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Entre os principais indicadores do grau de democracia numa sociedade está a liberdade de imprensa. A imprensa livre está consagrada na nossa Constituição democrática e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Ataques a jornalistas e agressões a veículos de comunicação são, portanto, manifestações que colidem com o mandamento constitucional e indicam pouco apreço pelo pluralismo democrático.
Todo aprendiz de tiranete tenta calar vozes críticas e independentes. Toda seita de extremistas busca desacreditar opiniões dissonantes.
Os métodos empregados são os mais variados: desde a asfixia econômica, pressionando anunciantes e assinantes dos veículos de comunicação não alinhados com o oficialismo; até a intimidação física, com ameaças, agressões e mesmo atentados e assassinatos dos profissionais de imprensa.
Além disso, o financiamento com verbas públicas de emissoras, jornais e portais “chapas-brancas” para divulgarem a versão oficial; e outros, da “imprensa marrom”, com a finalidade de difamarem os opositores.
Na recente ditadura militar que oprimiu o Brasil por duas décadas, houve de tudo. Jornalistas foram perseguidos, cassados, caçados, exilados e banidos. As redações eram censuradas. Determinados assuntos eram proibidos. Transparência zero e arbitrariedade total. Um jornalista paulista, Vladimir Herzog, foi covardemente assassinado quando estava sob a custódia do Exército brasileiro. Esse crime não foi o único, mas foi determinante para desmascarar a crueldade pútrida daquele regime.
Como se sabe, ainda hoje é necessário denunciar a incompetência e a corrupção daquela ditadura, uma vez que se encon…
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