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    Home»Negócios»De marca local a operação internacional: como Morgana Naciff construiu uma estratégia global para superar os desafios da indústria da moda
    Negócios

    De marca local a operação internacional: como Morgana Naciff construiu uma estratégia global para superar os desafios da indústria da moda

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio27 de janeiro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Enquanto a indústria da moda brasileira enfrenta entraves estruturais, a empresária Morgana Naciff Wilhelms constrói uma trajetória internacional que exemplifica como inovação, posicionamento de marca e estratégia global podem transformar obstáculos internos em oportunidades externas.

    À frente da Coastal Chic Swimwear, com operação nos Estados Unidos, Morgana atua em um dos mercados mais competitivos do mundo ao mesmo tempo em que mantém vínculos produtivos e criativos com o Brasil, fortalecendo a presença internacional do design nacional.

    “O Brasil tem talento, criatividade e identidade cultural fortes. O desafio está em transformar isso em competitividade global diante das barreiras estruturais internas”, afirma Morgana.

     

    O impacto do “Custo Brasil” na indústria da moda

    Apesar do potencial criativo e produtivo do país, a cadeia da moda brasileira ainda convive com o chamado “Custo Brasil”, termo que engloba ineficiências estruturais que elevam significativamente o custo de produção nacional.

    Estudos conduzidos por entidades ligadas ao Movimento Brasil Competitivo estimam que o “Custo Brasil”, represente quase R$ 2 trilhões adicionais por ano em relação à média dos países da OCDE. Esse cenário afeta diretamente setores intensivos em mão de obra, como o têxtil e o vestuário, por meio de encargos trabalhistas elevados, insegurança jurídica, gargalos logísticos, infraestrutura precária e custos relacionados à segurança pública.

    Para empresas do setor de moda, esses fatores reduzem margens, dificultam investimentos em inovação e limitam a competitividade internacional.

    “O empreendedor brasileiro precisa ser extremamente resiliente. Produzir moda no Brasil exige eficiência operacional, criatividade financeira e visão estratégica para sobreviver em um ambiente de alto custo estrutural”, explica Morgana.

     

    O papel das pequenas e médias empresas na internacionalização

    O setor de moda no Brasil é composto majoritariamente por micro, pequenas e médias empresas, responsáveis por grande parte da geração de empregos e da diversidade criativa do mercado. Para esse perfil de negócio, o processo de internacionalização costuma ser ainda mais desafiador.

    No entanto, iniciativas institucionais vêm ampliando o acesso ao mercado externo. Programas como a Plataforma Brasil Exportação, com participação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e apoio da ApexBrasil, oferecem suporte técnico, capacitação e conexões comerciais para facilitar a entrada de marcas brasileiras em mercados internacionais.

    “Hoje existem ferramentas que ajudam pequenas marcas a pensar globalmente desde o início. O segredo é combinar apoio institucional com posicionamento estratégico e construção de marca forte”, avalia a empresária.

     

    Brasilidade como ativo estratégico no branding global

    Em um cenário global cada vez mais competitivo, a identidade cultural brasileira surge como um diferencial estratégico. Especialistas em marketing apontam que a brasilidade, quando trabalhada de forma autêntica, fortalece o valor percebido das marcas no exterior.

    Elementos como diversidade cultural, estética tropical, lifestyle praiano, sustentabilidade e criatividade são atributos valorizados no mercado internacional, especialmente nos segmentos premium e lifestyle.

    “A brasilidade não é apenas estética. Ela carrega narrativa, emoção e identidade. Quando bem posicionada, se transforma em vantagem competitiva real”, afirma Morgana.

    Na Coastal Chic Swimwear, essa estratégia é aplicada por meio do design, storytelling da marca e comunicação visual alinhada ao conceito de lifestyle global.

     

    Tarifas americanas em 2026 e o novo cenário para a moda brasileira

    O ambiente de comércio internacional também passou por mudanças relevantes em 2026. O governo do presidente Donald Trump, em seu segundo mandato, ampliou políticas de proteção à indústria doméstica americana, incluindo revisões tarifárias sobre produtos importados em diversos segmentos, entre eles o setor têxtil e de vestuário.

    Essas medidas aumentaram a pressão sobre custos de importação e exigiram maior planejamento estratégico por parte de marcas estrangeiras que operam nos Estados Unidos. Para empresas brasileiras, o novo cenário reforçou a importância de estruturar operações híbridas, otimizar cadeias logísticas e investir em posicionamento premium para absorver impactos tarifários.

    “O cenário exige inteligência comercial. Hoje não basta exportar produto, é preciso estruturar presença local, entender regras, logística, impostos e construir marca no território americano”, destaca Morgana.

     

    Visão de longo prazo: integração econômica e fortalecimento global

    Para Morgana Naciff Wilhelms, o futuro da moda brasileira no mercado internacional passa por integração econômica, inovação e posicionamento estratégico.

    A empresária aposta na expansão da Coastal Chic Swimwear para novos canais globais, parcerias internacionais e fortalecimento do modelo digital, ao mesmo tempo em que defende o fortalecimento institucional do setor no Brasil.

    “O Brasil pode ocupar um espaço muito maior no mercado global de moda. Isso exige visão de longo prazo, políticas públicas eficientes e empresários preparados para competir em escala internacional”, conclui.

     

    Sobre Morgana Naciff Wilhelms

    Morgana Naciff Wilhelms é empresária brasileira e fundadora da Coastal Chic Swimwear.

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