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    Home»Negócios»Quando a IA erra, quem valida? Nova profissão surge para supervisionar agentes inteligentes
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    Quando a IA erra, quem valida? Nova profissão surge para supervisionar agentes inteligentes

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio30 de janeiro de 2026Updated:30 de janeiro de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, mais de 170 milhões de novas profissões com a adoção da IA; especialista global em software e tecnologia low-code detalha como poderá ser a função de um validador de agentes

    O desenvolvimento dos agentes autônomos segue redefinindo o mercado de trabalho global como um dos avanços mais significativos da era da Inteligência Artificial. A adoção dos AI Agents tem impulsionado a demanda por novas funções voltadas à supervisão, validação e garantia da qualidade das tarefas automatizadas. De acordo com relatório recente do Fórum Econômico Mundial (WEF), até 2030, cerca de 22% dos empregos atuais serão transformados. A projeção aponta para a criação de aproximadamente 170 milhões de vagas novas e a extinção de 92 milhões de postos de trabalho, resultando em um saldo positivo de 78 milhões de empregos.

    Para Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineer Manager da Jitterbit, a profissão de validador de agentes de Inteligência Artificial surge como uma função estratégica no futuro da automação inteligente nos negócios. “Ainda estamos em um momento em que não é possível confiar cegamente na IA. Pode parecer óbvio, mas é fundamental reforçar a necessidade da presença humana nos processos e na criação de novas funções no mercado. O validador de IA poderá facilmente ser uma delas, garantindo eficiência com resultados reais”, explica.

    As atribuições dessa nova função vão além da mitigação de riscos. O papel do validador envolve assegurar uma gestão segura, ética e confiável das operações em empresas que adotam agentes inteligentes como parte de seus processos. “A principal preocupação está na forma como esses sistemas são construídos e na possibilidade da IA gerar respostas imprecisas ou incorretas. O objetivo do profissional será revisar, validar e confirmar as ações dos agentes, garantindo a ausência de alucinações e o retorno esperado das tarefas executadas”, afirma Marcos.

    Segundo o executivo, a integração entre humanos e agentes inteligentes pode seguir dois modelos distintos. “No modelo ativo, o humano participa diretamente da execução. O agente conduz a tarefa até determinado ponto, como no atendimento a um usuário, e a partir dali o profissional avalia e decide os próximos passos. Já no modelo passivo, o humano recebe notificações sobre o andamento da operação. Em ambos os casos, a presença humana é essencial para aprovações, workflows, decisões estratégicas e julgamentos críticos”, detalha.

    O papel do colaborador humano passa a ser garantir o sucesso, a segurança e a confiabilidade das etapas automatizadas da jornada, especialmente em atividades que exigem maior complexidade, persuasão ou conhecimento técnico, ainda fortemente dependentes da percepção humana ou de abordagens híbridas.

    O levantamento do Fórum Econômico Mundial também destaca que as habilidades mais valorizadas pelos empregadores continuam sendo as chamadas competências centrais. O pensamento analítico lidera a demanda, seguido por atributos humanos como resiliência, agilidade, liderança e influência social. Até 2030, as competências com maior crescimento esperado incluem áreas técnicas como IA, big data, redes, cibersegurança e alfabetização tecnológica, além de criatividade, flexibilidade, curiosidade e aprendizado contínuo.

    “O validador de agentes de IA sintetiza a essência da nova era do trabalho. Trata-se de um profissional que combina conhecimento técnico em inteligência artificial e novas tecnologias com o julgamento humano necessário para lidar com a incerteza e garantir a confiança em sistemas autônomos. Essa função reflete a tendência de que os agentes precisarão ser treinados e supervisionados por humanos capacitados, capazes de reconhecer situações críticas e aplicar senso crítico. No fim, nosso diferencial segue sendo o olhar atento e o desenvolvimento contínuo, independentemente da profissão”, conclui Marcos.

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