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    Home»Negócios»Justiça da União Europeia impõe novo freio ao acordo UE–Mercosul
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    Justiça da União Europeia impõe novo freio ao acordo UE–Mercosul

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio28 de janeiro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Análise da Corte suspende ratificação e afasta perspectiva de vigência a curto prazo

    O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul entrou em uma nova fase de incerteza após ser submetido à análise do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), instância responsável por avaliar a compatibilidade do tratado com o direito europeu. O encaminhamento transfere o debate para o campo jurídico e afasta, ao menos no curto prazo, qualquer perspectiva concreta de entrada em vigor do acordo.

    Para Andrea Weiss, advogada especializada em comércio internacional e sócia da Monteiro & Weiss Trade, a iniciativa representa um freio institucional relevante no processo de ratificação e evidencia dúvidas jurídicas substanciais quanto à legalidade do texto no âmbito do ordenamento europeu.

    “A submissão do acordo à Justiça Europeia indica a existência de questionamentos jurídicos relevantes e reflete, ao mesmo tempo, a forte divisão política interna na União Europeia em torno do tratado”, afirma.

    Segundo a especialista, a consequência imediata é a paralisação do processo decisório dentro do bloco europeu, o que amplia a insegurança jurídica para empresas, exportadores, investidores e governos.

    “Na prática, o acordo entra em compasso de espera, sem efeitos econômicos concretos e sem um horizonte claro de entrada em vigor”, diz Andrea.

    Embora exista o risco de cancelamento definitivo, a advogada avalia que esse não é o cenário mais provável. A experiência histórica da União Europeia indica uma tendência à busca de soluções técnicas para viabilizar acordos submetidos a questionamentos jurídicos.

    “Quando a Corte identifica incompatibilidades, o caminho mais comum é a adaptação do texto, por meio de ajustes jurídicos, protocolos adicionais ou declarações interpretativas. O maior risco, neste momento, é o prolongamento excessivo do processo”, explica.

    Enquanto o TJUE não emitir seu parecer, a implementação do acordo permanece suspensa do lado europeu, independentemente de avanços legislativos nos países do Mercosul.

    “Mesmo que haja aprovação interna no Brasil e nos demais países do Mercosul, o que tende a ocorrer, inclusive como forma de sinalizar compromisso político e pressionar o lado europeu, sem a manifestação da Justiça Europeia o Parlamento Europeu não pode concluir a ratificação”, afirma.

    A possibilidade de aplicação provisória do acordo, embora exista em tese, já que o direito da União Europeia admite esse mecanismo para acordos internacionais, não se mostra viável no contexto atual, diante do questionamento formal de sua legalidade perante o Tribunal de Justiça da União Europeia.

    “Aplicar provisoriamente um texto cuja legalidade está sob exame criaria insegurança jurídica e potencial conflito institucional. Não há, hoje, espaço político nem jurídico para isso”, destaca Andrea.

    Entre os pontos mais sensíveis submetidos à análise da Corte estão a base legal para a ratificação, as cláusulas ambientais, os mecanismos de solução de controvérsias e a preservação da autonomia regulatória da União Europeia.

    Além disso, o acordo enfrenta uma dificuldade estrutural de natureza política: a negociação agrícola. O setor agrícola europeu possui forte peso político, especialmente em países como França, Irlanda e Polônia, onde o voto do setor agrícola é relevante e tem sido decisivo para bloquear avanços no processo.

    Apesar disso, Andrea ressalta que o prolongamento do impasse impõe custos crescentes para ambos os blocos.

    “Enquanto o acordo não entra em vigor, União Europeia e Mercosul perdem oportunidades econômicas diariamente. A ausência de um marco regulatório comum limita comércio, investimentos e integração produtiva”, observa.

    A advogada destaca ainda que o atual contexto geopolítico reforça a busca global por novos acordos comerciais, em resposta ao enfraquecimento das estruturas multilaterais tradicionais.

    “Há um movimento claro de diversificação de parcerias comerciais. A União Europeia negocia com Índia e Japão; o Mercosul, além do acordo com a UE, concluiu o acordo com a EFTA e negocia com o Canadá”, aponta.

    Segundo Andrea, essa dinâmica reflete uma tentativa de reduzir dependências estratégicas em um cenário de tensões entre grandes potências.

    “Existe uma pressão geopolítica para ampliar e diversificar acordos bilaterais. No entanto, no caso europeu, essa pressão não supera os limites jurídicos do sistema institucional. Sem o aval da Justiça, o acordo simplesmente não avança”, conclui.

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