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    Com recorde de salas, mas queda de público, cinema busca novas formas de diferenciação

    Investimentos em infraestrutura audiovisual ganham relevância na estratégia dos exibidores; no Brasil, Dolby Atmos está presente em mais de 226 telas, segundo dados da companhia
    JoaoBy Joao28 de outubro de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    O mercado brasileiro de cinema enfrenta um desafio: diferenciar sua oferta em um cenário de expansão da infraestrutura, mas de retração do público. O país encerrou 2025 com 3.544 salas em funcionamento, o maior número da série histórica, enquanto o público caiu 10%, para 112,8 milhões de espectadores, segundo o’Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro 2025, publicado pela ANCINE (Agência Nacional do Cinema) em 31 de agosto de 2026

    Nesse contexto, a tecnologia é um dos elementos que os exibidores podem considerar na estratégia de diferenciação de suas salas. Qualidade de imagem, sistemas de projeção, dimensões da tela e reprodução sonora compõem a infraestrutura que define as características de cada espaço e sua proposta de valor para o público.

    No Brasil, a tecnologia Dolby Atmos está presente em mais de 62 cinemas e 226 telas, com instalações em redes como Cinépolis, UCI Cinemas, Moviecom, Cine Araújo, Centerplex e Cinesystem. A presença da tecnologia em diferentes redes e localidades reflete sua adoção na infraestrutura de exibição do país.

    “Em um mercado no qual os exibidores precisam encontrar formas de se diferenciar, a tecnologia faz parte da discussão sobre posicionamento e investimento nas salas. O áudio é um componente importante dessa equação: além de suas características técnicas, ele amplia as possibilidades de reprodução sonora e de criação dos filmes. Nosso papel é trabalhar com o setor para viabilizar essa experiência e contribuir para a evolução da infraestrutura cinematográfica no Brasil”, afirma Daniel Martins, gerente de vendas da Dolby.

    O papel do áudio na evolução das salas

    Com Dolby Atmos, os sons podem ser posicionados e movimentados em um ambiente tridimensional, ampliando as possibilidades criativas de cineastas e profissionais de mixagem. A tecnologia permite trabalhar elementos sonoros de forma espacial, contribuindo para a reprodução de diálogos, trilhas musicais e efeitos com maior precisão de posicionamento.

    A implementação de áudio imersivo exige planejamento técnico, equipamentos compatíveis e uma instalação adequada às características de cada sala. Por isso, a adoção dessas tecnologias integra decisões mais amplas sobre a infraestrutura de exibição e os atributos que cada exibidor deseja oferecer ao público.

    Embora a tecnologia, isoladamente, não determine o desempenho comercial de uma sala, ela faz parte da discussão sobre como os exibidores desenvolvem suas ofertas, comunicam seus diferenciais e respondem às expectativas de um público com diferentes opções de entretenimento.

    Para a Dolby, o mercado cinematográfico integra uma atuação mais ampla em entretenimento, que inclui serviços de streaming, música, dispositivos eletrônicos e automóveis. Essa presença em diferentes ambientes de consumo acompanha a evolução das formas de acesso ao conteúdo audiovisual.

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