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    Home»Notícias Corporativas»Imóveis na Interpraias devem valorizar até 50% em dois anos
    Notícias Corporativas

    Imóveis na Interpraias devem valorizar até 50% em dois anos

    DinoBy Dino8 de maio de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Em uma cidade conhecida pela verticalização, a faixa litorânea de Balneário Camboriú, formada por Estaleiro, Estaleirinho, Taquaras, Taquarinhas, Pinho e Laranjeiras, passou a operar em outra lógica: baixa densidade, restrições ambientais rígidas e arquitetura como ativo central de valor. Segundo levantamento da J. Maurício, empresa especializada em transações imobiliárias na Interpraias há mais de 25 anos, o metro quadrado local acumulou valorização superior a 200% nos últimos cinco anos e a projeção agora é de alta adicional de até 50% em dois anos, sustentada por oferta limitada, novos empreendimentos autorais e um pacote de infraestrutura que inclui R$ 720 mil em investimentos em segurança e monitoramento territorial.

    "Interpraias deixou de ser apenas uma alternativa ao centro verticalizado de Balneário Camboriú e passou a formar um mercado próprio sustentado pela previsibilidade. O investidor sabe que ali existem regras ambientais e urbanísticas que limitam o adensamento, protegem o entorno e preservam a paisagem. Quando a oferta é curta, o produto é bem desenhado e o território mantém sua essência, a valorização deixa de ser episódica e passa a seguir uma trajetória mais consistente", afirma Maurício Girolamo, CEO da J. Maurício e vice-presidente do conselho gestor da APA Costa Brava.

    Na prática, essa lógica está no "manual" de ocupação. A Interpraias está inserida em uma área de proteção ambiental com plano de manejo que define parâmetros por zona. Nas áreas planas, o limite é de até três pavimentos e a ocupação máxima chega a 40% do terreno; na morraria, o gabarito é menor e a ocupação, mais restrita. Esse desenho reduziu a margem para projetos de escala e empurrou o mercado para outra direção: menos volume, mais projeto. O resultado é um território em que o valor do imóvel depende cada vez mais da implantação, da assinatura arquitetônica e da relação com a paisagem.

    Um dos casos é o projeto da construtora Blue Heaven focado em luxo integrado à natureza, no Estaleirinho, assinado por Márcio Kogan e Samanta Cafardo, do Studio MK27. O empreendimento terá apenas seis apartamentos em três pavimentos e adota soluções construtivas pouco usuais no mercado residencial brasileiro, como estrutura em madeira engenheirada e embasamento em concreto ciclópico, com grandes blocos de pedra aparentes. A proposta é criar um edifício que se dissolve na paisagem, com volumes horizontais que lembram lajes suspensas, grandes aberturas envidraçadas e integração direta com a restinga. As unidades, com até 312 m², terão piscinas orgânicas privativas e terraços com jardins amplos, enquanto cerca de 60% do terreno terá a biodiversidade preservada, reforçando a lógica de um projeto que se adapta ao ambiente, e não o contrário.

    Outro exemplo vem da AG7, incorporadora com foco em wellness building do Brasil, que anunciou a transformação da área do antigo Parador Estaleiro Hotel em seu primeiro empreendimento de alto luxo em Santa Catarina, na Praia do Estaleirinho. O projeto, com investimento estimado em R$ 282 milhões, terá arquitetura de Isay Weinfeld e apartamentos entre 300 m² e 450 m², com proposta voltada ao bem-estar e a um modelo residencial de baixa densidade.

    Para Theo Girolamo, corretor da J. Maurício, isso indica uma mudança no perfil da região. "A entrada de incorporadoras com histórico em projetos premiados em sustentabilidade e em wellness building mostra que a Interpraias passou a atrair investimentos de longo prazo em ativos de oferta limitada. O que está em construção ali é uma identidade. Quando você combina arquitetura autoral, paisagem preservada, regras e oferta limitada, o território começa a ser reconhecido por um padrão próprio. Isso muda a percepção de valor. O comprador não está levando só um imóvel, mas um lugar que tende a ficar mais raro com o tempo", destaca.

    No centro de Balneário Camboriú, a lógica segue sendo a altura e a escala. Na região da Interpraias, o vetor é outro: escassez regulada, desenho autoral e preservação do entorno. É essa diferença que começa a transformar o trecho mais preservado do município em uma espécie de galeria a céu aberto do litoral catarinense.

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