Os principais desafios e oportunidades para o crescimento da indústria de etanol de milho e cereais estiveram no centro dos debates do TECO 2026, realizado pela Novonesis nessa semana, em em São Paulo. Na 12ª edição, o evento reuniu executivos, especialistas, produtores, representantes de empresas e instituições ligadas à cadeia para discutir os movimentos que devem influenciar o futuro do setor.
A programação foi estruturada a partir de temas estratégicos para uma indústria que amplia sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira e busca novas oportunidades de crescimento. Entre os assuntos debatidos estavam o cenário macroeconômico e de negócios, a dinâmica do mercado de etanol hidratado, os desafios da operação, a sustentabilidade, o futuro dos biocombustíveis, a valorização de coprodutos, a flexibilidade das plantas e as possibilidades de expansão para novos mercados.
“A indústria de etanol de cereais ainda tem muito potencial de crescimento no Brasil. A grande tendência futura é que o etanol hidratado vá além dos principais estados consumidores, que são Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e atinja regiões que ainda não têm esse consumo tão relevante. Esta edição do TECO fala muito sobre isso”, afirma Fabrício Leal, head de Bioenergia da Novonesis.
Diferentes perspectivas para o crescimento
Entre os assuntos abordados, estavam o cenário macroeconômico e de negócios, passando pela sustentabilidade da cadeia de biocombustíveis, pelas perspectivas de rentabilidade e pelos movimentos esperados para o mercado. Os debates avançaram para tendências fundamentais para a indústria e o desafio de acessar novos mercados que vão além da fronteira doméstica, com rotas como a marítima e da aviação.
A diversidade de temas refletiu a própria transformação pela qual passa a indústria de etanol de cereais. Um dos destaques do evento foi o painel sobre a história do etanol nos EUA, com seus desafios e aprendizados e como esses aspectos podem ser aproveitados para preparar a indústria na América Latina.

Outros temas debatidos abordaram a redução da pegada de carbono do etanol mirando novos mercados, o equacionamento do suprimento de fontes para suportar o crescimento da indústria, a dinâmica estrutural da demanda de etanol na região, o acesso do DDGS a novos mercados (suíno e avicultura), os desafios da atração, formação e retenção de talentos, a gestão operacional da indústria e novas forma de geração de valor, como maximização do valor do óleo de milho e a integração do milho com a cana na cadeia de biocombustíveis.
“Alguns dos principais painéis do TECO trazem detalhes que mostram como esse mercado ainda é um investimento atrativo, que apresenta retornos e margens interessantes para o investidor. Acreditamos que esse mercado vai continuar crescendo e que o setor vai apresentar crescimentos sustentáveis”, finaliza Leal.
