Fidelização entre empresas ganha força no Brasil e se consolida como diferencial competitivo para marcas que buscam retenção, recorrência e aumento de ticket médio
O mercado de fidelização vive um novo ciclo de maturidade – e ele é cada vez mais B2B. Segundo o Global Customer Loyalty Report 2025, 31% do orçamento de marketing das empresas já está destinado a programas de fidelidade e CRM, marcando o maior patamar dos últimos anos. Inserida nesse cenário de expansão, a Loyalme, startup que nasceu dentro da Cuponeria para oferecer soluções de fidelização, bateu a marca de 10 bilhões de reais movimentados em 2025, impulsionada principalmente por programas de fidelização entre empresas.
No centro desse movimento está o loyalty B2B, uma vertical que se fortalece à medida que as companhias percebem que fidelizar apenas o consumidor final já não é suficiente. Hoje, distribuidores, revendedores, parceiros estratégicos e canais indiretos passaram a ocupar papel central na competitividade das organizações – o que coloca a relação entre empresas no centro da agenda comercial.
“O movimento é claro: as empresas querem construir relações mais sólidas e inteligentes com quem influencia diretamente seus resultados. Fidelizar parceiros corporativos deixou de ser diferencial e virou requisito de competitividade”, afirma Nara Iachan, CMO e cofundadora da Loyalme.
Nesse modelo, companhias de diversos setores – de bancos e bandeiras de cartão a redes de varejo e instituições de ensino, como Bradesco Financiamentos, Natura e Ticket, estruturam programas completos de relacionamento para a sua cadeia, utilizando benefícios como cashback, acúmulo de pontos, bonificações, campanhas de incentivo e experiências personalizadas, geralmente operados em plataformas White Label, que permitem identidade própria e governança total dos dados.
A executiva destaca que, no ambiente B2B, o loyalty assume uma função mais estratégica: ele deixa de ser apenas uma lógica de recompensa e passa a atuar como um mecanismo de performance comercial, impactando diretamente na previsibilidade de demanda, gestão de estoque, recorrência de compras e redução de ruptura.
“Quando uma empresa cria incentivos direcionada a parceiros de sua cadeira, ela fortalece o relacionamento, aumenta a aderência às metas e garante maior alinhamento operacional. As organizações estão entendendo que competitividade não nasce apenas da venda, nasce de parcerias sustentáveis, contínuas e inteligentes. É isso que os programas B2B estão transformando”, finaliza.
