Liu Berman tem traduzido os esforços da cena feminina e da sua própria em mais de cinco mil criativos via rede de empreendedores.

    “É interessante, hoje, olhar para trás e ver o quanto essa caminhada escalou e nos colocou como uma das frentes da liderança feminina e da importância dela em todo o país. Essa rede solidária puxa constantemente uma e mais uma, demonstrando a força e o impacto social de cada uma de nós. Não é à toa que os mercados emergentes ainda sofrem com uma percepção atrasada da importância feminina em diferentes frentes, enquanto os consolidados possuem mais que o triplo dos números locais”, revela.

    Destacando o potencial do Brasil como território estratégico para inovação socioambiental através de ações e projetos sustentáveis, Liu também conduziu a criação de plataformas articuladoras de mercado, como o Maré de Mudanças, o ‘Fórum Nordeste de Economia Circular’ (FNEC) e o ‘Festival Nacional de Economia Popular e Solidária’ – atuando nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste; e caminhando pela primeira vez ao Norte e Centro-Oeste do país.

    Ao longo dessa trajetória, os projetos liderados por ela, que funcionam como hubs de conexão entre a comunidade, fundações globais e órgãos governamentais, já reuniram mais de 600 autoridades e especialistas internacionais em torno de debates sobre desenvolvimento sustentável, reforçando o Brasil e, especialmente, o Nordeste, como referência na construção de novos modelos de desenvolvimento.

    “Os resultados que alcançamos mostram que investir na liderança feminina não é apenas uma questão de equidade, mas de desenvolvimento econômico. Estamos ocupando espaços de decisão, ampliando perspectivas, fortalecendo comunidades e criando soluções inovadoras para desafios do presente e do futuro”, conclui Liu.

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