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    Home»Notícias Corporativas»Fim da escala 6×1 exige transição estruturada, diz Sintelmark
    Notícias Corporativas

    Fim da escala 6×1 exige transição estruturada, diz Sintelmark

    DinoBy Dino23 de junho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    A possível substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2 no Brasil precisa ser acompanhada de uma transição responsável para evitar efeitos colaterais indesejados sobre o emprego formal, especialmente em setores intensivos em mão de obra, como o de telesserviços e relacionamento com clientes.

    O alerta é de Luís Crem, presidente do Sindicato Paulista das Empresas de Contact Center (Sintelmark), entidade que representa um dos segmentos que mais empregam jovens e trabalhadores em primeiro emprego no país.

    Segundo Crem, o debate sobre a modernização das jornadas é legítimo e acompanha uma transformação global das relações de trabalho. No entanto, a implementação de mudanças estruturais sem planejamento adequado pode produzir consequências opostas às pretendidas.

    "Defendemos a evolução das relações de trabalho e reconhecemos a importância da qualidade de vida dos profissionais. Mas uma mudança dessa magnitude exige previsibilidade, diálogo e adaptação gradual para que não resulte em perda de empregos justamente em um momento de forte avanço tecnológico", afirma.

    O setor de telesserviços opera, em grande parte das vezes, 24 horas por dia, sete dias por semana, atendendo bancos, empresas de telecomunicações, varejo, saúde, utilities, tecnologia e serviços digitais. A redução da jornada impacta diretamente o dimensionamento das equipes, os contratos em vigor, os custos operacionais e os níveis de serviço exigidos pelos contratantes.

    De acordo com o presidente do Sintelmark, a preocupação central está na necessidade de que a implementação das novas regras ocorra de forma planejada, respeitando as características operacionais do setor e garantindo condições para que empresas e trabalhadores se adaptem ao novo cenário com previsibilidade e segurança jurídica.

    "Uma mudança dessa magnitude exige diálogo permanente entre representantes dos trabalhadores e das empresas. A construção de soluções negociadas será essencial para preservar empregos, manter a competitividade do setor e assegurar a continuidade dos serviços prestados à população", observa Crem.

    O setor emprega 1,5 milhão de trabalhadores em todo o país e historicamente funciona como importante porta de entrada para jovens no mercado formal. Por isso, a entidade defende que qualquer alteração nas regras de jornada seja acompanhada de mecanismos de preservação de empregos, adaptação progressiva dos contratos e reconhecimento das particularidades das operações contínuas.

    "O texto aprovado pela Câmara reconhece a importância das negociações coletivas para a implementação das mudanças em setores que possuem escalas específicas. Nesse contexto, os sindicatos patronais e laborais assumem papel estratégico na construção de soluções que conciliem os avanços pretendidos pela PEC com a preservação dos empregos formais e a continuidade dos serviços essenciais", destaca o presidente do Sintelmark.

    Entre os pontos considerados fundamentais pelo setor estão:

    • Implementação gradual e com cronograma previsível;
    • Adequação dos contratos vigentes entre contratantes e prestadores de serviço;
    • Segurança jurídica para modelos de escala e compensação de jornada;
    • Proteção dos empregos durante o período de transição;
    • Flexibilidade operacional para atividades que exigem cobertura contínua e atendimento 24×7.

    "É possível avançar na modernização das jornadas sem comprometer a competitividade das empresas e sem colocar em risco milhares de postos de trabalho. O desafio é construir uma transição equilibrada, que proteja os trabalhadores, preserve empregos e garanta a continuidade dos serviços essenciais à população", conclui.

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