Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Duosystem leva inovação em Saúde Digital ao CBIS 2026
    • HUAWEI Band 10 e FreeBuds SE 2 são destaques no 10.10
    • Invivoscribe® amplia portfólio de testes de clonalidade molecular com a abrangente suíte LymphoTrack® Flex Suite
    • Reforma Tributária exige adaptação das transportadoras
    • OPEX® Corporation oferece uma solução simplificada de digitalização de documentos usando apenas um toque com o lançamento do Axis™
    • Posiflex lança quiosque da série SCO com tecnologia de IA para acelerar o futuro do varejo de autoatendimento
    • Aeris e Telna firmam parceria para eliminar a fragmentação global da conectividade da IoT e ampliar a cobertura do IoT Accelerator no Brasil
    • Remoção de tatuagem cresce e muda perfil de quem procura
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Últimas»Saúde mental no trabalho: por que campanhas de setembro não bastam
    Últimas

    Saúde mental no trabalho: por que campanhas de setembro não bastam

    Com mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais registrados em 2025, empresas são desafiadas a transformar ações de conscientização em mudanças permanentes na rotina de trabalho
    JoaoBy Joao17 de setembro de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    Palestras, campanhas de conscientização e ações de engajamento costumam ganhar espaço nas empresas durante setembro, mês marcado pelas discussões sobre prevenção ao suicídio e saúde mental. Embora essas iniciativas ajudem a abrir conversas importantes, o cuidado com os funcionários é colocado à prova principalmente depois que a programação termina.

    Em 2025, o Brasil registrou 546.254 concessões de benefícios por incapacidade temporária relacionadas a transtornos mentais e comportamentais, segundo o Ministério da Previdência Social. O número representa um crescimento de aproximadamente 15% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 472.328 afastamentos.

    O avanço dos casos ocorre em um momento no qual as empresas também precisam olhar com mais atenção para os riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Desde maio de 2026, a NR1 passou a mencionar expressamente esses fatores no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

    Na prática, isso significa observar também situações relacionadas à própria organização do trabalho, como sobrecarga, metas incompatíveis, jornadas excessivas, assédio, conflitos, falta de apoio das lideranças e pouca autonomia.

    “Uma campanha pode abrir espaço para uma conversa que antes não acontecia. Mas, se o colaborador voltar para uma rotina marcada por sobrecarga, falta de diálogo ou insegurança, a mensagem perde força. O cuidado precisa aparecer nas decisões, na postura das lideranças e na forma como o trabalho é organizado”, afirma Carol Zein, sócia-diretora da Mami&Co, holding brasileira especializada em produtos para a primeira infância.

    Quando a vida do funcionário muda
    Embora os riscos previstos na NR-1 sejam aqueles relacionados ao trabalho, acontecimentos da vida pessoal também podem alterar a maneira como uma pessoa vivencia sua rotina profissional. A chegada de um filho, um luto, o adoecimento de um familiar, uma separação ou uma dificuldade financeira não desaparecem quando o colaborador inicia o expediente.

    O papel da organização é criar um ambiente no qual mudanças importantes possam ser comunicadas com segurança e consideradas na gestão do trabalho, respeitando os limites e a privacidade de cada pessoa.

    A maternidade é um exemplo evidente. O cuidado com uma profissional que se torna mãe não se encerra na concessão da licença-maternidade. “Existem momentos em que fica muito claro se o cuidado faz realmente parte da cultura. A maternidade é um deles. A profissional retorna com a mesma competência e experiência, mas passa a viver uma rotina completamente diferente. Acolher essa transição não é diminuir sua capacidade, e sim reconhecer que a vida mudou e que o trabalho também pode precisar de ajustes”, explica Carol.

    Com essa proposta, a Mami&Co estruturou uma programação interna ao longo de setembro, abordando diferentes fatores que podem impactar a experiência dos funcionários. A companhia realizará encontros sobre relacionamento interpessoal, saúde financeira e saúde mental nos dias 9, 15 e 22, respectivamente.

    As atividades serão acompanhadas por ações voltadas à convivência entre as equipes. A empresa também criou a Caixa da Gentileza, na qual os colaboradores poderão deixar mensagens de agradecimento, reconhecimento ou incentivo aos colegas.

    As iniciativas fazem parte de um trabalho que começou antes de setembro. A companhia realizou um diagnóstico psicossocial, com a participação de mais de 60% dos seus 119 colaboradores. O levantamento foi utilizado para mapear percepções sobre o ambiente de trabalho e orientar novas ações internas.

    Para que esse tipo de iniciativa produza efeitos além do calendário, no entanto, é necessário acompanhar os resultados, ouvir os funcionários e identificar se existem problemas na organização do trabalho que precisam ser corrigidos. Palestras e campanhas podem complementar esse processo, mas não substituem diagnóstico, planejamento e medidas de prevenção.

    Cinco caminhos para transformar conscientização em cuidado permanente
    Empresas que desejam avançar nessa discussão podem começar por algumas medidas:

    Ouvir os funcionários com segurança: criar canais de escuta que garantam confidencialidade e reduzam o medo de exposição ou retaliação.

    Avaliar a organização do trabalho: observar jornadas, metas, volume de demandas, pausas, autonomia, conflitos e relações entre equipes.

    Preparar as lideranças: gestores precisam reconhecer sinais de sobrecarga, conduzir conversas difíceis e saber encaminhar situações que exigem apoio especializado.

    Acolher momentos de transição: retorno da licença-maternidade, luto, adoecimento e mudanças familiares exigem sensibilidade, diálogo e, quando possível, adaptações temporárias.

    Acompanhar os resultados: o diagnóstico inicial deve ser transformado em plano de ação, com revisão periódica das medidas adotadas.

    “Não adianta falar sobre cuidado apenas quando o calendário pede. Ele aparece na forma como uma pessoa é recebida ao retornar de uma licença, na abertura para comunicar uma dificuldade, na relação entre colegas e na maneira como as lideranças respondem aos problemas. Setembro pode ser o começo da conversa, mas ela precisa continuar durante o ano inteiro”, conclui Carol.

    notícias Recursos Humanos saude saúde mental
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    IA aumenta produtividade, mas pode fechar a porta de entrada do mercado de trabalho

    6 de outubro de 2026

    Granlote Urbanismo lança complexo residencial de alto padrão com três empreendimentos em Boituva

    6 de outubro de 2026

    Smart Fit Paulista passou a funcionar 24 horas a partir de setembro

    6 de outubro de 2026

    Sticky Breeze reforça nova era dos calçados ocupacionais e do conceito workwear

    6 de outubro de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.