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    Home»Saúde»Conheça os tipos mais comuns de diabetes
    Saúde

    Conheça os tipos mais comuns de diabetes

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio8 de dezembro de 2023Updated:8 de dezembro de 2023Nenhum comentário5 Mins Read
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    Números divulgados pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) mostram o Brasil em 6° lugar na incidência da doença no mundo. São mais de 15 milhões de pessoas adultas no país com essa condição. A estimativa é que a doença alcance 23 milhões de adultos brasileiros até 2045.

    A diabetes é um conjunto de doenças metabólicas que se caracteriza pela glicose alta no sangue (hiperglicemia). Ela pode ser causada pela resistência dos tecidos periféricos à insulina, deficiência de secreção de insulina pelo pâncreas ou a combinação das duas. Uma das principais formas é a diabetes do tipo 1, que não apresenta herança genética muito expressiva, ocorrendo de forma esporádica em algumas pessoas. De acordo com o médico Luis Felipe Paschoali, trata-se de uma doença autoimune. “O corpo produz anticorpos contra as células beta do pâncreas, que são as responsáveis pela secreção de insulina, causando a sua destruição, levando com o tempo a um estado de depleção de insulina e hiperglicemia”, explica. Ela ocorre, principalmente, em crianças e adolescentes. Em muitos casos é descoberta através da forma mais grave: a cetoacidose diabética, caracterizada por glicose alta no sangue, acidose (sangue mais ácido que o normal) e a presença de corpos cetônicos no sangue e na urina. Isso resulta da degradação da gordura e são utilizados como fonte de energia pelo cérebro, além de desidratação intensa e a perda de potássio pela urina. A hiperventilação (aumento da frequência respiratória), coma (rebaixamento do nível de consciência) e hálito cetônico (cheiro de acetona no hálito) são os sintomas mais comuns. O médico diz que nesses casos há necessidade de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pois é uma condição potencialmente fatal, e o tratamento é baseado em hidratação venosa, reposição de potássio e utilização de insulina que deve ser feita de forma cuidadosa.

    Já o tipo 2 de diabetes tem herança genética mais definida e está relacionada à obesidade, sobrepeso e sedentarismo. “É caracterizada pela resistência dos tecidos periféricos, como o tecido muscular, hepático (do fígado) e do tecido gorduroso à insulina. Contudo, em estados mais avançados, pode haver uma falência das células beta do pâncreas diminuindo ou até mesmo abolindo a secreção de insulina, o que contribui ainda mais para que haja um excesso de glicose no sangue”, alerta. Luis Felipe conta que esse tipo de diabetes acomete indivíduos mais velhos, no entanto, o aumento da obesidade infantil tem desencadeado casos da doença em crianças e adolescentes.

    Outro tipo é a diabetes gestacional nas mulheres grávidas. O tratamento deve ser conduzido em centros especializados, com profissionais experientes no cuidado dessa doença. “É baseado na administração de insulina e a hiperglicemia pode causar má-formação nos fetos, além de aumentar o risco do desenvolvimento de hipoglicemia neonatal — açúcar baixo no sangue do recém-nascido”, detalha o médico. Ele destaca que o problema se resolve após a gestação, mas existe a possibilidade de a paciente se manter diabética e apresentar um risco aumentado de desenvolver a patologia no futuro.

    Dr. Luís Paschoali – Foto divulgação

    Conforme Paschoali, existem outros tipos de diabetes menos frequentes que estão associados na combinação entre resistência insulínica, destruição autoimune das células beta do pâncreas ou por mutações genéticas, como a Mody, que ocorre em pacientes adultos jovens. “É de difícil diagnóstico e, geralmente, confundida como diabetes do tipo 1. A do tipo Lada ocorre em adultos mais velhos e tem um forte componente autoimune, mas com uma progressão mais lenta que a diabetes do tipo 1”, finaliza.

    Quando suspeitar da diabetes?

    Segundo o médico Luis Felipe Paschoali, os sintomas clássicos da diabetes são poliúria, aumento no volume e frequência da urina. O excesso de sede, conhecido como polidipsia, é o excesso de glicose no sangue, que “puxa” água dos tecidos na tentativa de diluí-la. Já a polifagia, excesso de fome, o corpo entende que está com fome, e não consegue absorver a glicose, estimulando o centro da fome no cérebro. Paschoali salienta que esses sintomas são mais característicos da diabetes tipo 1, em que há também perda de peso. No entanto, esses sintomas também podem estar presentes no tipo 2, principalmente em estágios mais avançados quando existe falência das células beta do pâncreas, que são responsáveis pela secreção de insulina. Em estágios mais precoces, o pouco de insulina que circula no sangue dos pacientes muitas vezes são suficientes para amenizar a intensidade desses sintomas, sendo a maior parte dos diagnósticos é feito através de exames de rotina.

    Pré-diabetes

    O pré-diabetes é um termo utilizado para caracterizar níveis alterados da glicose sanguínea coletada em jejum, teste de tolerância à glicose e da hemoglobina glicada — exame que reflete a glicose no sangue nos últimos três meses, mas que não atingem os níveis que a Associação Americana de Diabetes estabelece para fechar o diagnóstico de diabetes. “Para se fechar o diagnóstico, tanto de pré como de diabetes, é necessário que haja pelo menos dois exames alterados. Além disso, apesar de ainda não ser considerado um diabetes franco, os portadores dessa condição estão mais propensos a desenvolver diabetes do tipo dois e todas as suas complicações, incluindo aumento da mortalidade por causas cardiovasculares”, ressalta.

    Manchas escuras nas dobrinhas da pele: um sinal para ficar atento

    Luis Felipe diz que manchas escuras, com um aspecto aveludado em regiões de dobras, principalmente no pescoço, mas que também podem ocorrer nas axilas, nas articulações do cotovelo, não devem ser confundidas como sinal de falta de higiene e não devem ser negligenciadas. “Elas devem levantar a suspeita da existência de uma condição chamada de resistência periférica à insulina, afecção que pode aumentar o risco do desenvolvimento do diabetes tipo dois”, alerta. O médico orienta que a pessoa procure atendimento caso note algum sinal, pois a condição é tratável e, em alguns casos, até mesmo reversível.

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