Relatório do ACSM mostra tendências e explora como inteligências artificiais irão modificar a prática de exercícios físicos
O mercado fitness contará com tecnologias de personalização baseadas em Inteligência Artificial (IA) em 2026, o que deverá auxiliar na mudança de hábitos de consumo e prática de exercícios físicos em todo o mundo, conforme do American College Of Sports Medicine (ACSM).
Relatório realizado pela instituição antecipa que as tecnologias vestíveis, como os relógios e as pulseiras inteligentes, irão oferecer experiências personalizáveis aos usuários. O monitoramento em tempo real de batimentos cardíacos, pressão arterial e níveis de glicose são alguns exemplos.
Os algoritmos inteligentes dos dispositivos já têm a capacidade de identificar padrões e riscos potenciais à saúde, como destaca o documento. Os dados de monitoramento podem ser acessados e consultados na própria interface dos aparelhos.
Diante das inovações, o ACSM defende que as inovações tecnológicas serão capazes de incentivar mais pessoas a praticarem atividades físicas e deixarem o sedentarismo, situação na qual um terço da população mundial adulta se encontra, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O ACSM também prevê que as atividades recreativas de esporte para adultos serão altamente procuradas no próximo ano. A Global Wellness Institute orienta que os novos praticantes de exercícios físicos devem se atentar à escolha adequada das roupas para a execução de cada modalidade esportiva.
O conjunto de academia feminino pode ser utilizado por mulheres em caminhadas, corridas e treinos de musculação, por exemplo. Os homens podem optar por bermuda e camiseta. Outro item de atenção é o tênis adequado para cada tipo de atividade física.
Para quem pretende iniciar a prática regular da natação, atividade aeróbica que reduz riscos de obesidade e síndromes metabólicas, segundo o National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH), pode optar entre comprar maiô ou macacão, considerando o que for mais confortável.
84% dos jovens brasileiros são sedentários
O Brasil é o país mais sedentário da América Latina, segundo a OMS. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 47% dos adultos brasileiros são fisicamente inativos. A porcentagem de jovens sedentários é ainda maior: 84%.
Segundo o ACSM, a aposta do mercado fitness para reverter a realidade do sedentarismo será o treino personalizado. Ferramentas com IA conseguirão entregar listas de exercícios físicos que proporcionam flexibilidade e acessibilidade aos usuários.
De acordo com publicação da Revista Brasileira de Educação Física, Saúde e Desempenho, a IA poderá otimizar a prescrição de treinos individualizados ao processar variáveis físicas de cada pessoa. Ou seja, o software inteligente levará em conta a idade, o peso e os resultados do monitoramento de frequência cardíaca e calorias queimadas.
Os algoritmos das IAs poderão aprender com as preferências e os hábitos dos usuários, segundo a publicação. Com o armazenamento e a análise de dados padronizados, as ferramentas fitness conseguirão ser mais precisas na recomendação nutricional e na sugestão de cardápios da dieta, acrescenta.
Tecnologias imersivas e popularização de comunidades fitness
De acordo com o Global Growth Insights, a utilização da realidade virtual e da realidade aumentada em treinamentos virtuais será tendência no próximo ano. As tecnologias deverão ser acessíveis à distância e adaptadas para públicos diversos, incluindo pessoas com deficiência.
O Global Growth Insights ainda prevê que jogos e desafios interativos deverão se tornar aliados no combate ao desânimo de jovens e adultos para a prática de atividades físicas. A realidade aumentada permitirá que os usuários acompanhem em tempo real dados de performance durante uma corrida, por exemplo, por meio de uma interface virtual.
O American College Of Sports Medicine adianta que as comunidades fitness deverão se tornar virais em 2026. Os praticantes de modalidades esportivas similares poderão trocar relatos, conquistas, sugestões e dúvidas nessas plataformas digitais.
Atividade física para melhorar a saúde mental
A saúde mental continuará sendo um tópico de alerta em 2026, e as atividades físicas serão incentivadas como parte do tratamento dessas condições, conforme o relatório do ACSM. A OMS recomenda a realização regular de exercícios físicos para a redução de sintomas de depressão e ansiedade.
A procura por atividades que unem equilíbrio, fluxo e desenvolvem a conexão mente-corpo, como pilates e yoga, também seguirá em alta em 2026. O National Center for Complementary and Integrative Health enfatiza que essas modalidades contribuem para a melhora da mobilidade, da postura e do controle respiratório.
O American College Of Sports Medicine justifica que o pilates e yoga auxiliam na desconexão momentânea com as telas, como os smartphones, estimulando a conquista do bem-estar emocional.
