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    Home»Negócios»Como uma cidade do outro lado do mundo, pode inspirar marcas e nos ensinar a construir um futuro melhor?
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    Como uma cidade do outro lado do mundo, pode inspirar marcas e nos ensinar a construir um futuro melhor?

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio14 de novembro de 2025Nenhum comentário4 Mins Read
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    Daniel Skowronsky, CEO da NIRIN. Créditos: Arquivo Pessoal
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    Existem cidades que não são apenas pontos no mapa, mas verdadeiros laboratórios vivos. São espaços onde cultura, design, comportamento, negócios, inovação e qualidade de vida se encontram, se moldam e se projetam como referência para o mundo. Zürich é uma dessas cidades. De acordo com relatório intitulado Panorama Zürich, report desenvolvido pela NIRIN, consultoria de branding brasileira que constrói marcas relevantes para o futuro, Zürich vai muito além do turismo. O relatório traz uma importante análise sobre futuros possíveis, futuros que podem e devem inspirar marcas, organizações e sociedades a desenharem relevância daqui para frente.

    Assim como as cidades do mundo estão sendo desafiadas a enfrentar as complexidades do nosso tempo, desde as emergências climáticas, passando pelas desigualdades crescentes, transformações demográficas, instabilidade econômica e desafios culturais, as marcas, organizações e lideranças estão sendo chamadas a se reinventar. A reflexão sobre cidades e branding se encontra exatamente nesse ponto: ambos são sistemas vivos, culturais, simbólicos e estratégicos, ambos são expressões de como queremos viver e conviver. E quando olhamos para Zürich, enxergamos um modelo sofisticado de como cultura, estética, governança, inovação e bem-estar podem coexistir de forma harmônica, eficiente e profundamente humana.

    Zürich não foi uma escolha aleatória: ocupa hoje o segundo lugar no ranking das cidades mais habitáveis do mundo, segundo o Global Liveability Index da Economist Intelligence Unit, e lidera há 13 anos consecutivos o ranking de nações mais inovadoras do planeta. Mas, além dos números, Zurique é uma cidade que traduz um conjunto de valores aplicáveis à construção de qualquer sistema, seja ele urbano, seja ele uma marca. Eficiência, clareza, simplicidade, funcionalidade, sofisticação e bem-estar coletivo fazem parte do seu código cultural. E quando falamos de design, não tem como ignorar a força do design suíço, que moldou e influencia até hoje o design gráfico, a arquitetura, a comunicação e a identidade visual das marcas mais relevantes do mundo. Não é apenas uma questão estética, é uma questão de como transformar complexidade em clareza e função em beleza, de como construir sistemas que sejam simultaneamente eficientes e encantadores.

    Olhando para as cidades do mundo e, especialmente, para as que enfrentam grandes desafios, como vimos recentemente no Brasil, fica evidente que a crise urbana é também uma crise de modelos: de modelos ultrapassados de crescimento, desenvolvimento e convivência. O que aprendemos ao observar Zürich é que cidades e marcas que querem construir futuros mais desejáveis precisam operar em outros princípios. Precisam ser mais sustentáveis, circulares, inclusivas, resilientes, colaborativas e culturalmente relevantes. Precisam ser capazes de equilibrar inovação com bem-estar, crescimento com sustentabilidade, escala com qualidade de vida.

    Em ano de COP 30, esse olhar se torna ainda mais urgente e importante. O Panorama Zürich se propõe oferecer uma lente cultural e estratégica que conecta temas como design, arquitetura, comportamento, urbanismo, inovação, sustentabilidade e branding, não como campos separados, mas como um único sistema integrado de geração de valor. O que Zürich faz com seus espaços, suas empresas, suas experiências urbanas, sua mobilidade, seu design e sua governança é, no fundo, o que qualquer marca relevante deveria buscar: criar sistemas inteligentes, desejáveis, sustentáveis e emocionalmente significativos para as pessoas. Porque assim como uma cidade, uma marca é um ecossistema de experiências, símbolos e relações. E, talvez, essa seja a pergunta mais relevante desse report: se uma cidade como Zürich consegue gerar alta qualidade de vida, inovação e impacto econômico e cultural, o que disso pode ser aplicado na forma como desenhamos marcas, negócios, organizações e experiências?

    Acreditamos que branding não é apenas construir marcas, é construir futuros relevantes. E, nesse sentido, pensar cidades é pensar no futuro. Olhar para Zürich é entender que a construção de relevância, seja para uma cidade, uma marca ou uma sociedade, nasce da capacidade de transformar cultura em estratégia, estética em sistema, complexidade em clareza e inovação em impacto. Deixo meu convite a todos que acreditam em um futuro melhor. Te convido a refletir, conversar, imaginar e, sobretudo, agir. Porque, no fim das contas, não estamos falando de Zürich. Estamos falando de como desenhar o futuro das nossas marcas, das nossas cidades e, principalmente, o nosso próprio futuro.

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