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    Home»Negócios»Saída dos EUA de organizações internacionais eleva incerteza no comércio global
    Negócios

    Saída dos EUA de organizações internacionais eleva incerteza no comércio global

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio14 de janeiro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Decisão do governo Trump afasta o país de fóruns que coordenam regras comerciais e pode encarecer operações

     

    A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, de retirar o país de 66 organizações internacionais, entre elas 31 ligadas ao sistema das Nações Unidas (ONU), marca uma inflexão relevante na governança global e acende alertas no comércio internacional. Ao classificá-las como contrárias aos interesses nacionais dos EUA, Washington sinaliza uma postura ainda mais unilateral, com potenciais impactos sobre regras comerciais, padrões regulatórios e a previsibilidade das relações econômicas globais.

    Ao atingir entidades centrais para temas como comércio, meio ambiente, desenvolvimento sustentável, direitos trabalhistas e cooperação técnica, a medida aprofunda o distanciamento dos EUA de fóruns multilaterais que historicamente serviram como espaços de harmonização normativa. Entre as organizações afetadas estão a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Centro de Comércio Internacional (ITC) e a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

    No campo do comércio internacional, especialistas avaliam que o afastamento dos Estados Unidos tende a enfraquecer instâncias responsáveis por estabelecer regras, boas práticas e mecanismos de cooperação internacional, especialmente relevantes para países em desenvolvimento. A retração americana nesses fóruns pode acelerar a fragmentação do sistema comercial global, com maior prevalência de acordos bilaterais e regionais em detrimento de mecanismos multilaterais baseados em regras comuns. Trata-se de um movimento que já vinha sendo observado ao longo dos anos, mas que, ao ser adotado de forma unilateral por uma potência com enorme peso no comércio mundial, tende a intensificar esse processo e pode, inclusive, comprometer a continuidade de certos organismos internacionais.

    Para Carol Monteiro, advogada especialista em comércio internacional e sócia do escritório Monteiro & Weiss Trade, a decisão tende a gerar efeitos diretos sobre o fluxo global de bens, serviços e investimentos.

    “Quando a maior economia do mundo se afasta de organizações que definem parâmetros técnicos, comerciais e regulatórios, o impacto imediato é o aumento da incerteza. As empresas passam a operar em um ambiente menos previsível, com maior risco jurídico e custos mais elevados de conformidade”, afirma.

    Segundo a especialista, a saída dos Estados Unidos de fóruns ligados ao comércio e ao desenvolvimento pode enfraquecer mecanismos de cooperação fundamentais para países emergentes e exportadores. Ela ressalta ainda que outros organismos internacionais já haviam sido alvo de medidas semelhantes e cita o esvaziamento da Organização Mundial do Comércio (OMC), que atravessa uma crise acentuada a partir da paralisia do Órgão de Apelação, decorrente da recusa dos EUA em indicar novos membros. Esse órgão era responsável por assegurar o cumprimento das decisões no âmbito do sistema de solução de controvérsias da OMC. Embora a crise da organização não se limite a esse fator, a atuação dos Estados Unidos no bloqueio das indicações foi determinante para o estágio atual de enfraquecimento institucional.

    “Coincidentemente, as medidas de esvaziamento da OMC ocorreram sob o argumento de que os Estados Unidos não adotariam compromissos que contrariassem seus próprios interesses, lógica semelhante à descrita agora na nota informativa recente. Além da OMC, instituições como a UNCTAD e o Centro de Comércio Internacional desempenham papel relevante na redução de assimetrias comerciais. A saída dos EUA desses espaços tende a favorecer acordos bilaterais assimétricos, nos quais países menores dispõem de menor poder de barganha”, explica Monteiro.

    A decisão também pode repercutir em negociações comerciais em curso e futuras. Ao se afastar de organizações que oferecem suporte técnico e normativo ao comércio internacional, os Estados Unidos sinalizam menor disposição para compromissos multilaterais, o que pode dificultar avanços em temas como facilitação de comércio, comércio digital e convergência regulatória.

    No plano prático, o movimento tende a afetar cadeias globais de valor altamente integradas, nas quais os EUA exercem papel central como importador, exportador e investidor. Setores dependentes de regras previsíveis, como agronegócio, energia, manufatura avançada e tecnologia podem enfrentar aumento de custos operacionais e maior cautela em decisões de investimento de longo prazo.

    “O comércio internacional depende de previsibilidade. Com a fragmentação institucional, empresas globais podem ser obrigadas a revisar contratos, cláusulas de compliance e estratégias de fornecimento”, afirma a advogada.

    A retirada americana de organizações ligadas à agenda climática e ambiental também pode gerar efeitos indiretos sobre o comércio, sobretudo diante do avanço de exigências ambientais em grandes mercados consumidores.

    “Mesmo que os EUA busquem flexibilizar padrões internamente, as empresas americanas continuam inseridas em cadeias globais que exigem conformidade com regras ambientais, sociais e de governança para acessar mercados e financiamento”, avalia Monteiro.

    Para países emergentes, o enfraquecimento do multilateralismo pode aprofundar assimetrias comerciais. Esses países costumam depender mais de organismos internacionais para apoio técnico, inserção em cadeias globais e redução de barreiras não tarifárias.

    “A tendência é de maior peso do poder econômico nas negociações. Isso pode penalizar exportadores de países em desenvolvimento e reduzir o comércio baseado em regras”, diz

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