Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • A 500 Global e a Creators HQ apoiam criadores e fundadores que estão construindo startups avaliadas coletivamente em mais de US$ 130 milhões
    • BlueMatrix e Perplexity firmam parceria para levar a descoberta impulsionada por IA à pesquisa institucional
    • A Nexo se torna a primeira patrocinadora master da história do ATP 500 Dallas Open nos EUA em acordo plurianual
    • Detalhes do cotidiano que mostram o início do envelhecimento
    • Especialista alerta para o golpe do “Golpe do Falso Gerente”
    • Cantina Veneta mantém tradição italiana em São Paulo
    • Como as Empresas B têm se diferenciado no mercado
    • Casa São Pedro atualiza posicionamento com foco em confiança
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Negócios»Crise na Venezuela tende a pressionar custos do comércio exterior brasileiro
    Negócios

    Crise na Venezuela tende a pressionar custos do comércio exterior brasileiro

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio7 de janeiro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    Instabilidade política tende a pressionar custos logísticos, seguros e exigências de compliance, enquanto impacto direto sobre exportações do Brasil permanece limitado

     

    O agravamento do cenário político na Venezuela deve ter reflexos no comércio internacional brasileiro, mas de forma predominantemente indireta. Embora o país vizinho já tenha tido relevância significativa para a pauta exportadora do Brasil, hoje seu peso é residual: antes do chavismo, as exportações brasileiras para a Venezuela chegaram a representar cerca de 3% do total exportado; atualmente, esse percentual gira em torno de 0,25%. A combinação de desinvestimento prolongado no setor energético, sanções internacionais e isolamento institucional reduziu de forma expressiva o comércio bilateral ao longo da última década.

    Segundo a advogada especialista em comércio internacional Carol Monteiro, do Monteiro & Weiss Trade, o impacto mais relevante para o Brasil não está na redução de volumes comerciais, mas no aumento do custo das operações.

    “A Venezuela já não é um vetor relevante do comércio exterior brasileiro. O principal canal de impacto de uma nova escalada de tensões é o efeito de contágio, com maior aversão ao risco para operações na região, endurecimento de requisitos de compliance e pressão sobre rotas logísticas, prazos e custos operacionais”, explica.

    De acordo com a especialista, o comércio bilateral já vinha sendo severamente afetado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos a partir de 2017, intensificadas em 2019 com restrições às exportações de petróleo venezuelano. Essas medidas comprometeram a capacidade do país de gerar divisas e manter fluxos comerciais regulares. Além disso, a Venezuela está suspensa do Mercosul desde 2016, em razão do descumprimento do Protocolo de Adesão e da aplicação da cláusula democrática, o que elimina qualquer efeito direto de preferências tarifárias intrabloco.

    Nesse contexto, os reflexos para o Brasil tendem a aparecer sobretudo nos custos logísticos e operacionais.
    “Como o fluxo comercial Brasil–Venezuela representa hoje apenas cerca de 0,25% das exportações brasileiras, não há expectativa de impacto relevante sobre os volumes agregados de exportação ou importação. O que se observa é o encarecimento do comércio exterior, com aumento de fretes, seguros, exigências de due diligence e prazos de liberação mais longos”, afirma Carol Monteiro.

    A instabilidade política também influencia a percepção de risco da região como um todo. Segundo a advogada, armadores, seguradoras e operadores logísticos costumam precificar risco por corredores e regiões, e não apenas por país.

    “Incidentes envolvendo navios venezuelanos e o posicionamento militar dos Estados Unidos já levam a uma reclassificação regional de risco, especialmente em rotas com escalas na costa norte da América do Sul e no Caribe. Isso resulta em maior cautela e critérios mais rígidos para operações na América Latina”, destaca.

    Mesmo empresas brasileiras sem relação comercial direta com a Venezuela podem sentir esses efeitos.
    “Na prática, isso se traduz em reprecificação de seguros e fretes, aumento das exigências de compliance por bancos e seguradoras e ajustes operacionais impostos por armadores e instituições financeiras, que passam a adotar critérios mais conservadores para a região como um todo”, explica.

    Os impactos tendem a ocorrer em duas etapas. Em curto prazo, podem surgir aumentos imediatos de itens mais sensíveis à percepção de risco, como seguros, fretes e prazos operacionais. Já em médio prazo, as empresas tendem a promover ajustes mais estruturais.

    “É comum observar diversificação de rotas, revisão de contratos logísticos e reforço de estoques estratégicos, como forma de mitigar riscos operacionais”, afirma a especialista.

    Do ponto de vista do comércio internacional brasileiro, o cenário reforça um ambiente já marcado por cautela na América Latina.

    “Não se trata de um risco pontual, mas de mais um elemento que contribui para a reprecificação contínua do risco regional, influenciando decisões de investimento, logística e financiamento do comércio, ainda que os efeitos diretos sobre volumes permaneçam limitados”, avalia.

    Diante desse contexto, a advogada recomenda que empresas brasileiras adotem estratégias preventivas e monitoramento constante de risco.

    “É fundamental mapear exposições indiretas, identificar rotas, operadores e financiadores mais sensíveis à região e reforçar práticas de compliance e rastreabilidade, especialmente para empresas com vínculos com os Estados Unidos”, orienta.

    A revisão de contratos logísticos e comerciais, com cláusulas de força maior e mecanismos de flexibilidade operacional, também é apontada como medida essencial para responder com agilidade a mudanças repentinas no ambiente político e regulatório.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    A holandesa Moto-Master Brake Systems, reconhecida internacionalmente por discos e pastilhas de alta performance, é a nova marca distribuída com exclusividade, no Brasil, pela SPORTECH

    13 de janeiro de 2026

    Consultoria global Korn Ferry lança plataforma de tecnologia para decisões estratégicas de talento

    13 de janeiro de 2026

    Análise de dados, engenharia de prompt, visão estratégica: ranking traz as habilidades de IA que estarão no radar dos brasileiros em 2026

    13 de janeiro de 2026

    Novos hábitos financeiros para começar 2026 no azul

    10 de janeiro de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.