Redução de tarifas em 90% dos produtos abre corrida para marcas internacionais
O cenário de consumo no Brasil está prestes a sofrer sua maior transformação em décadas. Após 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi assinado no dia 17 de janeiro de 2026, em Assunção, Paraguai. O tratado cria a maior zona de livre comércio bilateral do mundo, unindo 718 milhões de pessoas e economias que somam aproximadamente US$ 22 trilhões em PIB. O acordo prevê que a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos, enquanto o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos.
Para o Brasil, o acordo representa não apenas a abertura de mercados, mas uma transformação estrutural e cultural na forma como as marcas europeias vão se comunicar para conquistar o consumidor latino-americano.
Com a redução progressiva de impostos, muitos setores devem sentir os efeitos práticos dessa mudança ao longo dos próximos anos. Vinhos, queijos e automóveis europeus, por exemplo, devem chegar às prateleiras e concessionárias brasileiras com preços drasticamente reduzidos. Estimativas apontam que os vinhos europeus podem ficar até 27% mais baratos com a eliminação da tarifa, enquanto os veículos podem ter uma queda de até 35% nos custos, de acordo com Manual do Acordo Mercosul-União Europeia – Portal da Indústria – CNI.
Para o agronegócio brasileiro, o acordo abre acesso preferencial a um mercado de alto poder aquisitivo. Cerca de 99% das exportações agrícolas do Mercosul terão algum nível de liberalização tarifária. Produtos como café solúvel, suco de laranja, frutas frescas e óleos vegetais terão eliminação imediata de tarifas.
Segundo Patrick O’Neill, sócio e fundador da Sherlock Communications, agência dedicada a conectar marcas globais ao público latino-americano por meio de estratégias de comunicação baseadas em dados e insights culturais, a transformação no cenário comercial abre espaço para que empresas globais repensem suas entradas e fortalecimento de marca na América Latina.
“Este acordo não é apenas sobre tarifas reduzidas. É sobre reposicionamento estratégico de marcas globais em um dos mercados mais promissores do mundo”, afirma O’Neill. Para ele, a janela de oportunidade está aberta, mas o sucesso dependerá de comunicação estratégica que respeite as nuances culturais e econômicas de cada país do Mercosul.
Desafios de entrada
Apesar do otimismo econômico, especialistas alertam para um erro comum: acreditar que o preço baixo, por si só, conquistará os brasileiros. A diversidade cultural e econômica dos países da América Latina exige uma abordagem de comunicação adaptada a públicos locais e multilíngues, capaz de traduzir ofertas globais em mensagens relevantes para diferentes mercados, o que impede a comunicação padronizada.
Para ele, empresas que ignoram as nuances locais de cada país do Mercosul tendem a enfrentar resistência de marca. A comunicação estratégica torna-se um elemento central para qualquer empresa que queira aproveitar as oportunidades geradas por esse acordo. “Não basta apenas operar no mercado, é preciso ser entendido, ter confiança e construir reputação em ambientes que têm dinâmicas próprias, culturas distintas e expectativas diversas”, completa.
Sobre a Sherlock Communications
Fundada em 2016 e com sede em São Paulo, a Sherlock Communications é uma agência independente de comunicação, reconhecida internacionalmente, que apoia organizações globais em operação na América Latina. A agência ajuda marcas internacionais a entrar, crescer e prosperar na região ao combinar profundo conhecimento local, entendimento cultural e expertise digital com padrões globais de estratégia, criatividade e execução.
Com equipes na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, América Central e outros mercados, a Sherlock Communications oferece um ponto único de contato para campanhas multinacionais, garantindo consistência regional e impacto local autêntico. Seu time de mais de 150 profissionais bilíngues reúne jornalistas, consultores de PR, especialistas em marca e marketing digital, designers, tecnólogos e profissionais de responsabilidade social para entregar campanhas integradas, orientadas por dados e focadas em gerar confiança, visibilidade e crescimento sustentável.
Nos últimos três anos, a agência conquistou mais de 50 prêmios internacionais e foi eleita Melhor Agência da América Latina pelo PRWeek Global Awards seis vezes nos últimos sete anos. A responsabilidade social está no centro de sua atuação. Por meio de uma equipe dedicada e plataformas proprietárias, a Sherlock Communications destina 15% do seu tempo a ONGs e instituições beneficentes, apoia organizações de base, é signatária do Pacto Global da ONU e opera como empresa certificada carbono neutro
