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    Home»Negócios»Do balcão do banco ao martelo do sucesso: a história de Rogério Menezes, o leiloeiro que virou referência nacional
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    Do balcão do banco ao martelo do sucesso: a história de Rogério Menezes, o leiloeiro que virou referência nacional

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio10 de novembro de 2025Updated:10 de novembro de 2025Nenhum comentário4 Mins Read
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    Com 36 anos de carreira e mais de 10 mil veículos vendidos por ano, Rogério Menezes construiu uma trajetória marcada por superação, ética e inovação no mercado de leilões do Brasil

    Em um país em que a credibilidade é um dos ativos mais valiosos, Rogério Menezes Nunes transformou sua trajetória em sinônimo de confiança. Nomeado Leiloeiro Oficial pela Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) em 1989, ele acumula 36 anos de carreira no setor e se tornou um dos nomes mais respeitados do Brasil, conduzindo leilões para as maiores seguradoras, bancos e instituições financeiras do país.

    Formado em Direito e pós-graduado em Ciências Humanas, Rogério começou a vida profissional em um banco. “Eu queria crescer, então ficava depois do expediente aprendendo outros setores. Foi assim que conheci o mundo dos leilões”, relembra. O destino mudou quando um dos leiloeiros mais famosos da época abriu conta em sua agência. Após anos de convivência e observação, ele fez uma proposta que mudaria tudo: “Pede demissão que eu quero te contratar”.

    Com apenas 25 anos, Rogério foi nomeado o leiloeiro mais jovem do Brasil. O início, porém, foi desafiador: o confisco de bens no governo Collor praticamente paralisou o setor. “Eu comemorava a nomeação, mas o país estava parado. Quase desisti”, recorda.

    Sem pátio próprio, chegou a fazer leilões nas ruas do centro do Rio, em cima de caminhonetes. Com persistência, economizou e alugou um pequeno depósito no Jardim América, onde começou a consolidar seu negócio. “Eu pegava o que caía da mesa, fazia leilão de tudo. Foram dois anos só de custos, mas aprendi a enxergar oportunidade em qualquer bem”, diz.

    O ponto de virada veio quando decidiu lavar os veículos antes do leilão, algo inédito à época. “Me chamaram de maluco, mas o resultado foi um sucesso. Os carros passaram a ser mais valorizados, e eu acabei ficando sozinho com o contrato”, conta.

    Hoje, Rogério Menezes comanda uma estrutura de 70 mil metros quadrados na zona oeste do Rio de Janeiro, com pátios pavimentados, 10 mil metros quadrados cobertos e um auditório climatizado com capacidade para mais de 1.200 pessoas. Em 2021, mais de 10 mil veículos foram vendidos em seus leilões, e a meta é dobrar esse número nos próximos anos.

    Nos últimos anos, o segmento viveu um verdadeiro boom. Com os leilões digitais, a participação de compradores aumentou em 1.000%. “O digital não substituiu o leilão tradicional, ele ampliou o acesso. Hoje qualquer pessoa pode participar de um pregão com segurança, direto do celular”, explica.

    Sua trajetória, no entanto, não foi isenta de obstáculos. Rogério enfrentou denúncias infundadas, perseguições e até um incêndio devastador em 2014, que destruiu cerca de mil veículos em seu depósito. “Foram momentos em que só a fé e a confiança em Deus me sustentaram. Ver tudo queimando e continuar acreditando foi um dos maiores desafios da minha vida”, desabafa.

    Mesmo diante das adversidades, o leiloeiro seguiu em frente e transformou sua dor em motivação. “Poucas pessoas sobrevivem a algo assim. Mas nunca deixei de acreditar. A vida é feita de recomeços”, afirma.

    Reconhecido com o Troféu Prêmio Segurador Brasil, a Medalha Pedro Ernesto e o Top of Business, Rogério Menezes é hoje uma referência em ética, profissionalismo e resiliência. “Empreender é deixar um legado. Meu orgulho é ver que formamos profissionais que valorizam a integridade e o respeito ao cliente. O leilão é uma escola de caráter”, resume.

    A cada pregão, o som do martelo continua simbolizando mais do que a venda de um bem, representa uma história de superação. “Todo leilão é único. Por trás de cada martelo batido, há um sonho, uma nova oportunidade de começar”, conclui Rogério Menezes.

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