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    Home»Notícias Corporativas»Emagrecimento feminino requer cuidado individual após os 30
    Notícias Corporativas

    Emagrecimento feminino requer cuidado individual após os 30

    DinoBy Dino3 de novembro de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Entre os 30 e os 40 anos, muitas mulheres começam a notar alterações na composição corporal, na disposição, na qualidade do sono e na forma como o organismo reage à alimentação e ao exercício. Após essa faixa, a transição para a menopausa intensifica as oscilações hormonais. Para o Dr. Rodolfo Gusmão, médico que atua em nutrologia e diretor técnico do Instituto Aeon, em Moema, na Zona Sul de São Paulo, essas mudanças exigem acompanhamento médico construído a partir da história clínica de cada paciente, e não de protocolos definidos somente pela idade.

    "Não existe um padrão único para o emagrecimento feminino. Duas mulheres da mesma idade podem ter necessidades metabólicas, hormonais e nutricionais completamente diferentes", afirma o especialista. "Por isso, costumo dizer que a idade cronológica é apenas uma das informações que consideramos. O que realmente orienta nossa conduta é entender como aquela mulher está envelhecendo, quais são suas condições clínicas, seu histórico de saúde e o que podemos fazer para preservar sua funcionalidade e qualidade de vida ao longo dos anos", contextualiza.

    Segundo a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2006-2024, do Ministério da Saúde, a obesidade entre mulheres adultas das capitais subiu de 20,7% em 2019 para 26,7% em 2024, com alta superior à observada entre os homens. De acordo com o Dr. Rodolfo Gusmão, estresse crônico, sobrecarga profissional, maternidade e privação de sono interferem no metabolismo, assim como resistência à insulina, alterações da tireoide e síndrome dos ovários policísticos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) situa a menopausa natural, em geral, entre os 45 e os 55 anos, período em que a queda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura abdominal e afeta ossos e sono.

    Quando a balança não responde

    Sono ruim, estresse persistente, uso de certos medicamentos, perda de massa muscular e hipotireoidismo não controlado estão entre os fatores que, segundo Dr. Rodolfo Gusmão, dificultam o emagrecimento. O histórico de tentativas anteriores também conta: "Muitas mulheres chegam ao consultório após anos de dietas restritivas, oscilações importantes de peso e uma relação desgastada com a alimentação". Ele cita ainda a gordura visceral, ligada a maior risco cardiometabólico. "Emagrecer não deve significar apenas perder quilos, mas reduzir gordura corporal de maneira saudável, preservar a massa muscular e melhorar a saúde metabólica".

    Sinais que pedem investigação

    Ondas de calor, alterações do sono e ressecamento vaginal costumam acompanhar a transição menopausal, mas cansaço ou baixa libido podem ter origem nutricional, emocional ou metabólica. Irregularidades menstruais persistentes, sangramentos anormais, fadiga significativa e desconforto nas relações sexuais justificam consulta, e a terapia hormonal depende da análise individual de riscos, benefícios e contraindicações.

    "Acredito que cuidar da saúde hormonal não significa buscar níveis hormonais de uma mulher de 20 anos, mas garantir que cada fase da vida seja vivida com saúde, funcionalidade e qualidade de vida", sustenta. "Nosso papel como médicos é identificar o que pode ser prevenido, tratado ou otimizado de maneira segura, sem transformar mudanças fisiológicas em doenças", acrescenta o Dr. Rodolfo Gusmão.

    A longevidade entra na mesma equação. As Tábuas de Mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam esperança de vida ao nascer de 79,9 anos para as mulheres em 2024, ante 73,3 anos para os homens. No acompanhamento, o médico monitora circunferência abdominal, força muscular, capacidade funcional, pressão arterial, saúde óssea e marcadores metabólicos, além de sono, disposição e saúde sexual. "Para mim, o verdadeiro conceito de longevidade feminina não está em perseguir uma juventude permanente, mas em permitir que a mulher atravesse cada década com saúde, independência, vitalidade e qualidade de vida".

    Avaliação médica deve começar antes da prescrição

    O médico descreve a consulta inicial como um levantamento amplo da rotina e do histórico da paciente. "A avaliação começa muito antes da prescrição de qualquer tratamento. O primeiro passo é compreender a paciente em sua totalidade, considerando não apenas suas queixas, mas também sua história clínica, hábitos de vida, rotina, alimentação, sono, atividade física, saúde emocional e histórico ginecológico e reprodutivo", detalha.

    Conforme a necessidade clínica, entram exames de metabolismo glicêmico, função tireoidiana, perfil lipídico, estado nutricional e saúde hormonal, além da análise da composição corporal. "Um ponto fundamental é diferenciar aquilo que faz parte das mudanças fisiológicas do envelhecimento daquilo que representa uma condição clínica que precisa ser investigada ou tratada", pondera. "Nosso objetivo não é simplesmente normalizar números em exames, mas compreender o contexto clínico por trás deles".

    Cuidado coordenado em um só lugar

    Localizado próximo ao Parque Ibirapuera, o Instituto Aeon atende, segundo a clínica, majoritariamente mulheres entre 30 e 40 anos, além do público acima dessa faixa. Cabe à condução médica integrar as informações e definir prioridades, enquanto as frentes nutricional, psicológica e de atividade física atuam de forma coordenada. A clínica mantém ainda atendimento voltado ao lipedema, condição que, conforme estudo publicado no Jornal Vascular Brasileiro em 2022, apresenta sintomas compatíveis em cerca de 12,3% das brasileiras.

    "Não entendemos o tratamento como uma consulta isolada, mas como um processo dinâmico, no qual as condutas precisam ser reavaliadas e ajustadas conforme a resposta da paciente", observa o diretor técnico.

    "Mais do que oferecer diferentes serviços, buscamos integrar o cuidado em torno de um objetivo comum e em um só lugar: proporcionar uma medicina individualizada, integrada, coordenada e baseada em evidências, que acompanhe a mulher em suas diferentes fases da vida", completa. Na avaliação do Dr. Rodolfo Gusmão, essa continuidade ajuda a paciente a compreender melhor o próprio corpo e a participar das decisões sobre a sua saúde.

    Para mais informações, basta acessar: http://drrodolfogusmao.com.br/

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